domingo, 22 de novembro de 2020

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Capítulo 10 Parte 1

A Sociedade na Década de 60


1. Visão geral 

Vários países ocidentais deram uma guinada à esquerda no início da década, com a vitória de John F. Kennedy nas eleições de 1960 nos Estados Unidos, da coalizão de centro-esquerda na Itália em 1963 e dos trabalhistas no Reino Unido em 1964. No Brasil, João Goulart virou o primeiro presidente trabalhista com a renúncia de Jânio Quadros. 

John F. Kennedy 

A década de 1960 representou, no início, a realização de projetos culturais e ideológicos alternativos lançados na década de 50. Os anos 50 foram marcados por uma crise no moralismo rígido da sociedade, expressão remanescente do Sonho Americano que não conseguia mais empolgar a juventude Americana. A segunda metade dos anos 50 já prenunciava os anos 60: a literatura beat de Jack Kerouac, o rock de garagem à margem dos grandes astros do rock (e que resultaria na Surf Music) e os movimentos de cinema e de teatro de vanguarda, inclusive no Brasil. 
A década de 1960 pode ser dividida em duas etapas. A primeira, de 1960 a 1965, marcada por um sabor de inocência e até de lirismo nas manifestações sócio-culturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo. 

Os movimentos feministas nos EUA 

A segunda, de 1966 a 1968 (porque 1969 já apresenta o estado de espírito que definiria os anos 70), em um tom mais ácido, revela as experiências com drogas, a perda da inocência, a revolução sexual e os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos. É ilustrativo que os Beatles, banda que existiu durante toda a década de 60, tenha trocado as doces melodias de seus primeiros discos pela excentricidade psicodélica, incluindo orquestras, letras surreais e guitarras distorcidas. "I want to hold your hand" é o espírito da primeira metade dos anos 60. "A day in the life", o espírito da segunda metade. 
Nesta época teve início uma grande revolução comportamental como a Segunda Onda do feminismo que atingiu os Estados Unidos e os movimentos civis em favor dos negros e homossexuais. O Papa João XXIII abre o Concílio Vaticano II e revoluciona a Igreja Católica. Surgem movimentos de comportamento como os hippies, com seus protestos contrários à Guerra Fria e à Guerra do Vietnã e o racionalismo. 

Protestos contra a Guerra do Vietnã 

Esse movimento foi também a chamado de contracultura. Ocorre também a Revolução Cubana na América Latina, levando Fidel Castro ao poder. Tem início também a descolonização da África e do Caribe, com a gradual independência das antigas colônias. 
No entanto esta década começou já com uma grande prosperidade dos países ricos. Por exemplo com a explosão do consumo, 90% dos americanos tinham televisão em 1960 e uma em cada 3 famílias inglesas tinha automóvel em 1959. 


2. Arquitetura 

O movimento googie (também conhecido como populuxe ou Doo-Wop), influenciado pela cultura automobilística e nas eras espacial e atômica continua sendo um estilo arquitetônico popular. Entre as características do Googie estão tetos elevados e curvilíneos, figuras geométricas e o uso arrojado de vidro, aço e neon. Assim como ocorreu com o estilo Art Deco das décadas de 1920, 1930 e 1940, o Googie tornou-se cada vez mais desvalorizado com o passar do tempo, e muitas construções feitas neste estilo foram demolidas. 


3. Ciência e Tecnologia 

• Tem início o uso da informática para fins comerciais, embora ainda não de forma massificada 
• Em 1964 a IBM lança o circuito integrado, ou chip 
• Surge a Arpanet, que se tornaria o embrião da Internet 
• Os soviéticos enviam o primeiro homem ao espaço (Iuri Gagárin) em 1961. 
• Os soviéticos enviam um robô para a Lua (1966). 
• Neil Armstrong é o primeiro homem a pisar na Lua, em 1969. 
• Também em 1969, uma sonda dos Estados Unidos alcançou Marte e, meses depois, a URSS descia um robô em Vênus. 

Construção no estilo Googie 


4. Cultura 

A cultura foi impulsionada e espelhada, na década anterior, de 50, na qual o mundo todo encontrava-se em mudança cultural nos mais variados grupos sociais. 


5. Música 

Os Beatles desembarcando no Aeroporto JFK em Nova Iorque

• Os Beatles comandam a Invasão Britânica, ou British Invasion, no rock, seguidos por The Rolling Stones, The Who, The Kinks e vários outros. 

• Surge a música de protesto, com Bob Dylan, Joan Baez, Peter, Paul and Mary, entre outros, já nos primeiros anos da década. 

• O Rock and Roll ganha crescente popularidade no mundo, associando-se ao final da década à rebeldia política. 

• No início da década o rock recebeu no Brasil o nome de iê-iê-iê, uma livre tradução do refrão da música She Loves You, dos Beatles: "She Loves You, Yeah, Yeah, Yeah!". 

• Na música erudita, começa a se desenvolver o minimalismo, a partir das obras de Philip Glass. 

• Em 1964 o grupo feminino The Shangri-Las chega ao topo das paradas musicais britânica e norte-americana com os singles "Remember (Walking in the Sand)" e "Leader of the Pack". 

• Chega aos cinemas em 1964 o primeiro filme dos Beatles, A Hard Day's Night. No Brasil recebeu o nome Os Reis do Iê, Iê, Iê. 

• Os Beatles fazem um show histórico no Shea Stadium, em 1965. Eram cerca de 55.000 pessoas. 

• O programa Jovem Guarda estreia em 1965, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. O programa de tevê acaba gerando o movimento com o mesmo nome, onde os jovens tiveram pela primeira vez um espaço, lhes permitindo uma identidade própria, pois foi a primeira vez que se era dedicada aos adolescentes uma parte do cenário cultural. 

Rolling Stones, ao lado dos Beatles, foi uma das bandas 
mais importantes da década de 1960

• Ainda em 1966 os Beatles anunciam que não fariam mais shows ao vivo, pois os arranjos das canções possuíam um grau de complexidade muito elevado, dificultando a execução das canções ao vivo, além do fato da histeria das fãs impossibilitar que eles conseguissem ouvir o que tocavam. Neste mesmo ano a banda lança o álbum Revolver, imortalizando canções como "Taxman", "Eleanor Rigby" e Here, there and everywhere". 

• Em 1966, o grupo The Jackson 5 é formado pelos irmãos da família Jackson, o grupo não faz sucesso na década de 60, estourando apenas na década de 1970, mas foi o grupo que lançou Michael Jackson na carreira musical, quando o mesmo ainda era uma criança. 

• Em 1967 os Beatles lançam aquele que é considerado o melhor álbum da história: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. O álbum se tornou um dos discos mais vendidos da história e tido como o mais influente. 

Capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band 

• Ainda em 1967, surge o primeiro festival de rock Monterey Pop Festival, ou Festival Pop de Monterey, na California. Organizado por Lou Adler, John Phillips (The Mamas & The Papas) e Derek Taylor o festival foi a estreia de The Jimi Hendrix Experience, com Jimi Hendrix; Big Brother and the Holding Company, com Janis Joplin e Otis Redding. 

• A banda The Doors lança seu primeiro álbum: The Doors, que incluía a música "Light my Fire", o maior sucesso do grupo. 

Os Beatles no telhado da Apple Records 
(Wikimedia Commons/Reprodução) 

• Os Beatles lançam o “Álbum Branco”sendo esse um dos discos mais influentes da história do Rock. 

• No ano de 1968, Elvis lança o especial de TVElvis NBC TV Special. O especial fez muito sucesso. 

• Em janeiro de 1969, a banda The Beatles dá sua última performance pública, no telhado da Apple Records. A polícia interrompeu a performance, mas o show ficou na história. 

Festival de Woodstock 

• Em 1969 ocorre o Festival de Woodstock, nos Estados Unidos, com apresentações ao vivo de Jimi Hendrix, Creedence Clearwater Revival, The Who, Sly and Family Stone, Carlos Santana, entre outros lendários do rock clássico. O festival se tornou o símbolo da união entre Rock e paz e amor. Jovens se reuniam para desfrutar de três dias de paz, amor e música. 

• Em 1969, o ex integrante da banda Rolling Stones, Brian Jones é encontrado morto na piscina da sua casa em Sussex. 

• Também em 1969, a banda The Doors lança o álbum “The Soft Parade” com canções como Touch me. 

• Em março de 1969, John Lennon e Yoko Ono realizaram o primeiro "Bed-in for Peace" no hotel Hilton em Amsterdam, nos Países Baixos. "Bed-ins" era conferências de imprensa em favor da paz, realizados em uma cama de hotel. Essas conferências ficaram famosas no mundo inteiro como um dos símbolos da luta pela Paz. 


6. Televisão 

• Começam as transmissões de TV em cores no mundo. 

• 1965 - A TV brasileira começa a utilizar a tecnologia do vídeo-tape, que permitiu a edição de programas televisivos, reduzindo o risco de erros, comuns nas exibições ao vivo. 

• A televisão passa a se tornar meio de comunicação em massa. 

• 1967-1968 tornam-se os anos do auge dos festivais da canção, no Brasil, que eram uma forma alternativa de expressão político-ideológica da juventude, diante da repressão do regime militar. 

• A TV Record lança o programa musical, "Jovem Guarda" (1965-1968), apresentado por Roberto Carlos, com Erasmo Carlos e Wanderléa. 


7. Filmes 

• Em 1962 surge o filme "What Ever Happened to Baby Jane?" com Bette Davis e Joan Crowford. 


What Ever Happened to Baby Jane? (1962) Official Trailer



• É filmado A Bout de Souffle (Acossado, título no Brasil), de Jean-Luc Godard, trazendo a bela Jean Seberg, atriz que se tornaria ícone de beleza da década. (1959) 


À bout de souffle 1960 Breathless Pourquoi tu mets jamais de soutien gorge 



• O clássico La Dolce Vita (no Brasil A Doce Vida), de Federico Fellini, com Anouk Aimée, Anita Ekberg e Marcello Mastroianni. 


La Dolce Vita - Anita Ekberg et Marcello Mastroianni La fontaine de Trevi (Rome) 



• O diretor Stanley Kubrick lança Dr. Strangelove (Doutor Fantástico), uma das maiores e mais duras críticas satíricas à Guerra Fria. 

• Brigitte Bardot torna-se um dos maiores símbolos sexuais da década. 

• A atriz Audrey Hepburn estrela Breakfast at Tiffany's (no Brasil Bonequinha de Luxo). O figurino de Hepburn para o filme é do estilista francês Givenchy. 

• O filme brasileiro O Pagador de Promessas, adaptação do produtor, diretor e ator brasileiro Anselmo Duarte da peça homônima de Dias Gomes, recebe a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França. É a primeira vez que um filme brasileiro ganha o prêmio máximo do festival. 


O Pagador de Promessas - Trailer 



• Surge a série de filmes de James Bond, o espião 007, das novelas de Ian Fleming. O primeiro é Dr. No, no Brasil 007 Contra o Satânico Dr. No, com Sean Connery e a sensual Ursula Andress. No filme, a célebre cena de Andress usando um inesquecível biquíni branco saindo do mar. 


James Bond – Dr. No 



• Blowup, de Michelangelo Antonioni, com Jane Birkin e Veruschka é um filme cheio de referências dos anos 60. 


Blow Up Original Trailer 1966 



• Nesse ano também, ao som de Mrs Robinson, entre outros sucessos de Simon & Garfunkel, Dustin Hoffman vive um jovem universitário recém-formado que se inicia sexualmente com uma mulher mais velha, no clássico The Graduate, A Primeira Noite de um Homem no Brasil, de Mike Nichols. 

• Belle de jour, um filme de Luis Buñuel, com Catherine Deneuve. 


Belle de Jour - Official Trailer - Directed by Luis Buñuel 

https://www.youtube.com/watch?v=gC1lO7lqMuw&ab_channel=StudiocanalUK 


• A atriz Jane Fonda é Barbarella, a sensual heroína espacial do filme de homônimo de Roger Vadim. 


Barbarella 1968 



• Easy Rider (Sem Destino), é um dos filmes mais vigorosos dos anos 60, de Peter Fonda, Dennis Hopper e Terry Southern, estrelando os próprios, Fonda e Hopper, e Jack Nicholson. O filme critica a intolerância e a vulgaridade da sociedade americana. 


Easy Rider Trailer 



• O Pink Floyd lança o disco More compoindo a trilha sonora do filme de mesmo nome dirigido por Barbet Schroeder 


More (1969) Barbet Schroeder - Pink Floyd - Original Trailer 



Pink Floyd – Cymbaline From the Movie More 



Green is the colour - Pink Floyd (Music from the movie "More") 



8. Livros 

Os jovens são influenciados pelas ideias de liberdade On The Road, livro do beatnik Jack Kerouac, da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. 


9. Dias históricos 

• Guerra Fria - 3 de janeiro de 1961: Os Estados Unidos cortam relações diplomáticas com Cuba. 

• 12 de abril de 1961: Cosmonauta russo Yuri Gagarin torna-se o primeiro homem a ir ao espaço. 


• 25 de agosto de 1961: Renúncia de Jânio Quadros. Crise política no Brasil, Ranieri Mazzilli assume interinamente. 

• 5 de agosto de 1962: Aos 36 anos, Marilyn Monroe é encontrada morta dentro de sua casa em Los Angeles. 

• Guerra Fria - Crise dos mísseis de Cuba (16-28 de outubro de 1962) - um confronto quase militar entre os EUA e a União Soviética sobre a presença de mísseis soviéticos em Cuba. Após um bloqueio naval americano (quarentena) de Cuba, a União Soviética sob a liderança de Nikita Khrushchev concordou em remover seus mísseis de Cuba em troca dos EUA, removendo seus mísseis da Turquia. 

