domingo, 8 de junho de 2014

The Women's In Rock - 6. Wendy O Williams

WENDY O WILLIAMS : A Mulher que ousou ser diferente !


Wendy Orlean Williams (28 de maio de 1949 – 6 de abril de 1998), mais conhecida como "Wendy O. Williams", foi a líder da banda punk Plasmatics, cuja performance em palco incluía explosão de equipamentos, nudez e outras coisas.


Apelidada de "A Rainha do Shock Rock", Williams era considerada a mais controversa e radical vocalista de seus tempos. Ela usava também um moicano como corte de cabelo. Williams foi nominada ao grammy em 1985, por melhor vocal feminino no rock'n'roll (época em que sua banda mostrava tamanha popularidade).
Sua banda era formada por Jean Beauvoir, Chosei Funahara, Stu Deutsch, Chris Romanelli, Wendy O. Williams, Richie Stotts, Wes Beech. Pessoal este bem mal-encarado que tocava um punk rock bem pesado com grande tendência ao hard rock.


A carreira da banda começou em 1978 e durou dez anos - nesse meio tempo, tanto a banda quanto a cantora colaboraram com grupos como Kiss e Motörhead.
Williams nasceu em Webster, no estado de New York. Ela frequentou a R.L. Thomas High School (uma escola pública da cidade de Webster), mas aparentemente abandonou a escola antes de se graduar. Aos 16 anos de idade, ela pegou carona até o Colorado, onde ela ganhava dinheiro vendendo biquínis. Ela foi para a Flórida e também para a Europa, onde trabalhou como cozinheira macrobiótica em Londres e também como dançarina de um grupo egípcio. Em 1976, ela chegou ao Port Authority Bus Terminal, na cidade de Nova York, onde ela viu um anúncio musical de Rod Swenson. Ela atendeu ao anúncio e entrou em contato com Swenson, mais conhecido como Capitão Kink. Uma química nasceu entre eles, e Williams, na época com apenas 22 anos de idade, iniciou um relacionamento com ele. Dois anos mais tarde, essa relação deu origem ao Plasmatics.


Em janeiro de 1981, a polícia de Milwaukee prendeu Wendy por simular sexo no palco. Os policiais também a indiciaram por conduta ofensiva, porém ela conseguiu se livrar dessa acusação. Mais tarde, porém naquele mesmo ano, em Cleveland, Wendy foi absolvida de uma acusação de obscenidade por simular sexo em pleno palco, usando apenas creme de barbear para cobrir as suas parte íntimas (nos shows seguintes, a fim de evitar problemas com a polícia, ela começou a cobrir os seus mamilos com fita crepe preta).


Em novembro, num show feito em Illinois, o juiz deu a Wendy uma sentença de um ano em supervisão e multa de US$ 35 dólares, após ela agredir um fotógrafo freelance que tentava tirar uma foto dela enquanto ela corria próximo ao lado de Chicago.
Enquanto isso, o Plasmatics fazia turnê ao redor do mundo. Em Londres, a imprensa enquadrou a banda como sendo "anarquistas", o que fez com que um show deles fosse cancelado na cidade. Durante a filmagem do programa "Second City Television", levado ao ar pela NBC, os produtores do programa chegaram a afirmar que não levariam o programa ao ar se Wendy não trocasse de roupa e escondesse os seus seios. Williams se recusou. Foi assim que os maquiadores do programa decidiram pintar os seus seios com tinta preta.


Em 1984, ela lançou o álbum "W.O.W.", produzido por Gene Simmons do Kiss. Os membros do Kiss, Paul Stanley, Ace Frehley, Eric Carr e Vinnie Vincent, também chegaram a participar das gravações do álbum.
Em 1985, Wendy foi convidada do programa "The Rocky Horror Show". Já em 1986, Wendy participou de um filme independente de Tom DeSimone, o famoso Reform School Girls, onde ela tem o papel de destaque. Ela e Rod Swenson não gostaram do filme quando ele estreou, entretanto os produtores haviam escutado o segundo álbum solo de Wendy, o "Kommander of Kaos", e tiveram a idéia de incluir 3 faixas do álbum no filme.


A última turnê do Plasmatics ocorreu em 1988. Nesse mesmo ano, Wendy gravou outro álbum solo, o barulhento "Deffest and Baddest", sob o nome de "Ultrafly and the Hometown Girls." Em 1990, Wendy O. Williams apareceu no filme "Pucker Up and Bark Like a Dog", do diretor Paul S. Parco.
A última vez que Wendy tocou uma música do Plasmatics, ocorreu devido ao pedido de Joey Ramone. Ao vivo (e pela última vez), ela cantou "Masterplan" ao lado de Richie Stotts, quando a banda de Richie abriu um show para os Ramones na virada de ano de 1988.
Apesar da reputação de ser uma artista assustadora, Wendy O. Williams - em sua vida particular - era extremamente dedicada ao Bem-estar animal, uma paixão que incluia também dieta vegetariana, o que fez com que ela trabalhasse também como reabilitador de animais selvagens e ativista de comidas naturais.
Em 1991, Williams se mudou para Storrs, em Connecticut, onde ela viveu com seu companheiro de muitos anos e empresário, Rod Swenson, e trabalhou em uma reabilitação de animais e também em uma loja de comida saudável em Manchester, também em Connecticut.


