domingo, 25 de agosto de 2013

Special Edition - 24. Oswaldo "Rock" Vecchione

OSWALDO "ROCK" VECCHIONE : O Rock está em Festa : Feliz Aniversário Rock Man !


Oswaldo Vecchione é um dos fundadores da banda brasileira de rock Made in Brazil, criada em 1968 no bairro de Sumaré, na zona Oeste de São Paulo-SP.
Ao longo da longa história da banda, Oswaldo inicialmente tocava guitarra-base, mas depois se tornou o baixista. No final da década de 1970, assumiu também os vocais.
Apesar da variação das formações, Oswaldo sempre foi visto como líder do grupo. Muito bem informado sobre tendências do rock e rhythm and blues, através dele o Made in Brazil foi lançador de inovações no Brasil.


Além disso, compôs a maioria, senão todas, as canções da banda, em geral com parceria de seu irmão Celso Vecchione. E é o único que nunca deixou a banda, uma vez que até mesmo Celso esteve fora da banda durante um curto período.
Oswaldo, sem dúvida alguma, é o principal personagem do Autêntico Rock Nacional, pela sua luta e por suas atitudes.
Jamais teremos alguém assim, portanto, esta data é especial para podermos confraternizar com esse Monstro Sagrado de nosso Rock.


COM A PALAVRA: O MESTRE OSWALDO VECCHIONE!!!!

Dia 9 de Abril de 2011 o Studio Rock Café faz um ano de vida, luta e resistência no sentido de preservar, fomentar e lançar o Rock’n’Roll nos corações e mentes das pessoas de Santos e da “Costa da Mata Atlântica"!!!!
Nós é que ganhamos o presente de poder contar com uma apresentação de gala da banda que começou com toda a rebeldia e a irreverência que o Rock tem ciomo característica aqui no Brasil !!!
Made In Brazil !!!!! Precisa falar mais ?
Sim e muito !!!!! Segundo entrevista dada ao Arthur Von Barbarian – Rock Arte e Cia; The Master Oswaldo Veccione não só esta com o gás todo como tem muita coisa para nos dizer !!!! Dando sequência a nossa contagem regressiva para esse verdadeiro acontecimento na região, inauguramos o quadro do Blog intitulado: 1, 2, 3 ... 4, 5, 1000 Perguntas !!! Que serão feitas aos nossos convidados de honra que se apresentam na casa em ocasiões especiais !!! Ou seja, sempre !!! KKK


Então vai lá:

1. Segundo a letra de sua música nova “Rock de Verdade”, o que se escuta hoje em dia é aquele chafé fraquinho, mais água do que café  !! Isso se deve a que em sua opinião ?
OV: Arthur, o Brasil é um pais sem memória e o que é pior, vive (a mídia em geral, as gravadoras, os jornais, revistas, rádios e TVs,) de modismos nocivos e popularescos... Já tivemos uma novela que quase acabou com o Rock Brazuka, a “Dance Days” da Globo, naquela época, as Boates, os clubes, as casas noturnas, pararam de contratar as bandas e começaram a comprar e a investir em equipamentos de som, e colocavam alguém pra operar e colocar fitas ou discos de discoteque LEMBRA? Que época pra gente esquecer... Merda, muita merda aconteceu!!! Depois a coisa continuou e piorou, Lambada, Pagode, Sertanejo, Brega, Forro, Axé, e mais recentemente a pior onda de todas, o famigerado Funk carioca, que eu sempre falo, é a trilha sonora da bandidagem, o som dos morros do Rio de Janeiro, tentando tomar de assalto o restante do Brasil... Que pavor, que nojo... Nunca gostei de Rock Progressivo, de Jazz Rock de Fusion, mas às vezes fico com saudades desses sons, de tanta merda que aparece na TV e toca nas rádios, hhehehehe...    