• Guerra Fria - 8 de fevereiro de 1963: A administração norte-americana de John F. Kennedy anuncia o embargo comercial à Cuba. 

• 28 de agosto de 1963: Líder negro norte-americano, Martin Luther King encabeça manifestação com mais de 200 mil pessoas em Washington á favor dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. 

Martin Luther King na Marcha sobre Washington 

• 22 de novembro de 1963: Assassinato de John F. Kennedy durante uma visita a Dallas, no Texas. 

Assassinato de Kennedy 

• Guerra Fria - 9 de fevereiro de 1965: As primeiras forças de combate dos Estados Unidos são enviadas para o Vietnã do Sul. Começa a Guerra do Vietname. 

• Guerra Fria - 9 de outubro de 1967: Che Guevara é executado na Bolívia. 

• 4 de abril de 1968: Martin Luther King Jr. é assassinado. 

Assassinato de Martin Luther King 

• 13 de dezembro de 1968: O General Arthur da Costa e Silva decreta o Ato Institucional N° 5, ou AI-5, no Brasil. 

• Abril de 1969: Greve académica em Coimbra. 

• 20 de julho de 1969: Neil Alden Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua, como comandante da missão Apollo 11. 

• 26 de outubro de 1969: Enviada a primeira mensagem de e-mail entre computadores distantes. 


10. Personalidades 

Martin Luther King 

John F Kennedy 

Elvis Presley 

Brigitte Bardot 

Bob Dylan 

Jane Fonda 


11. Líderes 

• Konrad Adenauer, Chanceler da Alemanha Ocidental 
• Ludwig Erhard, Chanceler da Alemanha Ocidental 
• Kurt Georg Kiesinger, Chanceler da Alemanha Ocidental 
• Charles de Gaulle, presidente da França 
• Hirohito, imperador do Japão 
• Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia 
• Dwight D. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos 
• John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos 
• Lyndon Johnson, presidente dos Estados Unidos 
• João Goulart, presidente do Brasil 
• Castelo Branco, presidente do Brasil 
• Leonid Brejnev, líder da União Soviética 
• Nikita Kruschev, líder da União Soviética 
• Levi Eshkol, primeiro-ministro de Israel 
• Martin Luther King, ativista negro do Movimento dos Direitos Civis nos EUA 
• Stokely Carmichael, ativista negro do Movimento dos Direitos Civis nos EUA 
• Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito 
• Mao Tsé-Tung, líder da China 
• Kim Il-sung, ditador da Coreia do Norte 
• Papa João XXIII, Papa da Igreja Católica 
• Papa Paulo VI, Papa da Igreja Católica 
• Rainha Elisabete II, rainha da Grã-Bretanha 
• Harold Wilson, primeiro-ministro da Grã-Bretanha 
• Harold Macmillan, primeiro ministro da Grã-Bretanha 


12. Artistas 

• Allen Ginsberg, escritor e poeta estadunidense. 
• Andy Warhol, pintor, empresário e cineasta estadunidense. 
• Aretha Franklin, cantora estadunidense. 
• Audrey Hepburn, atriz e humanitária britânica. 
• Baden Powell, tenente-general do Exército Britânico, fundador do escotismo. 
• Beach Boys, banda de rock dos Estados Unidos. 
• Bee Gees, trio de música pop do Reino Unido. 
• Bob Dylan, compositor, cantor, pintor, ator e escritor estadunidense. 
• Brigitte Bardot, atriz francesa, atualmente é ativista. 
• Celly Campello, cantora brasileira. 
• Diana Ross & The Supremes, grupo musical feminino dos Estados Unidos 
• Elvis Presley, músico e ator estadunidense. 
• Frank Sinatra, cantor, ator, e produtor estadunidense. 
• Janis Joplin, cantora e compositora estadunidense. 
• Jefferson Airplane, banda de rock dos Estados Unidos 
• Jim Morrison, cantor, compositor e poeta estadunidense. 
• Jimi Hendrix, guitarrista, cantor e compositor estadunidense. 
• Jimmy Page, músico, produtor musical e compositor britânico 
• Joe Cocker, cantor britânico 
• Johnny Rivers, cantor, compositor, produtor e guitarrista de Rock estadunidense. 
• Joseph Beuys, artista de performance, happening e fluxus alemão, bem como um escultor 
• Julie Andrews, atriz, cantora, dançarina, diretora teatral e escritora britânica. 
• Led Zeppelin, banda de rock do Reino Unido. 
• Leila Diniz, atriz brasileira 
• Leno e Lilian, dupla de cantores brasileiros, faziam parte da Jovem Guarda. 
• Mary Weiss, cantora estadunidense. 
• Marilyn Monroe, atriz e modelo estadunidense. 
• Nam June Paik, compositor e videoartista sul-coreano 
• Os Mutantes, banda de rock do Brasil 
• Pink Floyd, banda de rock do Reino Unido 
• Ray Charles, cantor estadunidense, também saxofonista e pianista de soul, R&B e jazz 
• Regina Duarte, atriz brasileira 
• Rita Pavone, cantora, intérprete e atriz italiana. 
• Roberto Carlos, cantor e compositor brasileiro 
• Rod Stewart, cantor e compositor britânico 
• Ronnie Von, apresentador, cantor, compositor, músico, ator e escritor brasileiro 
• Sílvio Santos, apresentador de televisão e empresário brasileiro 
• Sérgio Cardoso, ator brasileiro 
• Sonny & Cher, dupla estadunidense de música pop 
• The Beatles, banda de rock do Reino Unido. 
• The Doors, banda de rock dos Estados Unidos. 
• The Shangri-Las, grupo pop feminino dos Estados Unidos. 
• Tina Turner, cantora, compositora, dançarina e atriz estadunidense. 
• The Mamas & The Papas, grupo vocal de folk rock dos Estados Unidos 
• The Monkees, um grupo pop masculino dos Estados Unidos 
• The Rolling Stones, banda de rock do Reino Unido. 
• Vinicius de Moraes, poeta, dramaturgo, jornalista, cantor e compositor brasileiro 
• Wanderléa, cantora brasileira. 
• Wolf Vostell, pintor e escultor alemão 


13. Guerras e Conflitos 

• Em agosto de 1961, ocorre a construção do Muro de Berlim. 

13 de agosto de 1961 
Início da construção do Muro de Berlim 

• Em 1962 ocorre a crise dos mísseis cubanos, o momento mais tenso da Guerra Fria entre EUA e União Soviética. 

• Em 5 de junho de 1967, começa a Guerra dos Seis Dias. Israel ataca a Síria, Egito e Jordânia. Israel sai vencedor nesse conflito e ocupa vários territórios no Oriente Médio, entre eles a Península do Sinai. 