Williams suicidou aos 48 anos, no ano de 1998, em uma área arborizada próximo à sua casa. Isso foi o que ela escreveu na nota de suicídio em relação à sua decisão:

Eu não acho que as pessoas devem tirar sua própria vida sem uma profunda reflexão por um considerável período de tempo. Entretanto, eu acredito piamente que todos tem o direito de fazer isso em uma sociedade livre. Para mim, o mundo não faz sentido, mas meus sentimentos a respeito do que eu estou fazendo tocam alto e limpo para o interior de um ouvido e um lugar onde onde eu não estou, há apenas a calma. 
Wendy O. Williams


Gene Simmons, Joey Ramone e muitos outros artistas publicaram declarações a respeito da morte de Wendy. No álbum ao vivo do Motörhead, o Everything Louder Than Everyone Else (de 1999), Lemmy Kilmister, antes de tocar a música "No Class", diz que gostaria de dedicar essa música oficialmente a ela.
No dia 18 de maio, um memorial foi montado no CBGB. Diversos músicos que tocaram com Wendy, principalmente os membros do Plasmatics, comparecem à cerimônia.


DISCOGRAFIA

Com os Plasmatics
  • Butcher Baby/Fast Food Service (ao vivo)/Concrete Shoes (ao vivo) (1978)
  • Meet The Plasmatics (1979)
  • Dream Lover/Corruption/Want You Baby (1979)
  • Butcher Baby/Tight Black Pants (Live) (1980)
  • Butcher Baby EP (1980)
  • Monkey Suit/Squirm (Live) (1980)
  • New Hope for the Wretched (1980)
  • Beyond the Valley of 1984 (1981)
  • Metal Priestess (1981)
  • Coup d'Etat (1982)
  • Maggots: The Record (1987)
  • Coup de Grace (2000)
  • Put Your Love in Me: Love Songs for the Apocalypse (2002)
  • Final Days: Anthems for the Apocalypse (2002)

Carreira Solo

Álbuns
  • W.O.W. (LP, 1984)
  • Kommander of Kaos (LP, 1986)
  • Deffest! and Baddest! (LP, 1988)

Coletânea
  • Fuck You!!! And Loving It: A Retrospective (LP, 1988)

Singles/EPs
  • Stand by Your Man EP (7" EP, 1982) - com participação de Lemmy (do Motörhead)
  • "It's My Life"/"Priestess" (7" single, 1984)
  • Fuck 'N' Roll (ao vivo) (Cassette EP, 1985)

Video
  • Bump 'n' Grind (ao vivo) (DVD, 2006)
  • Aparição especial em "No Class" - No vídeo The Birthday Party (do Motörhead)

Filmografia como atriz
  • MacGyver (Harry's Will) interpretando "Big Mama" (1990)
  • Pucker Up and Bark Like a Dog interpretando "Butch" (1990)
  • The New Adventures of Beans Baxter interpretando "Machine Gun Woman" (1987)
  • The New Adventures of Beans Baxter (Beans' First Adventure: Part 1) interpretando "Conju" (1987)
  • The New Adventures of Beans Baxter (Beans' First Adventure: Part 2) interpretando "Conju" (1987)
  • Reform School Girls interpretando "Charlie Chambliss" (1986)
  • 800 Fantasy Lane (nome não creditado) interpretando "A garota jogando tênis" (1979)
  • Candy Goes to Hollywood interpretando a si mesma (1979)


THE PLASMATICS : Live on TV Show Fridays 1980


MOTORHEAD : No Class Featuring Wendy O Williams Live Ar Birthday Party 1985


THE PLASMATICS : The Damned Video Music


THE PLASMATICS : Goin’ Wild Live UK 1985


WENDY O WILLIAMS : It’s My Life Video Music


THE PLASMATICS : Special Guest Star The Ghost Of John Candy


THE PLASMATICS : A Pig Is A Pig


WENDY O WILLIAMS : Interview On Night Flight Women In Heavy Metal


TRIBUTE TO WENDY O WILLIAMS



Wendy O Williams foi uma mulher que ousou ultrapassar os limites, para expressar a sua arte, mesmo sofrendo todas as formas de crítica possível. Ela encarnou, literalmente, o espírito contestador do Rockeiro !
Longa Vida a Wendy O Williams !
Longa Vida ao Rock And Roll !

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A Estrela da Fama do Rock Nacional - Indicação nº 14

ÁUREO "The Blues Riders" ALESSANDRI


Hollywood criou a Calçada da Fama para homenagear seus artistas, e o Planet Caravan resolveu criar "A Estrela da Fama do Rock Nacional", para homenagear os verdadeiros personagens do nosso Autêntico Rock Brazuka. A mídia pífia e vendida não os vê, mas nós os amamos e o tornaremos imortais. As indicações, até o presente momento, foram as seguintes:
- Indicação nº 1 : Oswaldo Rock Vecchione
- Indicação nº 2 : Percy Weiss
- Indicação nº 3 : Rolando Castello Junior
- Indicação nº 4 : Kim Kehl
- Indicação nº 5 : Ruffino Lomba
- Indicação nº 6 : Luiz Domingues
- Indicação nº 7 : Carlinhos Machado
- Indicação nº 8 : Celso Kim Vecchione
- Indicação nº 9 : Zé Brasil
- Indicação nº 10 : Pedro Baldanza
- Indicação nº 11 : Xando Zupo
- indicação nº 12 : Rick Vecchione
- indicação nº 13 : Paulão Thomaz
E a Indicação nº 14 é do Grande Áureo “Blues Riders” Alessandri, o guitarrista e backing vocal da Maravilhosa Blues Riders, uma banda com uma linda história de 20 anos, produzindo o mais autêntico Rock & Blues. Áureo é uma pessoa especialmente importante, tanto para os Riders como para o Rock, por seu dinamismo, sua alegria em tocar e se relacionar com as pessoas fazendo com que seja uma pessoa extremamente agradável de se conversar e trocar grandes idéias sobre música. Sua atuação enquanto guitarrista é especial, pela ótima qualidade da base que faz propiciando com que a guitarra solo se divirta a vontade sem problemas. Parabéns Áureo, esta singela homenagem do Planet é sincera e merecida ! Você já esta gravado na Galeria dos Grandes de nosso Autêntico Rock Nacional !

