sábado, 13 de julho de 2013

Special Edition - 16. Dia Internacional do Rock

DIA INTERNACIONAL DO ROCK : Um dia feito para todos nós !


UM POUCO DE HISTÓRIA
Segundo historiadores, o marco zero do rock teria acontecido em julho de 1954, quando um caminhoneiro chamado Elvis Presley entrou no Sun Studios, em Memphis, e gravou "That’s Allright Mamma". 
Não! Elvis não inventou o rock. Antes dele, músicos como Chuck Berry e Bill Halley já faziam rock. Desde o fim dos anos 40, "rock’n’roll" era usado em letras de música como sinônimo de "dançar" ou "fazer amor". Em 1952, o radialista Alan Freed, que depois viria a reivindicar a criação do termo, batizou seu programa de Moondog’s Rock and Roll Party. 
A tarefa de Elvis não foi fácil: a sociedade norte-americana demorou bastante para aceitar aquele branco que cantava e dançava como um negro. Em uma de suas primeiras apresentações na TV, as câmeras o filmaram apenas da cintura para cima, sem mostrar aquele quadril que teimava em rebolar. Elvis, ao contrário de vários outros ídolos da época (como Pat Boone, por exemplo), nunca renegou a origem de sua música. "O que eu faço não é novidade", disse. "Os negros vêm cantando e dançando dessa forma há muito tempo." 
Sim, o rock’n’roll é música negra. Como o blues, o soul e o funk, o rock nasceu da escravidão e tem suas origens na migração forçada de milhões de africanos, que foram tirados de suas aldeias e jogados em terras estranhas. Todos esses gêneros musicais têm duas características comuns, herdadas da África: a primeira é a predominância de uma base rítmica constante e repetitiva; a segunda é a utilização da música de uma forma emocional e espiritual. Os escravos cantavam para celebrar sua espiritualidade, seus ancestrais, as mazelas da escravidão, estabelecendo assim uma relação direta entre sua música e a realidade social. O rock herdou essa capacidade de radiografar o presente. 
Na época, a sociedade americana começava a abandonar preconceitos seculares. De uma certa forma, a explosão do rock simbolizou uma América nova, mais liberal, próspera e livre das dificuldades econômicas do pós-guerra. Adolescentes brancos começaram a curtir uma música antes relegada a salões de baile nos bairros negros e pobres. 
O rock’n’roll não mudou a sociedade, mas serviu como espelho de mudanças e tendências. Claro que ninguém deixou de ser racista ao ouvir Elvis Presley cantando música "de negros", mas o simples fato de Elvis aparecer em cadeia nacional, rebolando os quadris e celebrando uma cultura marginal, mostrava que o país estava mudando. 


ADOLESCENTES DISSEMINADORES DO ROCK 
Paralelamente ao surgimento do rock, a sociedade norte-americana via o aparecimento de outro fenômeno, que se tornaria vital para a explosão do rock’n’roll: o adolescente. 
Até meados do século 20, adolescentes tiveram uma vida dura nos Estados Unidos. O país havia passado por duas guerras mundiais e pela Grande Depressão; ser jovem por lá significava trabalhar duro e ajudar os pais a sustentar a casa. 
Depois da Segunda Guerra, tudo mudou: os Estados Unidos entraram numa fase de prosperidade, a economia cresceu e os adolescentes, que antes davam duro ajudando os pais, passaram a receber mesada. Isso criou um novo mercado, voltado unicamente para o jovem. 
Hollywood logo entrou na onda, lançando filmes direcionados aos adolescentes. Dois deles, O Selvagem (1954) e Rebelde sem Causa (1955), revelaram Marlon Brando e James Dean interpretando jovens em conflito com a geração de seus pais. A rebeldia estava na moda. Daí surgiu Elvis Presley, dando voz a uma geração cansada da caretice dos pais. 
A sociedade de consumo não demorou para perceber o potencial do filão jovem. Foi só aí que o rock explodiu na América. Foram filmes, revistas, livros, badulaques, calendários e todo tipo de bugiganga direcionada aos novos consumidores. Elvis, o rebelde, tornou-se uma figura tão familiar aos lares americanos quanto o presidente Eisenhower. 