• Final da década de 1960: aumentam os protestos nos Estados Unidos e no mundo contra a Guerra do Vietnã. Fortalecimento dos movimentos pacifistas. 

• Em 3 de janeiro de 1961, os Estados Unidos rompem as relações diplomáticas com Cuba. 



14. Cultura, Arte e Religião 

• Em 1962 é realizado o O Concílio Vaticano II pela Igreja Católica. 

• Em dezembro de 1967 é criada a FUNAI (Fundação Nacional do Índio). 

• Em abril de 1968, é lançado um grande sucesso do cinema: 2001, Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. 


2001: A Space Oddyssey Trailer 



2001: A Space Odyssey - Trailer 



2001: a Space Odyssey - Original Theatrical Trailer 



2001: A Space Odyssey - The Dawn of Man 



• Inauguração do MASP (Museu de Arte de São Paulo) em 7 de novembro de 1968. 

• O movimento hippie ganha força nesta década. 


15. Anos 60: Período de grandes transformações, contestação e reforma cultural 
Elaine Mendes (06/05/2019) 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/anos-60 

Os anos 60 foram marcados por grandes transformações em diferentes meios. Contudo, nos âmbitos da moda e do comportamento, além da participação popular frente às questões sociais e políticas, caracterizaram-se como principais. A década de 60 teve início no dia 1 de janeiro de 1960 e terminou no dia 31 de dezembro de 1969. 
O campo da arte também merece destaque, já que o Rock and Roll adquiriu mais popularidade com as bandas The Beatles e The Rolling Stones. A música era considerada um ato político e influenciava os jovens. 
Já no Brasil, os anos 60 foram marcados ainda pelo inicio da Ditadura Militar, que teve início em 1 de abril de 1964. Ainda no país, em 1967, surgiu o tropicalismo – movimento que trouxe inovação à sociedade brasileira ao misturar diversas vertentes culturais. A vertente atingiu não somente a parte musical, mas também a pintura, o cinema e a poesia. 
Foi ainda nos anos 60 que aconteceu o Festival de Woodstock, ou Woodstock Music & Art Fair, famoso encontro de música realizado entre 15 e 18 de agosto 1969. 

a) Período da Contracultura 

A contracultura teve como objetivo instituir o padrão de comportamento para a população, tanto dos Estados Unidos quanto da União Soviética. No entanto, o movimento nos EUA estava se opondo ao próprio padrão de vida (American way of life), que ligava o consumo à felicidade. Com isso, as famílias tornaram-se pontos principais das propagandas publicitárias. 
O estilo de vida americano era parecido com o padrão socialista da União Soviética. Nesse modelo, a população estava nos mesmos níveis de oportunidades. Dessa forma, a junção dos dois tipos de culturas deu início a contracultura. 
O movimento começou logo após a Segunda Guerra Mundial, sendo marcada por diversos fatores. Veja alguns deles: 

• Os hippies: o movimento surgiu durante a contracultura nos anos 60. Eles valorizam a natureza, tinham um estilo de vida comunitária, eram nômades e viviam do artesanato; 

Movimento Hippie 

• Black Power: surgiu nos EUA com o intuito de vangloriar os negros e também para criar instituições culturais e defender os direitos civis; 

Movimento Black Power 

• Gay Power: movimento voltado para a comunidade LGBT. Surgiu no final da década de 60 até os anos 70, com o objetivo de defender os movimentos sociais do grupo. 

Movimento Gay Power 

• Baby Boom: a "explosão de bebês" resultou em uma grande e rápida expansão da população, após a Segunda Guerra Mundial; 

• Movimento Beatniks: grupo de jovens que eram contra a cultura materialista estadunidense; 

• Guerra do Vietnã: o conflito aconteceu durante toda a década de 60; 

Guerra do Vietnã 

• Movimento estudantil: nessa época, os movimentos estudantis foram expressivos em todo o mundo. O número de estudantes cresceu e, dessa forma, a consolidação de de novas correntes políticas no âmbito universitário; 

• Invenção de pílulas: nos anos 60 foram criadas as pílulas anticoncepcionais; 

• Feminismo: o movimento se consolidou como uma organização política. 

Já no Brasil, a contracultura estava presente nos diversos movimentos estudantis e no surgimento da Jovem Guarda (grupo contrário à estética cultural do país). Além disso, o tropicalismo foi um movimento divergente aos padrões culturais dos anos 60, também sendo considerado uma organização contestadora. 

b) Política nos Anos 60 

A política nos anos 60 foi bastante conturbada. Veja os principais acontecimentos: 

• Os EUA possuíam uma relação diplomática com Cuba, porém em 1961 houve o rompimento após a Revolução Cubana (1959); 

• Na Crise dos mísseis, em 1962, projéteis nucleares foram instalados na ilha de Cuba. Esse conflito durou 13 dias; 

• Consequentemente, a crise dos mísseis, resultou no embargo econômico e comercial, em 1963, estabelecido pelos EUA e direcionado ao governo cubano. O intuito era revelar que o socialismo não seria o bastante naquele período. O então presidente John F. Kennedy, na mesma época do rompimento, foi assassinado com um tiro; 

• No Brasil, o presidente João Goulart, que assumiu o cargo após a renúncia de Jânio Quadros, apresentou reformas de bases, agrárias e tributária, contudo foi criticado pelas esferas conservadoras. 

c) A moda da década de 60 

Na década de 60 o uso da maquiagem era essencial, especialmente entre o público mais jovem. O foco era os olhos, que estavam sempre bem marcados com muito delineador e rímel. O batom vermelho foi excluído, dando lugar aos batons com tons mais claros e até mesmo brancos. 
As perucas também predominavam, a comercialização era grande. Além de ser baratas, poderiam ser encontradas em diversas tonalidades e modelos. Os cabelos eram partes importantes na criação de um visual novo. Os penteados eram feitos com muito volume. 
Entre os penteados estão os topetes altíssimos, os coques no topo da cabeça, o rabo de cavalo, penteados com franjas laterais e cabelos soltos com cachos grossos, além do uso de acessórios como tiaras e fitas. 

Moda Feminina nos anos 60 

Para os homens, a moda dos anos 60 chegou com a grande influência do grupo The Beatles. Entre as peças que viraram clássicas no guarda-roupa masculino, as calças jeans com modelagem mais ajustadas, cintura baixa e nas cores vermelho e rosa fizeram sucesso. 

Moda Masculina nos anos 60 

d) Tecnologia nos anos 60 

Em 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ir para o espaço. Já em 1969, o americano Neil Armstrong pisou na lua. Esses dois episódios ainda são consequências da Guerra Fria, pois foi um período histórico marcado pelas disputas estratégicas entre os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética. 
Outros marcos na tecnologia dos anos 60: 

• A informática começa a ser produzida de forma massiva; 

• A União Soviética envia o primeiro robô à lua; 

• Os Estados Unidos enviam uma sonda para Marte; 

• A União Soviética envia um robô para o planeta Vênus; 

• Surge o primeiro circuito integrado, conhecido como chip. 