Great Bands Great Songs - 38. Rainbow

RAINBOW : Uma das Maiores Bandas de Rock deste Planeta !


O Rainbow foi uma banda de rock formada pelo fundador do Deep Purple, guitarrista Ritchie Blackmore em 1975. Além de Blackmore, a banda inicialmente consistia de antigos membros da banda Elf: o vocalista Ronnie James Dio, o tecladista Mickey Lee Soule, o baixista Craig Gruber e o baterista Gary Driscoll. Ao passar dos anos, o Rainbow passou por muitas mudanças.


A banda se separa em 1984 quando Ritchie Blackmore volta ao Deep Purple. Em 1990 Joe Lynn Turner também se junta ao Deep Purple para lançar o disco Slaves and Masters, mas deixa a banda em seguida. Em 1994, Blackmore retorna com o Rainbow e lança o disco Stranger in Us All em 1995. A banda acaba e Blackmore forma seu grupo de música renascentista, o Blackmore's Night, com Candice Night no vocal, permanecendo assim até hoje. 


Ronnie James Dio passou pelo Black Sabbath, o que o consagrou ainda mais além, revitalizando e dando uma nova cara ao Sabbath. Após isso formou a bem sucedida banda Dio, e em 2007, se juntou ao Black Sabbath novamente, porém com o nome de Heaven and Hell, onde permaneceu até sua morte em 2010. 


A banda começou combinando místicos temas líricos com metal neoclássico, mas foi em um estilo comercial mais simplificado após saída de Dio do grupo. O Rainbow foi classificado na posição #90 da VH1 dos 100 maiores artistas de Hard Rock.



O PRIMEIRO DISCO : RITCHIE BLACKMORE’S RAINBOW


Ritchie Blackmore's Rainbow é o álbum de estreia lançado pela banda Rainbow. Neste as canções são marcadas pelo estilo característico do guitarrista e fundador da banda Ritchie Blackmore combinado com o ótimo vocal de Ronnie James Dio. A faixa de abertura "Man On The Silver Mountain" resume muito bem a musicalidade da banda, começando com um riff de guitarra que depois é seguido pela entrada dos demais instrumentos e o vocal. As letras do álbum são predominantemente de temática fantástica, falando de reis, castelos e entidades místicas. As canções "Black Sheep Of The Family" e "Still I'm Sad" são covers das bandas Quatermass e Yardbirds respectivamente.

Faixas
Lado A
1. Man on the Silver Mountain
2. Self Portrait
3. Black Sheep of the Family
4. Catch the Rainbow

Lado B
1. Snake Charmer
2. The Temple of the King                                            
3. If You Don't Like Rock 'n' Roll                                
4. Sixteenth Century Greensleeves                                
5. Still I'm Sad                                                            

Integrantes neste disco
   • Ronnie James Dio - Vocal
   • Ritchie Blackmore - Guitarra
   • Micky Lee Soule - Teclados
   • Craig Gruber - Baixo
   • Gary Driscoll - Bateria


O SEGUNDO DISCO : RISING


Rising (também conhecido como Rainbow Rising) é o segundo álbum de estúdio do Rainbow lançado em 1976. O fundador Ritchie Blackmore reteve o vocalista Ronnie James Dio da formação do álbum anterior e recrutou o tecladista Tony Carey, o baixista Jimmy Bain e o baterista Cozy Powell para formar a banda. Gravado em Munique em menos de um mês, o álbum foi supervisionado pelo engenheiro e produtor do Deep Purple, Martin Birch.
O álbum foi remasterizado e relançado em CD em 1999.
Todas as músicas compostas por Ronnie James Dio e Ritchie Blackmore.

Faixas
Lado A
1. Tarot Woman                                                          
2. Run with the Wolf                                                    
3. Starstruck                                                              
4. Do You Close Your Eyes                                          

Lado B
5. Stargazer                                                                
6. A Light in the Black                                                

Integrantes neste disco
   • Ronnie James Dio – vocal
   • Ritchie Blackmore – guitarra
   • Tony Carey – teclado
   • Jimmy Bain – baixo
   • Cozy Powell – bateria


O TERCEIRO DISCO : LONG LIVE ROCK’N’ROLL


Long Live Rock 'n' Roll é o terceiro álbum de estúdio lançado em 1978 pelo Rainbow e o último a contar com Ronnie James Dio. Embora Bob Daisley e David Stone estejam listados nos créditos do álbum, só aparecem creditados em um par de faixas. (Stone escreveu partes da "Gates of Babylon", mas nunca foi creditado). Blackmore tocou a maioria das partes do baixo sozinho para o álbum. "Kill The King" já abria shows de Rainbow desde meados de 1976. A música apareceu pela primeira vez no álbum ao vivo On Stage em 1977.