2. O Rock tinha outra função na época da ditadura militar; sua influência nos jovens era diferente ou ainda existe uma força que instiga o jovem a contestar e tentar mudar algo ?
OV. Naquela época, fazer um show de Rock era um ato político, assistir um show de rock, era estar participando de um ato contra o regime, contra a ditadura...Estávamos vivendo um momento ruim e tenebroso, e era a nossa obrigação falar contra aquilo, não importando a linguagem, o modo como era colocado, se era de um modo disfarçado, se era de uma maneira jocosa, engraçada, “tirando uma”, tirando um sarro (esse era o caminho que buscávamos, a formula que mais usamos...)...ou de uma maneira mais direta (lógico que tentávamos nos resguardar...) Mas Rock é Rock, e quem faz, quem curte, quem coleciona, discos, cds, dvds, livros, revistas, como eu, vai estar sempre batendo de frente contra o sistema, vai estar sempre procurando um outro caminho pra seguir, e pra indicar pros jovens de hoje, nas letras, nas mensagens, na postura, na atitude dos músicos, no visual agressivo da banda... Estou ciente que fizemos a nossa parte no passado, com disco e letras censurados, shows e Turnê proibidas, etc...E estou tranqüilo, pois tenho a certeza de que ainda temos muita coisa pra falar, muita lenha pra queimar, muita coisa pra dizer contra tudo o que rola de ruim e de sórdido, principalmente na política brasileira... 


3. Sempre vemos você com os baixos mais alucinados do planeta ! Você é colecionador ? Que tipo de baixo você está tocando hoje em dia ? São muito diferentes dos primórdios ? Conte-nos sobre o seu Set Up !!!!
OV. Comecei como guitarrista no Made in Brazil, toquei ritmo de 1967 a 1972, quando passei para o baixo elétrico. O primeiro baixo do Made, desenhei e fiz pessoalmente, tinha a forma de uma flecha, copia de um baixo italiano da “EKO”, era verde com um escudo preto, e a parte elétrica era toda nacional, feito pela fabrica Del Vecchio.Depois desenhei e re-projetei o corpo e a escala de um modelo Gybson “SG”, que mandei fazer na Snake em São Caetano/ABC paulista, com a parte elétrica e ferragens toda da Snake e uma escala, com um braço maior.
Depois fiz, desenhei e projetei em 1976 o baixo no formato de estrela, com uma lua crescente nas tarraxas.Esse baixo também foi feito pelo pessoal da Snake para o disco e shows da Tour “Jack o estripador”, e acabou virando a  marca, o logo do Made in Brazil, que antes desse baixo era uma banana... No inicio o baixo estrela, tinha um revestimento com papel metálico holográfico que foi aplicado, em vez de pintura, coberto por uma camada de verniz transparente.Esse papel tinha um efeito muito lindo, quando os holofotes coloridos me iluminavam, causava um efeito de arco íris...Bem legal.Depois parti pra baixos importados da marca Fender, tive 03 modelos Jazz Bass, dois americanos e um japonês, todos pretos, com escudos pretos...Depois comprei um Kramer vermelho metálico, parecido com o Precision Bass, muito bom pra rock pesado, pra hard rock ( rock pauleira)...No inicio dos anos noventa a Debinha (Deborah Carvalho) minha mulher e cantora do Made na época  me presenteou com um baixo Fender Precision, branco, com as ferragens em metal dourado, um baixo “raro”, de uma serie comemorativa de aniversario da Fender, lindo com escudo branco que uso até hoje. Estava esquecendo do meu baixo e guitarra (são dois instrumentos, em um corpo), também desenhado e projetado por mim, com o corpo em madeira crua, sem pintura, só com um verniz claro cobrindo o corpo no formato da letra “M”.Esse baixo foi feito pela Gianninni, e usei na capa do disco e nos shows da Tour “Minha vida é rock ´n´roll” de 1980.
Para gravar os dois discos acústicos e viajar fazendo os shows das duas Tours – Fogo na madeira (I e II) no inicio dos anos 2000, comprei e usei e guardo até hoje com carinho, um baixo semi-acústico da Washburn, o mesmo modelo de quatro cordas “Sunburst” que o Geny Simons usou pra gravar o acústico do Kiss.Levo e toco em todos os shows do Made o Fender Precision branco e o baixo estrela, que hoje em dia esta na cor cinza metálico, e qdo o show é acústico, levo meu Washburn...