16. Movimento Hippie: entenda sobre a Contracultura de 1960 
Fonte: https://www.stoodi.com.br/blog/historia/movimento-hippie/ 

A história do século XX é marcada por grandes transformações políticas e culturais no mundo todo. Guerras mundiais, ditadura, revoluções, polarização das ideias e muitas mudanças de comportamento marcaram esses cem anos. 
No campo cultural, o movimento hippie foi responsável por propor mudanças no comportamento social e pelo rompimento com as formas tradicionais de organizar a vida cotidiana. Muitas coisas que vivemos hoje são consequências desse momento. 

a) O que foi o movimento Hippie? 

O movimento Hippie surgiu nos anos 1960, quando os jovens conscientes mostraram que não estavam dispostos a viver da mesma forma tradicional e conservadora da maioria das famílias naquela época. 
Foi a década mais contestadora do século passado. O objetivo era atacar o sistema, ou seja, uma sociedade que produzia miséria, violência, guerras e angústia. A origem desse termo deriva da palavra “hipster”, usada para classificar ativistas do movimento negro. 
Esse processo teve origem nos Estados Unidos, foi impulsionado por artistas e músicos e se espalhou por vários países do mundo. Os Beatles foi uma banda que surgiu nesse contexto e foi responsável pela difusão da contracultura em todo o planeta. 

b) Características do movimento Hippie 

Nos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã valia tudo: passeatas, ovos podres em políticos reacionários, ficar nu em frente à Casa Branca, camisetas com o lema “Faça amor, não faça guerra”, etc. 
Muitos estudantes norte-americanos se tornaram militantes de esquerda — denunciaram a existência de milhões de pessoas passando fome no país capitalista mais rico do mundo e repudiavam o dinheiro e a mercantilização da vida humana. Outros jovens acreditavam na não-violência e na vida espiritual, em oposição ao materialismo proposto pelo capital. Muitos se tornaram hippies. 

Movimento Hippie – Faça Amor Não Faça Guerra 

Entre as características do movimento hippie podemos citar roupas coloridas, homens de barba e cabelo compridos, moças com flores no cabelo, músicas com violão e acampamentos. Em suma, os hippies recusavam a sociedade de consumo e a família tradicional. Além disso, admiravam a cultura do Oriente, vestiam batas indianas e apreciavam a alimentação natural. 
Tinham algo de socialista utópico e de anarquista pacifista, porque repudiavam o Estado e o capital, optando pela vida comunitária em vez do individualismo. Preferiam a natureza à fumaça das cidades, o rock ao barulho das metralhadoras, o sexo à violência da polícia, o amor à sociedade de consumo. 
O movimento Hippie foi importante para as mudanças culturais e de comportamento. Até então, as mulheres ocupavam um papel de submissão ao homem e sua principal função era cuidar dos afazeres domésticos. Foi nesse contexto de rebeldia, proposto pelos hippies, que elas começaram a queimar sutiãs em praças públicas, o que, simbolicamente, significa que as mulheres não eram apenas um objeto sexual. Assim, o movimento feminista ganhou as ruas para dizer não ao machismo. 

Os cabelos longos e roupas coloridas nos Anos 60 

Foi também a época da revolução sexual, quando os cabelos masculinos cresceram e as saias femininas encurtaram. Quebrar o tabu da virgindade era visto como uma forma de libertar as pessoas. A pílula anticoncepcional virou arma feminina na luta pelo prazer. 

c) Movimento Hippie: O Festival de Woodstock 

O Festival Woodstock aconteceu nas imediações da cidade de Bethel, nos Estados Unidos, em agosto de 1969. Foi um dos principais festivais de música da história, pois representou o auge da contracultura e da efervescência cultural do momento. 


Mais de 400 mil pessoas participaram do evento. A cidadezinha não deu conta de suprir todas as demandas por comida e água e as cidades vizinhas tiveram que dar suporte. 

Jimi Hendrix no Festival de Woodstock 

A ideia dos organizadores era reunir os principais nomes da contracultura, como Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Who e Joe Cocker. Outras bandas como The Doors, Bob Dylan, Led Zeppelin e John Lenon foram convidados, mas não participaram do festival. 
O público viveu três dias de muita agitação cultural, quando pôde colocar em prática os ideais de comportamento e de vida. O uso de drogas, como a maconha, o LSD e a mescalina, acontecia naturalmente. A liberdade para brincar, dançar e fazer sexo esteve presente. A ideia era viver uma vida de “paz e amor”, como pregavam os hippies. 

d) Movimento Hippie e Flower Power 

Flower Power (Poder das Flores) foi um lema utilizado pelos hippies como símbolo da não-violência e repúdio à Guerra do Vietnã. O termo foi criado pelo poeta Allen Ginsberg, em 1965, e objetivava incentivar a vida em comunidade, livre das dominações capitalistas. 
Vários artistas aderiram à causa. A cidade de São Francisco tornou-se o ponto de encontro das bandas de rock que comandaram toda a agitação cultural. O músico Scott Mackenzie, por exemplo, estourou com a canção “San Francisco” que dizia: “Se você estiver indo a São Francisco, não se esqueça de colocar flores em seu cabelo”. 
Os hippies do movimento Flower Power reivindicavam mais liberdade, igualdade de direitos, defesa dos animais e do meio ambiente, o fim da Guerra do Vietnã e a luta contra as armas. 