Long Live Rock ' n' Roll foi remasterizado em CD para o mercado norte-americano em abril de 1999, com a versão europeia seguindo posteriormente. A versão americana tinha um livreto, que correspondia à capa original do vinil para todos os mercados.
Nos concertos ao vivo de 1977-78 a faixa-título e "Kill the King" foram às únicas músicas executadas, apesar de "LA Connection" ter aparecido algumas vezes na turnê pelos Estados Unidos antes de ser descartada do conjunto.
Em Junho de 2009, um livro do tamanho de um CD sobre a produção do álbum foi lançado na série "Rock Landmarks" chamado "Long Live Rock N' Roll Story" , escrita por Rainbow, Blackmore e o “expert” Jerry Bloom.
Em 12 de abril de 2012 uma versão do foi lançado nos EUA como parte do Record Store Day 2012. Hoje em dia tanto o álbum como a faixa-título são clássicos absolutos do rock/metal.
Todas as canções escritas por Ritchie Blackmore e Ronnie James Dio , exceto onde anotado. Todas as letras por Dio.

Faixas
Lado A
1.Long Live Rock 'n' Roll                                            
2.Lady of the Lake                                                      
3.L.A. Connection                                                      
4.Gates of Babylon                                                    

Lado B
1.Kill the King                                                              
2.The Shed (Subtle)                                                    
3.Sensitive to Light                                                    
4.Rainbow Eyes                                                            

Integrantes neste disco
   • Ritchie Blackmore - Guitarra, Baixo.
   • Ronnie James Dio - Vocais.
   • Cozy Powell - Bateria, Percussão.
   • David Stone - – Teclados (Gates of Babylon, Kill The King, The Shed); Piano (L.A. Connection)
   • Bob Daisley - Baixo em Kill the King, Sensitive to Light e Gates of Babylon.


O QUARTO DISCO : DOWN TO EARTH


Down to Earth é o quarto álbum de estúdio do Rainbow, lançado em 1979.
Após a turné de 77; 78, de onde foi tirado o Rainbow Live in Munich 1977, registro ao vivo, a formação se desfaz e Ritchie dá início a novo projeto em parceria com Roger Glover, que resolve deixar de ser produtor e passa oficialmente a fazer parte como membro da banda. Da formação anterior somente o baterista Cozy Powell permanece até a metade da turné Down to Earth.
Para o lugar de Dio, entra Graham Bonnet,que apesar de não ser um frontman á altura do seu antecessor ,os registro em estúdio deixam claro sua exelência em termos vocais, no baixo Roger Glover, nos teclados, o muito superior a David Stone, Don Airey. O disco projeta a banda às paradas de sucesso nas rádios FM, na América, mercado quase que fechado para a banda e a consolida na Europa e Japão como uma das mais populares do rock pesado.
As composições do disco, além de produzido por Roger Glover, são também assinadas, em sua maioria por Glover e Blackmore, sendo que a faixa Since You Been Gone, grande sucesso comercial da banda, é de autoria de Russ Ballard, e Lost in Hollywood, parceria da dupla e Cozy Powell.


Bonnet, apesar de ao vivo parecer um fraco cantor, nas faixas de estúdio dá show de interpretação em canções como Lost in Hollywood, Eyes of the World e Love´s no Friend. O disco é um pouco diferente dos anteriores em que o lado clássico das composições eram mais fortes e mais longas as músicas. Cozy se adapta ao estilo mais rock´n´roll de Glover e se torna mais econômico em sua levada, menos grandioso, por assim dizermos. Os teclados de Airey são precisos e na dose certa, tendo Eyes of the World como o lado sombrio do disco, com uma introdução tétrica e arranjos progressivos.
Todas as canções foram escritas por Ritchie Blackmore e Roger Glover exceto quando discriminado.

Faixas

Lado A
1.All Night Long                                                                      
2.Eyes of the World                                                                
3.No Time to Lose                                                                  
4.Makin' Love                                                                          

Lado B
1.Since You Been Gone (Russ Ballard)                                    
2.Love's No Friend                                                                  
3.Danger Zone                                                                        
4.Lost in Hollywood" (Blackmore, Glover, Cozy Powell)        


O QUINTO DISCO : DIFFICULT TO CURE


Difficult to Cure é o quinto álbum de estúdio lançado pelo Rainbow, em 1981, e marcou uma nova comercialização do som da banda. Em uma entrevista ao Sounds (25 jul 1981), um jornal de música britânico, Blackmore declararou abertamente o seu agrado pelo Foreigner e o antigo vocalista Ronnie James Dio fez referência a este período do Rainbow como "Foreigner Júnior". No entanto, é um popular álbum com muitos fãs, apesar de ter sido marcadamente diferente em relação aos álbuns que o precedeu.
A composição de material para o álbum foi iniciada com Graham Bonnet ainda na banda, e ele chegou a gravar "I Surrender". Turner foi recrutado e cantou sobre bases já concluídas. Em uma entrevista para a revista britânica de rock Kerrang! em 1982, Turner declarou que, por isso, ele estava cantando em tons mais altos do que ele faria normalmente (e faria posteriormente).
A capa é de concepção da Hipgnosis, embora não tenha sido feita especificamente para este álbum. Ela já tinha sido apresentado como uma opção de capa para o álbum do Black Sabbath de 1978, Never Say Die!.
Uma reedição em CD remasterizado foi lançada em maio de 1999, com a duplicação da embalagem original do vinil.
Jealous Lover, a primeira faixa escrita por Turner e Blackmore, foi o lado B inédito para o single Can't Happen Here.
Este é o único álbum do Rainbow a contar em sua line-up com 4 membros antigos ou futuros do Deep Purple. O guitarrista Ritchie Blackmore foi um membro fundador do Deep Purple, Roger Glover entrou como baixista em 1969, Joe Lynn Turner mais tarde tornou-se vocalista em 1989, e Don Airey substituiu como tecladista Jon Lord em 2002. No entanto, os quatro nunca tocaram no Deep Purple ao mesmo tempo.