4. A Tecnologia veio para ajudar o trabalho do Made ( composição, gravação, execução, ensaios ), ou isso não interferiu no trabalho da banda ? O que você pensa sobre o uso da tecnologia para o rock And Roll especificamente ? O processo de criação mudou com o passar do tempo e as mudanças no Line Up da banda ou sistema é o mesmo ?
OV. A tecnologia, não ajuda e nem atrapalha o lance de criação...Sempre componho as musicas e as letras, sozinho ou com algum parceiro no violão, depois de montar, trabalhar a letra, apresento para os músicos e ai começamos a montar e passar a musica, tendo um cuidado com o arranjo. Às vezes experimentamos alguma coisa diferente, mas geralmente a coisa funciona de uma maneira bem simples, pois quando estou colocando a letra na musica, já tenho uma idéia na cabeça, e geralmente seguimos essa idéia, essa intuição..A Tecnologia ajuda e muito o processo de gravação, ai sim precisamos de alguém junto bem antenado, que conheça os atalhos, as nuances do estúdio, toda a parafernália de equipamento, que vamos usar prar começar e finalizar as gravações...Nosso anjo da guarda é um guitarrista argentino o Alejandro “Ale” Marjanov, que tocou guitarra por quase 11 anos no Made e atualmente trabalha, opera o som do cantora Pity. O Ale, tocou a guitarra e operou as maquinas, cuidou da mesa no estúdio, e fez a mixagem das musicas nas gravações dos discos que lançamos de maneira independente pelo nosso selo, o Made in Brazil Records, que foram: “Sexo, Blues & Rock “´n´Roll”(1998),”Fogo na Madeira” vol. I(2000), “Fogo na Madeira” – vol. II (2001), “Rock de Verdade” ( 2008). “In Blues” 


5. Você curte outro tipo de arte ? Em caso positivo, qual seria esta e o artista preferido nesse ramo.
OV. Gosto muito de cinema, antigamente qdo morava em Sampa , ia uma ou duas vezes ao cinema por semana . Depois mudei pra Atibaia , e com filho pequeno, e como lá não tinha um cinema, comecei a ir menos ...Uma pena, pois sempre gostei muito...
Gosto de filmes de alguns diretores como: John Ford (“A ultima diligencia” , filme que lançou John Wayne, é meu preferido) , Akira Kurosawa (Os sete samurais com Toshiro Mifune, considero o melhor filme que vi na vida) , gosto de todos os filmes de Federico Felinni,  gosto também dos filmes do Steven Spielberg, de George Lucas, entre outros...De atores gosto de Marlon Brando, Robert De Niro, James Dean, Jack Nicholson, Mel Gibson (adoro o primeiro  Mad Max) e das atrizes:Sofia Loren, Marilyn Monroe, Meryl Streep, Julia Roberts , entre outras ... 


6. Conte-nos algum caso interessante vivivo pela banda aqui em Santos nos tempos passados !!!!
OV. Aconteceu há pouco tempo, no meio do ano passado, em julho de 2010 um casal de fãs da antiga, que moram atualmente em Campo Grande no Mato Grosso do Sul, e possuem um apartamento ai em Santos pra curtir o verão,  ficaram sabendo e foram assistir nosso show que comemorava os 40 Anos do Made ai no SESC de  Santos.  Esse show fez parte do Festival Rock na Garagem,e levaram um lembrete (uma filipeta) de um dos shows que fizemos no Circo Marinho ,também  em Santos nos anos oitenta. Essa filipeta eles haviam guardado com carinho, como uma lembrança de um espetáculo que eles curtiram a mais de vinte anos, junto com o filho caçula , e pediram  para mim  e para o meu irmão Celso assinar e fazer uma dedicatória. Fiquei muito emocionado, e claro que com o maior carinho fiz uma dedicatória, enquanto assinava o Sr. Eron foi me contando e comentando  que tinha assistido o show nos anos oitenta no Circo Marinho e que ele e a esposa a Dna Cirlene, que também era muito fã do Made tinham levado o filho pequeno , pra nos ver tocar, e que tinham guardado aquele lembrete do show por tanto tempo com muito carinho... Meu irmão também assinou e se emocionou com a historia e com essa demonstração de carinho e amor pela banda .Esse fato, todo essa demonstração de carinho dos dois para comigo, com meu irmão com a banda, por si só já era uma coisa muito legal, mas teve um aditivo a mais, um detalhe a mais nessa historia , o filho deles não era ninguém menos do que o Fabio Brum nosso super guitarrista há três anos ...A vida é engraçada, Fábio Brum virou nosso guitarrista,o cara é um dos mais brilhantes e talentosos guitarrista de Blues & Rock do Brasil , e eu fico feliz em ter de uma certa forma de ter participado, desse amor louco que o Fabio (um cara  super cultuado no nosso meio) tem pela guitarra, pelo rock ´n´roll, pela musica hoje em dia...


CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Arthur , obrigado pelas perguntas , obrigado por abrir esse espaço , obrigado pelo tratamento e pela cortesia ...
Vida longa ao Fabio e a seus pais, vida longa ao Rock, ao Made in Brazil e ao Studio Rock Café ...Viva nós , viva tudo , viva o Chico barrigudo ...


MINHAS CONSIDERAÇÕES!!!!!
Toda a consideração do mundo para uma pessoa e uma banda que vão além da carne e osso, vão além da falta de memória desse país e que vão além doq eu nós mesmos vamos presenciar; pois iremos passar mas o Made In Brazil está esculpido pra sempre na história do Rock Nacional !!!!
Muito orgulho e muita honra poder receber esses heróis no Studio Rock e que nos próximos aniversários da casa, sejamos dignos de receber esses artistas sempre !!!


PS: o que o Oswaldo não sabia pois omiti em nossa conversa; é que naquele show do Circo Marinho, a banda de abertura era o Hammer de São Vicente !!! Quem estava na banda ?
Marinho, André, Walter, Fernando e na batera ... Arthur Von Barbarian !!! Sim !!! Eramos muito fãs e nem chegamos perto do Made para não atrapalhar; mas ficou marcado em nossos corações  de fãs que somos e certamente todos estarão presentes para abraçar nossos queridos amigos !!!
Long Live Rock´N’Roll, Made In Brazil, Studio Rock Café !!!

Fonte:
         Rock, Arte e Cia
         domingo, 27 de março de 2011
         http://studiorockcafe.blogspot.com.br/2011/03/com-palavrao-mestre-oswaldo-vecchione.html


OSWALDO VECCHIONE : Rock Brasileiro Programa 61


MADE IN BRAZIL : Tudo Bem Tudo Bom


MADE IN BRAZIL : Aquarela do Brasil Ao Vivo 1987


MADE IN BRAZIL : Jack O Estripador Ao Vivo CCSP


MADE IN BRAZIL : O Cigano Ao Vivo na Virada Cultural 2012


MADE IN BRAZIL : Amanhã é um Novo Dia


MADE IN BRAZIL : Os Bons Tempos Voltaram Ao Vivo no Estúdio Showlivre 2012


MADE IN BRAZIL : Minha Vida é Rock And Roll Ao Vivo Estúdio Showlivre 2012


MADE IN BRAZIL : Kamikaze do Rock


MADE IN BRAZIL : Sexo, Timão e Rock And Roll


MADE IN BRAZIL : Blues Na Madrugada

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MADE IN BRAZIL : Você é Meu Sol

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Oswaldo Rock Vecchione ! O Maior Ídolo de nosso Autêntico Rock !
Mais de 40 anos de luta mantendo erguida a bandeira do Rock no mais alto nível, sempre com a mais absoluta qualidade e criatividade.
O Rock Nacional deve tudo a Oswaldo, assim como nós, que temos nossas almas aliviadas pelo fantástico som do Made In Brazil.
Longa Vida a Oswaldo Rock Vecchione !
Longa Vida ao Made In Brazil !
Longa Vida ao Rock And Roll !


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