17. Como a década de 60 influenciou o mundo da moda 

Enquanto grupos culturais e artísticos, ao lado de movimentos sociais, marcaram época na segunda metade do século passado, os mesmos tiveram grande influência na história da moda contemporânea. Com manifestações e críticas claras à sociedade conservadora, foi na década de 60 que esses movimentos culturais se radicalizaram e ganharam força entre a juventude. A vestimenta, o cabelo e os acessórios corporais, ou seja, a formação indumentária desses movimentos, passaram a servir como instrumento de formação identitária. 
Apesar de renegada por alguns em análises históricas e estudos científicos, a moda deve ser pensada ao lado das outras expressões culturais que moldaram a década de 60 e que transformaram as gerações seguintes. Assim como o teatro, o cinema, a literatura, a música, a moda se contextualizava num panorama crítico. Ao lado das outras modalidades, também se encontra como forma de comunicação e linguagem que espelham um contexto específico. 
Mas ao mesmo tempo que as formas de linguagem culturais são reflexo do contexto de uma sociedade, podem virar reféns das mudanças nos panoramas sofridos pela sociedade capitalista. E com a moda não foi diferente das outras formas de comunicação, ainda mais por se tratar de um padrão estético. Todo o processo identitário refletido na vestimenta de movimentos culturais e sociais, com o tempo, foram abocanhados e transformados pelo mercado de consumo. É na juventude, em sua grande maioria das vezes, que o processo de autoafirmação ganha destaque, a preocupação com a imagem se fortalece. E é aqui que a vestimenta se torna um dos principais símbolos de consumo. Por conta da formação de identidade dos grupos sociais que ela representa é que o mercado de consumo se apropria dos movimentos de luta formados majoritariamente por jovens do século XX, mais precisamente na década de 60. 
Ainda assim, num primeiro momento, os movimentos culturais formados pela juventude tem o objetivo de, através da composição estética recheada de características identificadoras em suas roupas e cabelos, escancarar uma linguagem de contestação. Nesse sentido, a moda urbana daquela década pode ser chamada de anti-moda, uma vez que seu princípio se dá na rua, para depois chegar às passarelas e lojas. Desta forma, movimentos culturais e sociais de grande impacto na moda urbana poderão ser destacados, mais precisamente na Europa e depois Estados Unidos, onde houve a efervescência e radicalização de movimentos sociais. 
A moda funcionou na história como um aspecto da cultura que evidencia de modo mais claro uma sociedade, testemunha suas reivindicações. É por isso que se deve ter como referência a moda da sociedade sujeita as relações modernas, urbanas, relações mediadas por meio da aparência. 


18. O que estava acontecendo no mundo na década de 60 

Em um mundo sob forte influência do pós Segunda Guerra, os anos 60 foram marcados pelo impulso da juventude na busca pela contestação e protagonismo. Na Europa, países ainda sentiam as consequências dos anos de destruição pela guerra. Alguns perderam suas colônias imperialistas e outros se envolveram em mais conflitos com efeitos desastrosos. As consequências da crise eram claras, longas jornadas de trabalho e baixa remuneração; desigualdade salarial entre homens e mulheres; alto índice de desemprego entre os jovens. 
Em janeiro de 68, a França é marcada pela implantação de um plano de ensino considerado opressor com exames de seleção (processo com o qual estamos sujeitos até os dias atuais). Posteriormente, no mesmo ano, estudantes viriam a se mobilizar contra a instituição de ensino e seus valores em uma manifestação que abalaria a França desencadeando nas mais diversas formas de protesto que se alargaram por todo o mundo. 
Nos Estados Unidos, a década de 60 se inicia com a eleição do presidente John Kennedy. A Guerra Fria se acirrava com a construção do muro de Berlim e a intervenção militar no Vietnã se tornava cada vez mais polêmica e injustificável. 

Guerra Fria – A Corrida Armamentista 

Em contrapartida a todos esses problemas é nessa época que se vê a possibilidade do radicalismo em movimentos sociais. Inspirado no grupo americano dos anos 50, nos Beatniks, surge na década de 60 nos EUA um movimento de contracultura, mais especificamente o movimento Hippie, fazendo campanha por direitos civis e causas culturais. 
O movimento Hippie trouxe consigo um dogma cultural por parte de artistas não só americanos como de todo o mundo. Grupos de cantores e cantoras, assim como festivais de música que pregavam a libertação em todos os sentidos, são símbolos da contracultura que dominaram a época. Os Beatles, Janis Joplin e o festival Woodstock foram exemplos disso. 
Após a eleição de Kennedy também se ampliava os movimentos urbanos em defesa dos direitos civis da comunidade negra e o debate em torno da segregação racial ganhava força. Principalmente por conta de que jovens negros estavam sendo mandados para a guerra no Vietnã. 
Apesar de alguns desses movimentos anti-racistas e de cunho pacifista, o que ganhou destaque foi a vertente mais radical do movimento, os Panteras Negras, marcados por fortes características identitárias e radicais a ponto de optarem por uma luta armada. Os mesmos exigiam uma participação efetiva do negro na sociedade e criticavam o forte racismo praticado pela polícia americana. A repressão policial contra a população negra dos Estados Unidos da época deu espaço para mais um poderoso movimento de rua ganhar força através da cultura, o movimento Hip-Hop, esse com marcante influência na moda até os dias atuais. 
A década de 60 é mais especificamente a era dos movimentos de contracultura, a negação daqueles valores ocidentais estabelecidos, é por isso que Hobsbawm, em sua obra Era dos Extremos, chama a década de 60 de revolução cultural. 


19. Movimentos de cunho político que marcaram a moda 

a) Movimento Hippie 

Aquilo que caracteriza o vestuário do movimento Hippie tem origem na década de 50 com a juventude Beat. Os Beatnicks usavam cabelos longos e desalinhados, barba e bigode por fazer, sandálias nos pés quando não descalços e uma bolsa alçada nos ombros. As mulheres usavam roupas pretas e justas remetendo ao luto. Nos pés, sapatilhas. A forma de se vestir passou a se ligar cada vez mais ao comportamento, e na década que viria a seguir a moda passou a ser claramente um sinal de liberdade, logo, as roupas deveriam refletir o mesmo. 

Jovens próximos ao festival Woodstock em agosto de 69 

Com o movimento Hippie cai o paradigma que é a diferenciação na vestimenta de homens e mulheres. Os cabelos masculinos passam a ser longos e as peças masculinas começam a habitar os guarda roupas femininos. Túnicas orientais permitiram que o uso de vestidos não se desse mais exclusivamente às mulheres. 
As duas principais marcas no vestuário hippie é a calça jeans, ainda dentro da questão do vestuário unissex, e a forte influência de tecidos vindos do oriente. 

Calças de Jeans usadas pelos jovens dos anos 60 

Os cabelos longos, enfeitados por flores e penteados pelos ventos eram uma das principais características de identificação do movimento. No caso dos negros, um cabelo no estilo black power, natural, assumindo a descendência afro. A partir das descrições indumentárias dos hippies é possível lembrar, devido a uma questão estética, diversos artistas que marcaram época justamente na década da contracultura. É muito fácil lembrar dos cabelos longos e floridos e relacionar com a vestimenta dos Beatles. No caso feminino, Janis Joplin. E, mais além, para os negros, Jimmy Hendrix. No momento em que as empresas ficam cientes desse novo mercado consumidor de enorme potencial, movido pela moda, mas também ligado à música, é que se criaram produtos específicos destinados a anti-moda, mas com intenção exclusiva de gerar lucro a uma empresa. O que contrapõe a crítica exercida pelo movimento a sociedade de consumo e a mercantilização da cultura. 