Faixas

Lado A
1.I Surrender (Russ Ballard)                                
2.Spotlight Kid (Ritchie Blackmore, Roger Glover)                                      
3.No Release (Blackmore, Glover, Don Airey)                                          
4.Magic (Brian Moran)                                                                              
5.Vielleicht Das Nachste Mal (Maybe Next Time) (Blackmore, Airey)        

Lado B
1.Can't Happen Here (Blackmore, Glover)                                                  
2.Freedom Fighter (Joe Lynn Turner, Blackmore, Glover)                        
3.Midtown Tunnel Vision (Turner, Blackmore, Glover)                              
4.Difficult To Cure (Beethoven's Ninth) (Beethoven, arr. by Blackmore, Glover, Airey)  

Essa é a lista de faixas que aparece no lançamento em CD de 1999. O lançamento original em LP e cassete de 1981 tinha o título da quinta faixa como "Vielleicht Das Nachster Zeit (Maybe Next Time)". Essa foi uma má-tradução do alemão, o que foi corrigido em versões posteriores.
Além disso, a última faixa, Difficult to Cure, foi originalmente creditada como arranjada por Blackmore/Glover/Airey. O riso no final dessa faixa é inequivocamente de Oliver Hardy. No LP original, o riso é um loop infinito no último sulco, enquanto que no CD ele faz um loop por algumas poucas vezes antes de parar.

Integrantes neste disco
   • Richie Blackmore - guitarra
   • Roger Glover - baixo
   • Joe Lynn Turner - vocal
   • Don Airey - teclados, órgão, sintetizador
   • Bobby Rondinelli - bateria


O SEXTO DISCO : STRAIGHT BETWEEEN THE EYES


Straight Between the Eyes foi o sexton album do Rainbow lançado em 1982. Uma  remasterização foi lançada em CD, com embalagem duplicada em relação ao original em LP, feita em maio de 1999.
A formação da banda neste disco é a mesma do disco anterior (Difficult to Cure), com a exceção de David Rosenthal que substituiu Don Airey nos teclados.
O título supostamente veio de uma frase de Jeff Beck, descrevendo como se sentia quando ouvia Jimi Hendrix a Blackmore. 
A arte da capa foi feita pelo artista britânico Jeff Cummins da Hipgnosis. A edição original em vinil, tinha as letras impressas no encarte.
Em uma entrevista em abril de 1982 para a revista de Rock britânica Kerrang!, Blackmore falou sobre a música "MISS Mistreated", "Bem, é para evitar confusão que a palavra “Miss” seja escrita em caixa alta em relação a “Mistreated”, mas eu acho que mesmo assim poderei ter alguém que virá até mim dizendo: "Eu escrevi essa música!", e esse alguém deverá ser David Coverdale, com quem Blackmore tinha co-escrito "Mistreated" para o álbum de 1974 do Deep Purple de nome Burn.
Vídeos foram feitos com as canções "Stone cold" e "Death Alley driver", que foram usadas n o vídeo game Turbo da Sega. Eles ainda foram, ocasionalmente, apresentados no programa Metal Mania da VH1.

Lado A
1. Death Alley Driver ( Blackmore, Turner )                                        
2. Stone Cold                                                                                      
3. Bring on the Night (Dream Chaser)                                                  
4. Tite Squeeze                                                                                  
5. Tearin' Out My Heart                                                                      

Lado B
6. Power                                                                                            
7. MISS Mistreated (Blackmore, Turner, David Rosenthal)                  
8. Rock Fever (Blackmore, Turner)                                                    
9. Eyes of Fire (Blackmore, Turner, Bobby Rondinelli)                        

Integrantes
   • Ritchie Blackmore - guitar
   • Roger Glover – bass, backing vocals
   • Bobby Rondinelli - drums
   • Joe Lynn Turner - lead vocals, rhythm guitar
   • David Rosenthal - keyboards


O SÉTIMO DISCO : BENT OUT OF SHAPE


Bent Out of Shape foi o sétimo e último álbum de estúdio lançado pelo Rainbow antes que Ritchie Blackmore e Roger Glover tomassem parte na reformação do Deep Purple. Foi lançado originalmente em 1983 em LP e cassette. A primeira versão em CD foi lançado depois de longas edições, em comparação com a versão em vinil. Foi gravado na Sweet Silence Studio, Copenhague em aproximadamente 7 semanas.
Todas as músicas escritas por Ritchie Blackmore e Joe Lynn Turner exceto onde indicado.