AMADURECIMENTO DO ROCK 
A influência dos Beatles é incalculável. Musicalmente, eles elevaram o rock a um nível até hoje inigualado, estabelecendo parâmetros e modelos para toda a música pop. Suas experimentações abriram novas possibilidades sonoras e ampliaram os horizontes musicais das gerações posteriores. Culturalmente, eles foram igualmente importantes: carismáticos, irreverentes e cheios de sex-appeal, eles surgiram no mundo como um sopro renovador, obliterando a caretice da década de 50 e inaugurando uma era mais livre e esperançosa: os anos 60. 
O rock democratizou a música pop. Subitamente, qualquer um podia subir em um palco e cantar. Elvis, um caipira ignorante, passou a freqüentar as paradas de sucesso ao lado de Frank Sinatra e Nat King Cole (dá até para entender por que Sinatra, acostumado a trabalhar com músicos experientes, não aceitou o novo estilo: "rock’n’roll é a coisa mais brutal, feia e degenerada que eu já tive o desprazer de ouvir", disse o "olhos azuis"). 
Essa "democracia" do rock teve um efeito imediato: os artistas ficaram cada vez mais parecidos com seu público, tanto em idade quanto em classe social. Os jovens passaram a se identificar mais com seus ídolos, estabelecendo uma relação mais próxima com a música. O rock também passou a buscar na sociedade ( especialmente nos jovens ) os temas de suas canções. Essa troca fez do rock a música mais popular e culturalmente impactante do século 20. 


GERAÇÃO MTV 
Para muitos, esse estreitamento entre artista e público também causa um declínio gradual na qualidade da música. A cada ano, um número maior de pessoas sem treinamento musical tem acesso a tecnologias de composição e gravação. Hoje, aparelhos como samplers e placas de som permitem a qualquer um gravar um disco em casa. E popularização raramente é sinônimo de qualidade. 
O fato é que nenhuma outra música esteve tão sintonizada com a realidade de seu tempo quanto o rock. Desde os anos 50, ele passou a ser um espelho da sociedade, refletindo a moda, o comportamento e as atitudes dos jovens. Isso fez do rock uma música com prazo de validade, ou seja, tão ligada no "hoje" que corre o risco de sair de moda rapidamente, junto com os temas abordados (para confirmar, basta assistir a qualquer videoclipe de dez anos atrás). 
Isso cria situações interessantes: o que é "bacana" e "moderno" para uma geração torna-se ultrapassado para a próxima. Sendo um gênero que se alimenta sempre do novo, o rock’n’roll gera conflito entre seus fãs. Um movimento surge como resposta ao anterior e assim por diante, numa renovação incansável. 
Esses conflitos, mais que interessantes, são necessários: sem eles, estaríamos condenados à eterna repetição. Foi a partir desses "rachas" que nasceram alguns dos movimentos mais influentes do rock, como o punk, basicamente uma reação ao comercialismo e à pompa do rock dos anos 70, que havia perdido a identificação com as gerações mais novas. Ao contrário do que ocorria antes do rock’n’roll, agora ficou fora de moda curtir a mesma música que os pais. Mas isso é cíclico, claro: com o passar dos anos, a indústria descobriu o potencial do saudosismo. Hoje, temos canais de televisão que vivem de reembalar artistas velhos como se fossem a última novidade. E veteranos como o Aerosmith, por exemplo que, graças a seus clipes na MTV, reinventam-se para um público que nem era nascido quando eles faziam sua melhor música. 
A nova geração de roqueiros repete o comportamento da anterior com novas versões "repaginadas", e mesmo assim, representam mais que a simples paixão por uma banda ou artista: tornaram-se símbolos de um estado de espírito e de um jeito de ser. A iconografia, claro, reduz tudo a seu nível mais rasteiro e um artista como Kurt Cobain, autor de dezenas de músicas, acabou reduzido a garoto-propaganda do suicídio e da alienação adolescente. John Lennon foi assassinado e virou "marca", transformado, como Gandhi, em símbolo de paz e amor. 
Talvez seja essa a razão de seu sucesso. Como bem disse Gene Simmons, do Kiss: "Eu não sou Shakespeare. Mas ganhei muita grana e transei com mais de 4 mil mulheres. Tenho certeza de que Shakespeare trocaria de lugar comigo a qualquer hora". Quem duvida? 


DIA MUNDIAL DO ROCK
O dia 13 de julho de 1985 foi palco de um festival memorável: o Live-Aid (algo como "Ajuda ao vivo"), em prol das inúmeras pessoas que passam fome na África. 
O evento foi iniciativa do músico irlandês Bob Geldof, integrante da banda Boomtown Rats, que ficou chocado ao ver o documentário Fome na Etiópia, em que os famintos não tinham forças nem para espantar, do próprio corpo, as moscas que os rodeavam. 