Foto de Jimi Hendrix postada em 1968 

b) Panteras Negras 

Foi principalmente através do Black Power que o partido dos Panteras Negras influenciou a cultura da moda. Era uma espécie de resistência a estética europeia ocidental. Eles possuíam uma composição única de vestimenta. Os homens vestiam jaqueta de couro, calça, sapato, boina e luvas, todos os itens pretos. Esse visual colaborou para o forte caráter identitário do grupo, uma vez que o vestuário tem papel essencial no processo de construção de identidades. As mulheres sempre vestiam saias pretas, óculos escuros e muitos acessórios no braço. O Black Power era a principal característica. O estilo delas marcava o confronto aos paradigmas impostos pela sociedade. 
Enquanto o Partido dos Panteras Negras desafiava a sociedade racista americana com a propagação de um padrão estético com a mensagem “black is beautiful” (preto é lindo), o que marcou foi o armamento em peso da população negra em confronto a intimidação da polícia. Naquela época, qualquer um sem ficha criminal poderia andar armado, inclusive em lugares públicos. 
O símbolo do partido era uma pantera devido a seus princípios, apenas atacaram quando se sentiram ameaçados, e nunca em vão. Eles combatiam não só a supremacia branca, mas também toda supremacia capitalista. Rapidamente o Estado americano agiu e criou uma lei para proibir o porte de arma na rua. 
Devido aos acontecimentos da época, o ícone visual e estético dos panteras se enraizou entre a juventude negra, e a cultura popular da periferia americana se tornou personagem mais que essencial no que pode se chamar de cultura pop. Os Panteras passaram a ser foco de fotógrafos e revistas, fascinados por aquele padrão indumentário. Eles eram ousados, corajosos e tinham cara de mal, suas roupas refletiam exatamente isso. Todos queriam fazer parte. 

Os Panteras Negras 

Segundo depoimento de Jamal Joseph (integrante dos Panteras Negras) para o documentário “The Black Panthers”, os panteras não inventaram a ideia do ‘preto é lindo’. As pessoas passaram a usar peças afros e foi o visual urbano do negro é lindo quem eles criaram, e esse visual estourou. Se você era jovem negro de qualquer cidade, você queria ser assim. 
A revista Rolling Stones passou a ter integrantes do Partido na capa de seus lançamentos, expondo suas vestimentas e cabelos estilosos. Aquela estética se tornou novamente, através da indústria, forma de comercialização. Assim, a cultura pop dos Estados Unidos ficou marcada. Basta olhar o Hip-Hop de rua e buscar todas as suas heranças herdadas da composição indumentária dos Panteras. 

c) Moda de rua, Hip-Hop 

A cultura americana do Hip-Hop não trata apenas sobre música, é quase como um estilo de vida. Os jovens da periferia de Nova York, especificamente do bairro Bronx, viam no Hip-Hop uma porta de saída do gueto, e a luz no fim do túnel era sempre roupas, moda e estilo. 
Quando se trata de cultura afro-americana, sempre a um estilo de roupa único, uma abordagem muito particular da moda. A moda e o Hip-Hop se misturaram e se tornaram uma influência cultural expressiva, recorrente da época em que o ritmo musical ganhou expressão. Segundo André Leon Talley, editor da revista Vogue, em depoimento ao documentário Fresh Dressed, a música afro-americana se torna símbolo da moda no país a partir da influência de um famoso cantor da década de 60, Little Richard, um símbolo da liberdade devido a suas famosas canções e modo extravagante de se vestir. Nomes como Little Richard marcarem justamente essa época tem seu porquê. 

O Hip Hop nos Anos 60 

A era das mudanças culturais por todo o mundo também será lembrada pela violência no bairro do Bronx, bairro precursor do Hip-Hop. Músicas e roupas que fossem símbolo de liberdade eram de grande significado por toda a repressão que os negros vinham passando nos Estados Unidos; os incêndios, a brutalidade da polícia e os recorrentes assassinatos de líderes de movimentos de direitos civis, como Malcom X e Martin Luther King Jr. 
Mas foi também com influência da violência que parte da moda afro americana se concretizou, com o papel das gangues nesse processo. 
As gangues no bairro do Bronx surgiram como consequência de toda a violência sofrida pela juventude, e nelas a forma como se vestir era de extrema importância. Era importante usar calças jeans pretas e jaquetas de motociclistas personalizadas com costuras e as mangas cortadas. A arte de personalizar do hip-hop, em parte, foi herdada das gangues de rua. 
Quando um pacifista do grupo Ghetto Brothers chamado Black Benji é assassinado por clubes rivais, no Bronx, a guerra nas ruas da breve trégua para que as pessoas parassem de batalhar, e, com isso, a atmosfera mudasse. As batalhas musicais tomaram conta das noites, as disputas entre b-boys e b-girls. E nelas o estilo também importava muito. As roupas não eram mais jaquetas de motociclistas, porém ainda tinham letras costuradas formando o nome de seus grupos no casaco ou no suéter. 
Algumas brigas eram resolvidas na pista de dança, outras no toca discos, outras no microfone, outras no grafite das estações de trem, mas tudo em função da nova modalidade que ascendia, o Rap. Todos passaram a querer vestir o chamado estilo B-boy, foi lançado uma nova moda, a moda Hip-Hop. 
As ruas passaram a ser passarelas para as marcas de roupa, com dezenas de estilos diferentes em ascensão. Não havia ainda um estilo definido, as pessoas começaram a se vestir de acordo com seus bairros. Se você viesse do Brooklyn seria facilmente identificado com um par de tênis da marca Clarks, calças skins Sharks e óculos Cazal sem lentes. Caso viesse do Harlem, a pessoa usaria moletons de velour, onde independente da marca todas as peças do look deveriam combinar. O Bronx era uma mistura de Brooklyn e Harlem. Você sabia de onde as pessoas eram apenas pelo jeito como se vestiam. 
O Hip-Hop herdou suas cores do grafite, as cores chamativas das latinhas de spray eram as cores da moda. As jaquetas e calças jeans eram popularmente personalizadas com tinta, principalmente na lateral, onde o nome de alguma pessoa ou grupo era escrito. Alguns desenhos eram relacionados a realidade que a população vivia, era recorrente o grafite de algum personagem famoso como o Mickey portando uma arma ou fumando crack. 
Os artistas não tinham muito dinheiro no bolso. A única hora que você podia vencer a insegurança, de mostrar o que você faz ou mostrar qualquer tipo de status era pelo que você tinha no corpo, se você se vestia bem, isso significa que estava bem. O estilo era expressão de orgulho e dignidade. Apesar das condições de vida ruins, mostravam alto nível de personalidade na forma como se vestiam. As roupas estilosas eram forma de orgulho, inspirando as pessoas no mundo a quererem se vestir assim, a ter estilo. 
Quando grandes revistas começam a estampar estrelas da música como LL Cool J em suas capas, marcas de estilo B-boy, como a Shirt Kings por exemplo, passam a ficar mundialmente conhecidas. Foi através da aparição de rappers em sessões de fotos que a moda afro-americana se tornou famosa em todo o mundo e marcas de roupa passaram a ganhar muito dinheiro capitalizando esse estilo de cultura. 