Faixas
1.Stranded                                                                                                    
2.Can't Let You Go (Turner, Blackmore, Introdução - David Rosenthal)        
3.Fool for the Night                                                                                      
4.Fire Dance (Turner, Blackmore, Roger Glover, Rosenthal)                          
5.Anybody There (Blackmore)                                                                      
6.Desperate Heart                                                                                        
7.Street of Dreams                                                                                        
8.Drinking with the Devil                                                                                
9.Snowman (Howard Blake, arr. por Blackmore)                                          
10.Make Your Move                                                                                    

Integrantes
   • Ritchie Blackmore – guitar
   • Roger Glover - bass, backing vocals
   • Joe Lynn Turner - lead vocals, rhythm guitar (1980–1984)
   • David Rosenthal - keyboards
   • Chuck Burgi – drums


O OITAVO DISCO : STRANGER IN US ALL


Stranger in Us All é um álbum de 1995 do então reformado Rainbow, com Ritchie Blackmore tocando junto a músicos pouco conhecidos. Blackmore montou este grupo em 1994 com vistas a lançar um álbum solo, mas devido a pressões da gravadora BMG, o álbum saiu sob o nome do Rainbow. A formação da banda durou somente até a gravação, já que logo depois do lançamento do álbum Blackmore decidiu mudar seu estilo e formar o Blackmore's Night com sua companheira Candice Night. Desta forma, Stranger in Us All é o último registro de hard rock de Ritchie Blackmore.
Lançado em meados da década de 1990, o álbum fez pouco sucesso no mercado, que estava dominado pelo grunge.

Faixas
1. Wolf to the Moon (Doogie White, Ritchie Blackmore, Candice Night)        
2. Cold Hearted Woman (Blackmore, White)                                                
3. Hunting Humans (Insatiable) (Blackmore, White)                                        
4. Stand and Fight (Blackmore, White)                                                          
5. Ariel (Blackmore, Night)                                                                            
6. Too Late for Tears (White, Blackmore, Pat Regan)                                    
7. Black Masquerade (White, Blackmore, Paul Morris, Night)                        
8. Silence (Blackmore, White)                                                                        
9. Hall of the Mountain King (Edvard Grieg, arr. Blackmore - letra Night)      
10. Still I'm Sad (Paul Samwell-Smith, Jim McCarty)                                      

Integrantes neste disco
   • Ritchie Blackmore – guitarra
   • Doogie White – voz
   • John O'Reilly – bateria
   • Greg Smith – baixo
   • Paul Morris – teclado
Participações
   • Mitch Weiss – gaita
   • Candice Night – backing vocal


MÚSICOS QUE PASSARAM PELA BANDA

Última formação
   • Doogie White — vocal (1994–1997)
   • Ritchie Blackmore — guitarra (1975-1984, 1994-1997)
   • Greg Smith — baixo (1994-1996, 1997)
   • John Micelli — bateria (1995-1997)
   • Paul Morris — teclado (1994-1997)

Membros antigos

Vocal
   • Ronnie James Dio (1975-1978)
   • Graham Bonnet (1979–1980)
   • Joe Lynn Turner (1980–1984)
   • Doogie White (1994–1997)

Baixo
   • Craig Gruber (1975)
   • Jimmy Bain (1975-1977)
   • Mark Clark (1977)
   • Bob Daisley (1977-1978)
   • Jack Green (1978-1979)
   • Roger Glover (1979-1984)
   • Greg Smith (1994-1996, 1997)


Teclado
   • Mickey Lee Soule (1975)
   • Tony Carey (1975-1977)
   • David Stone (1977-1978)
   • Don Airey (1979-1981)
   • David Rosenthal (1981-1984)
   • Paul Morris (1994-1997)

Bateria
   • Gary Driscoll (1975)
   • Cozy Powell (1975-1980)
   • Bobby Rondinelli (1980-1983)
   • Chuck Burgi (1983-1984, 1995-1997)
   • John O. Reilly (1994-1995)
   • John Micelli (1995-1997)


DISCOGRAFIA

Álbuns de estúdio
   • 1975: Ritchie Blackmore's Rainbow
   • 1976: Rising
   • 1978: Long Live Rock 'n' Roll
   • 1979: Down to Earth
   • 1981: Difficult to Cure
   • 1982: Straight Between the Eyes
   • 1983: Bent Out of Shape
   • 1995: Stranger in Us All


Ao vivo
   • 1977: On Stage
   • 1984: Finyl Vinyl
   • 1990: Live in Germany '76 (Europa) ou Live in Europe (Estados Unidos)
   • 2006: Live In Munich 1977
   • 2006: Deutschland Tournee 1976

Coletâneas
   • 1981: The Best of Rainbow
   • 1997: The Very Best of Rainbow
   • 2000: 20th Century Masters - The Millennium Collection: The Best of Rainbow
   • 2001: Classic Rainbow - The Universal Masters Collection
   • 2002: Pot of Gold
   • 2002: All Night Long: An Introduction
   • 2003: Catch the Rainbow: The Anthology
   • 2009: Star Club Präsentiert Rainbow
   • 2009: Anthology 1975-1984

EP
   • 1981: Jealous Lover



RAINBOW : Catch The Rainbow Live In Munich 1977


RAINBOW : Stargazer Live At Monster Of Rock 1980


RAINBOW : Still I’m Sad Live In Munich 1977


RAINBOW : Since You Been Gone Music Video


RAINBOW : All Night Long Video Music


RAINBOW : Stone Cold Video Music


RAINBOW : Street Of Dreams Video Music


RAINBOW : Difficult To Cure & Drum Solo Live In San Antonio 1982


RAINBOW : Difficult To Cure Live 1984


RAINBOW : Long Live Rock N Roll Live In Munich 1977



O Rainbow foi uma banda formada pelo Genial Ritchie Blackmore ( um dos maiores guitarristas de toda história do Rock ), e que teve a participação de grandes músicos, e produziu um material bastante vasto, com músicas excepcionais e que estarão sempre gravadas na memória do Rock.
Longa Vida ao Rainbow !
Longa Vida ao Rock And Roll !