O festival contou com a participação de artistas renomados como Mick Jagger, Tina Turner, Madonna, David Bowie, Sting, Phil Collings, Queen, Eric Clapton, Elton John, Paul McCartney, Jimmy Page, Robert Plant, além das bandas U2, Ozzy Osbourne e The Who, entre outros. 
Os shows aconteceram simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. Cerca de 170 mil pessoas participaram da maratona musical – 70 mil na Inglaterra e 100 mil nos Estados Unidos, enquanto 1,5 bilhão de pessoas assistiram tudo pela TV. 
Com a venda de ingressos a 35 dólares e a venda dos direitos de transmissão a 160 países, o espetáculo conseguiu arrecadar cerca de 70 milhões de dólares, certamente uma cifra considerável. Depois dele, outros festivais com essa mesma consciência social ocorreram na década de 80 como o U.S.A. For Africa, Live Aid, Farm Aid, Hear 'n' Aid, Artists Against Apartheid e o Amnesty International, reunindo sempre grandes nomes do mundo pop e rock. A data foi para lembrar que o rock também sabe ser solidário. 

Bob Geldorf o idealizador do show.

Fontes: Super Interessante
            Grito Alternativo ; Rock Online


Abaixo relaciono uma série de músicos, bandas e músicas que tiveram grande importância na história do Rock, e é claro que não conseguirei reunir todos aqueles que foram influentes e importantes, pois o Rock é infinito, mas que estes os quais abaixo relaciono sejam portadores e representantes daquilo que o Rock faz com absoluta maestria: trazer alívio para nossos ouvidos e nos fazer mais felizes !
Vamos curtir o Rock desses gênios e Deuses !

FELIZ DIA DO ROCK A TODOS OS ROCKEIROS !
FELIZ DIA DO ROCK ESPECIAL A TODOS OS ASTRO-ROCKERS QUE NOS BRINDAM COM SUAS VISITAS NESTE PLANETA ROCK !
LONGA VIDA AO ROCK AND ROLL !


LIVE AID : Queen - Bohemian Rhapsody (Intro) & Radio Ga Ga 1985


ROBERT JOHNSON : Crossroad


B.B.KING : Everyday I Have The Blues Live At Farm Aid 1985


ELVIS PRESLEY : Suspicious Minds Live In Las Vegas


CHUCK BERRY : Johnny B. Goode Live


CREAM : Sunshine Of Your Love Live 1993


JIMI HENDRIX : Hey Joe Live At Monterey Pop Festival


THE DOORS : Light My Fire Live In Europe 1968


THE ROLLING STONES : It’s Only Rock’N’Roll ( But I Like It )


JEFF BECK & ROD STEWART : People Get Ready


LED ZEPPELIN : Rock And Roll Live 1973


BLACK SABBATH : War Pigs Live At Never Say Die Tour 1978


DEEP PURPLE : Burn Live At California Jam 1974


SCORPIONS : We’ll Burn The Sky Live Japan 1979


ALICE COOPER : School’s Out Brutally Live


THIN LIZZY : The Sun Goes Down Live At The Regal Theatre Hitchin 1983


FOCUS : Silvia & Hocus Pocus Live At BBC Old Grey Whistle Test 1972


PINK FLOYD : Echoes Live At Pompeii


GENESIS : The Musical Box Live 1973


RUSH : Tom Sawyer Live


SAXON : Wheel Of Steel Live In Wacken 2009


JETHRO TULL : Aqualung Live 1980


LYNYRD SKYNYRD : Simple Man Live


GOV’T MULE : Bad Little Dog Live


POINT BLANK : My Soul Cries Out Live In Paris 2010


HANOI ROCKS : Tragedy Live In Tokyo 2002


THE WINERY DOGS : Elevate Music Video


INTERSTATE BLUES : Adrenaline Twelve


JORN : Out To Every Nation Live 2006


RATA BLANCA : Volviendo a Casa In Vivo En Obras 2003


CASA DAS MÁQUINAS : Casa de Rock


O TERÇO : Criaturas da Noite Ao Vivo 2012


SOM NOSSO DE CADA DIA : Bem No Fim 1977


THE BLUES RIDERS : Deixa o Rock Rolar Ao Vivo 2012

video

PATRULHA DO ESPAÇO : Festa do Rock Ao Vivo no Manifesto Bar 2013

video

MADE IN BRAZL : Minha Vida é o Rock’n’Roll no Estúdio Showlivre 2012


Obrigado ao Rock And Roll por nos dar sua alma para que possamos continuar sobrevivendo !
Salve o Rock And Roll !
Salve todos nosso heróis; os das guitarras, os dos contrabaixos, os dos vocais, os dos teclados, os das baterias, os dos backing vocals, os poetas, os que fazem as artes das capas e cartazes de Rock, os que fazem as fotografias dos discos e encartes de Rock, os que fazem a iluminação dos palcos, os que fazem os palcos, os que cuidam do som, os que cuidam dos instrumentos, todos os Roadies Crews, enfim :


AC DC : For Those About To Rock Live At Donington


RESPEITE O ROCK : 13 de julho - Dia Internacional do Rock



Nenhum comentário:

Postar um comentário