domingo, 1 de junho de 2014

A Dica do Planet Caravan - 10. Mother Road

MOTHER ROAD : Drive Me Crazy


Drive, o disco de estreia de Mother Road de Austin, com base no Texas é uma coleção de hard, blues com sabor de Rock And Rock dos mais puros e contagiantes, carregados de emoções.
Mother Road é composto por Keith Slack (Steelhouse Lane/MSG) nos vocais, Chris Lyne (Soul Doctor) na guitarra, Frank Binke no baixo, Alessandro DelVecchio nos teclados e Zacky Tsoukas na bateria. A voz de Keith Slack é perfeitamente adequada para o genero, apresentando uma vasta gama, numa variedade de estilos, em que os Roqueiros põem tudo fora, como o tema de abertura do álbum "The Sun Will Shine Again", o Rock de bater o pé ", Feather In Your Hat" e a batida com arrogância de "Drive Me Crazy" para iniciar um lento bluesy como, "Out Of My Mind", "These Shoes", uma canção poderosa que tem uma vibração de Bad Company misturado com Whitesnake.
Todo o álbum é incrível!
Numa única frase podemos definir esse álbum assim: um grande disco de estreia com vocais incríveis, guitarras soberbas e musicalidade estelar.

The Women's In Rock - 5. Grace Slick

GRACE SLICK : A Grande Voz dos Jefferson's !


Grace Slick (nome de batismo: Grace Barnett Wing) (Evanston, 30 de outubro de 1939) é uma cantora e compositora estadunidense, conhecida por ter sido um dos líderes da banda de rock psicodélico Jefferson Airplane e por sua participação nas encarnações posteriores da banda, Jefferson Starship e Starship, além de seu trabalho solo. Slick é considerada uma das mais importantes personalidades a levar o rock psicodélico à mídia.


Ela foi adicionada ao Hall da Fama do Rock and Roll em 1996, como integrante do Jefferson Airplane.
Grace Slick nasceu Evanston, região de Chicago, filha de Ivan W. Wing e sua esposa Virginia Barnett. Ela estudou em um colégio somente para garotas em Palo Alto, Califórnia, próximo a São Francisco, e após graduação estudou em Nova Iorque entre 1956 e 1958 e na Universidade de Miami entre 1957 e 1959. antes de entrar no mundo da música, exerceu a atividade de modelo por um curto período no início da década de 1960.


Ela manteve amizade com Janis Joplin no início de sua carreira musical, durando até o falecimento de Joplin por overdose em 4 de outubro de 1970. Ela também teve um relacionamento amoroso com Jim Morrison, e tinha contatos com Jerry Garcia, do The Grateful Dead.


Slick casou-se duas vezes, com o cineasta Gerald "Jerry" Slick e com Skip Johnson, que auxiliava o Jefferson Starship. Ela possui uma filha, China Wing Kantner, nascida em 1971. China é filha do ex-guitarrista do Jefferson Airplane Paul Kantner, que relacionou-se com Grace entre 1969 e 1975.


Durante sua carreira, foi integrante de diversas bandas estado-unidenses de rock, como The Great Society, Jefferson Airplane e as encarnações posteriores do Airplane Jefferson Starship e Starship. Tanto a The Great Society quanto o Jefferson Airplane eram de São Francisco, e a transição entre uma banda e outra ocorreu após a saída de Signe Toly Anderson do Airplane. Canções notáveis que ela gravou nessa época incluem "White Rabbit", "Somebody to Love", "We Built This City", "Lather" e "Nothing's Gonna Stop Us Now". As canções "Somebody to Love" e "White Rabbit" aparecem na lista das 500 melhores canções de todos os tempos promovida pela revista Rolling Stone. Em contrapartida, em novembro de 2007, a canção "We Built this City" foi escolhida como a pior de todos os tempos pela revista de rock americana Blender. Grace lançou também alguns álbuns solo, incluindo Manhole, Dreams, Software e Welcome to the Wrecking Ball.


Assim como a contemporânea Janis Joplin, Slick foi uma figura importante no desenvolvimento do rock no final da década de 1960. Seu estilo ímpar exerceu influência em outras artistas como Sandy Denny e Dolores O'Riordan. Assim como Joplin, seu estilo sem compromisso e sua voz ajudaram abriram portas para mais artistas mulheres no mundo do rock, até então dominado por homens.


Slick e Tricia Nixon, filha do ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon eram alunas do mesmo colégio. Por esse contato, junto com os outros alunos foi convidada para uma festa na Casa Branca em 1969. Ela convidou o ativista político Abbie Hoffman para acompanhá-la, e planejou colocar LSD no chá do presidente Nixon. Entretanto, o plano falhou após ela ter sido proibida até mesmo de entrar na Casa Branca (Slick et al 1998, pp 189–194).


Em 1971, Grace foi multada após bater seu carro em um muro enquanto disputava corrida com Jorma Kaukonen (Slick et al 1998, pp 224–225). Ela sofreu somente ferimentos leves, e usou o incidente como base da canção "Never Argue with a German if You're Tired or European Song", do álbum Bark (1971) (Fong-Torres 1971, pp 28–30).


O problema de alcoolismo de Slick tornou-se um problema para o Jefferson Starship, o que levou a duas noites desastrosas em concertos na Alemanha em 1978. Na primeira noite os fãs se revoltaram por Slick não ter conseguido se apresentar. Na noite seguinte, completamente embriagada, Slick chocou a audiência profanando e fazendo referências sexuais na maioria de suas canções. Ela ainda lembrou o público que seu país havia perdido a Segunda Guerra Mundial, perguntando repetidamente "Quem ganhou a guerra?", responsabilizando todos os alemães pelas atrocidades da guerra. Ela deixou a banda no dia seguinte, comentando publicamente seu problema com o álcool e com o uso de LSD.


Após participação no Starship, deixou a banda em 1988 ao 48 anos. Seguido de uma breve reunião do Jefferson Airplane no ano seguinte, ela aposentou-se da carreira musical, dedicando-se à pintura. Entretanto, ela participou em "Knock Me Out", uma faixa do álbum In Flight de Linda Perry lançado em 1996, e que apareceu na trilha sonora do filme The Crow: City of Angels.


Grace lançou uma autobiografia em 1998, Grace Slick: Somebody to Love? A Rock and Roll Memoir. Em 2006, a cantora sofreu diverticulite, e após uma cirurgia inicial teve um relapso, o que exigiu nova cirurgia e uma traqueostomia. Ela permaneceu em coma induzido por dois meses e teve que aprender a andar novamente depois.

Com o Jefferson Airplane
  Surrealistic Pillow (1967)
  After Bathing at Baxter's (1967)
  Crown of Creation (1968)
  Bless Its Pointed Little Head (1969)
  Volunteers (1969)
  Bark (1971)
  Long John Silver (1972)
  Thirty Seconds Over Winterland (1973)
  Early Flight (1974)
  Jefferson Airplane (1989)

Com o Jefferson Starship
  Dragon Fly (1974)
  Red Octopus (1975)
  Spitfire (1976)
  Earth (1978)
  Modern Times (1981)
  Winds of Change (1982)
  Nuclear Furniture (1984)

Com o Starship
  Knee Deep in the Hoopla (1985)
  No Protection (1987)

Com Paul Kantner
  Blows Against the Empire (1970) US #20
  Sunfighter (1971) US #89
  Baron von Tollbooth and the Chrome Nun (1973) US #120
  Planet Earth Rock and Roll Orchestra (1983) US #201

Álbuns solo
  Manhole (1973)
  Dreams (1980)
  Welcome to the Wrecking Ball! (1981)
  Software (1984)
  The Best of Grace Slick (2000)


GRACE SLICK : Angel Of The Night


JEFFERSON AIRPLANE : House At Pooneil Corners Roof 1968


JEFFERSON AIRPLANE : Volunteers Live At Woodstock 1969


JEFFERSON AIRPLANE : Somebody To Love Live At Woodstock 1969


JEFFERSON AIRPLANE :The Other Side Of This Life Live At Altamont Festival 1969


JEFFERSON STARSHIP : Winds Of Change Video Music


JEFFERSON STARSHIP : Winds Of Change & Ride The Tiger Live In Vancouver 1983


JEFFERSON STARSHIP : Stranger Video Music


JEFFERSON STARSHIP : Stranger Live 1981


GRACE SLICK : El Diablo



Grace Slick foi uma das maiores vozes do Rock, com um timbre fantástico, o que dava um colorido todo especial tanto ao Jefferson Airplane quanto ao Jefferson Starship, além das participações sempre especiais em seus discos solos.
Longa Vida a Grace Slick !
Longa Vida ao Rock And Roll !


Pelas Galáxias do Rock - 3. Mixto Quente


PELAS GALÁXIAS DO ROCK Com Fabiano Oliveira
Mixto Quente – Mixto Quente
Baratos Afins - 1983


Esse disco do Mixto Quente é tão especial que fica difícil resumir em uma palavra. Se bem que nem é preciso... todos os elogios do mundo são bem pertinentes e vem a calhar.
A banda foi idealizada pelo genial Kim Kehl, que entre outros trabalhos importantes, tinha criado o lendário grupo Lírio de Vidro e integrado por quase dois anos o Made in Brazil, com o qual teve a oportunidade de registrar o clássico Minha Vida é Rock n Roll. 
A formação que gravou o disco Mixto Quente contava com Kim na guitarra e vocal, Milani no baixo, Beny na bateria e Thomas Beerman também na guitarra e vocal. A parte de direção de produção ficou com Thomas e a de produção fonográfica com Luiz Carlos Calanca, do selo Baratos Afins.
O som que encontramos no disco é o mais belo Hard Rock, com elementos do Blues, sempre com guitarras altas e intactas.
O lado A do vinil é bem interessante, com as faixas “Não Vá Embora”, “Você Tá Demais”, “Deixe Tudo” e “Caminho Certo”. Agora, ouvindo com atenção, é possível perceber que o Lado B é um pouco mais inspirado e marcante. A música “Os Bons Tempos Vão Voltar a Rolar” tem uma energia incrível, com uma levada que torna impossível ficar parado. “A Bruxa” tem uma letra bem humorada, digna de alguns Rocks clássicos (“Foi quando apareceu alguma coisa, alguma coisa no ar. Uma bruxa, uma bruxa, uma bruxa muito louca, uma bruxa legal...”). As faixas “Desprevinida” e “Sexta à Noite” fecham o disco de uma forma sublime, com muito alto astral.
Infelizmente, o Mixto Quente não durou muito, tem apenas esse LP gravado. De qualquer forma não há nada o que lamentar, mas sim curtir esse grande petardo da nossa música, que até por ser único, tem esse lado místico, histórico e porque não dizer, indispensável.
Como bem diziam os Rolling Stones, “Its only Rock n Roll, but I like it”. Frase perfeita para evidenciar a banda Mixto Quente e seu grande álbum.
Por Fabiano Oliveira