Até o próximo encontro!



domingo, 15 de novembro de 2020

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Capítulo 9 Parte 11

A História do Rock na Década de 50


m) Outras tendências da Primeira Onda 

Além dos músicos já citados acima, havia outros como os cantores de R & B como Jesse Belvin, Louis Jordan e Jackie Wilson, Sam Cooke, Ray Charles e James Brown, sendo que estes 3 últimos são considerados precursores do que se convencionou chamar de Soul Music nos anos 60. 


Jesse Belvin - What Is Love & Guess Who 



Jesse Belvin - Beware 



Louis Jordan - Caldonia 



Louis Jordan - Saturday Night Fish Fry (Live) 



Jackie Wilson - Lonely teardrops 



Jackie Wilson - Baby Workout on Shindig 1965 



James Brown - Sex Machine Live 



James Brown - I Got The Feelin' 



Sam Cooke - A Change Is Gonna Come



Sam Cooke - Good News



Ray Charles - Hit The Road Jack 



Ray Charles - What'd I Say 



Podemos citar também os grupos de Doo Wop como The Moonglows (onde surgiu o futuro astro Marvin Gaye), The Penguins, The Coasters, The Spaniels, The Ravens, Del-Vikings, The Fleetwoods, Frankie Lymon & The Teenagers, Maurice & The Zodiacs, The Marcels, Dion & The Belmonts, The Tymes, The Orioles, The Cadilacs, The Clovers, The Chordettes, nunca esquecendo dos mais lendários e duradouros grupos vocais que se tornaram instituições musicais como The Platters e The Drifters. 


The Moonglows - I knew from the start (From Alan Freed Rock Rock Rock Movie) 



The Moonglows - Over and Over Again (from Alan Freed Rock Rock Rock Movie) 



The Penguins- Memories Of El Monte 



The Coasters - Searchin' 



The Spaniels - You gave me peace of mind 



The Ravens - My Sugar Is So Refined Live 1940 



Del Vikings - Come Go With Me 1957 



The Fleetwoods - Come Softly To Me 



Frankie Lymon & The Teenagers - Why Do Fools Fall In Love 



Maurice Williams And The Zodiacs - May I (The Village Square) 



The Marcels - Merry Twistmas 1961 



Dion & The Belmonts - I Wonder Why 1958 



The Tymes – People (Rare Totps 1969) 



The Orioles – Crying In The Chapel 1953 



The Cadillacs - Speedoo 



The Clovers - Fool , Fool , Fool!!! 



Chordettes - Lollipop 



The Platters - Only You (And You Alone) 



The Platters - The Great Pretender 



The Platters Unchained Melody 



The Driffters - Saturday night at the movies 



The Drifters - Under the Boardwalk 



Com uma infinidade de artistas, o Rock and Roll conheceu seu período áureo, com todas as mídias focalizando o novo fenômeno de massas: programas de rádio e TV, filmes, inserções publicitárias. Com tudo isso, o establishment norte-americano caiu de joelhos perante o Rock and Roll. Na Inglaterra, os Bluesmen veteranos (Muddy Waters, Howlin’ Wolf, T-Bone Walker, Sonny Boy Williamson II, entre outros) tornaram-se requisitados pelos jovens, assim como os atuantes roqueiros da Primeira Onda (como Bill Haley e Buddy Holly). Até 1958, todo o planeta foi tomado de assalto pelo Rock and Roll, inclusive o Brasil. 

19. O Rock se espalha pelo mundo 

Como grande potência mundial que acabou se erguendo após a vitória aliada na Segunda Guerra, os EUA disseminaram sua cultura pelos quatro cantos do planeta, nos países do bloco capitalista. Isso se mostra evidente através da influência causada pela Indústria Cultural norte-americana: cinema, rádio, TV e principalmente, a música. 
O Blues e o Jazz estavam em plena efervescência na Europa e seus intérpretes acabaram tendo audiência cativa em países como a Alemanha Ocidental, a Inglaterra e a França. Isso não se mostrou indiferente com o advento do Rock and Roll que logo caiu nas graças dos europeus e dos latino-americanos, como veremos a seguir: 

a) Europa 

Bill Haley, Buddy Holly e Jerry Lee Lewis foram alguns dos pioneiros do Rock americano que visitaram alguns países europeus como Inglaterra, França e Alemanha até o fim da década de 50, consolidando o estilo no Velho Continente. Elvis Presley conseguiu ser uma sensação na Europa mesmo nunca tendo feito shows por lá. Cada país começou a desenvolver sua própria cena musical. Na Alemanha havia Peter Kraus, o “Pai do Rock” germânico. Em Portugal, a primeira banda de Rock se chamava Walter Behrend e o seu conjunto. Na França, havia o “Elvis” local Johnny Halliday e na Inglaterra podemos citar Tommy Steele, Johnny Gentle, Billy Fury e Cliff Richard. 

b) América Latina 

Blackboard Jungle (Sementes da Violência), o filme que inaugurou a Era do Rock foi distribuído por vários países latino-americanos, consumidores pontuais da Indústria Cultural dos EUA. Na sua esteira veio a música que sacudiu os jovens que falavam espanhol e português. As cenas locais só começaram a surgir no final da década de 50, sobretudo no México, 

Observação 
As sementes do Rock And Roll foram espalahadas aos quatro ventos para o mundo inteiro, e que iriam germinar mais uma vez numa ilha. 
Quanto à “Segunda Onda do Rock And Roll – A Invasão Britânica”, este assunto será tratado quando formos falar sobre o Rock dos Anos 60. 

20. As Pioneiras do Rock 

Elvis Presley, Bob Dylan, Chuck Berry. Quando pensamos no início do Rock, lá na década de 1950, estes nomes saltam aos olhos e lembramos da brilhantina, jaquetas de couro e enormes Gibsons. Mas um aspecto da época sempre ficou em segundo plano: as mulheres. 

Ruth Brown 

À época, acreditava-se que mulheres eram o sexo frágil e não se envolviam na loucura do estilo jovem e não se interessavam pelo assunto, ou ainda, que não eram capazes de fazer música, conforme dibulgado em publicações da época. “Uma garota não pode cantar Rock and Roll. É basicamente algo selvagem demais para uma cantora aguentar”, disse a revista Billboard, em 1958. “É completamente verdade que nenhuma mulher da era do Rock podia competir com a loucura e a intensidade de Jerry Lee Lewis, ou chegar aos pés da popularidade de Elvis Presley”, acrescentou o Journal of Country Music, em 1981. 
Leah Branstetter, PhD em musicologia, resolveu mudar essa ideia. Nos últimos quatro anos, desenvolveu uma pesquisa para encontrar quem foram as mulheres que fizeram parte do início do estilo. Women In Rock And Roll’s First Wave (Mulheres na Primeira Onda do Rock) explora perfis de Rockeiras que não só apresentavam shows, mas também escreviam músicas e eram donas de gravadoras. 
O resultado da pesquisa de Leah rendeu um site no qual ela reuniu entrevistas, perfis detalhados, coletâneas e contos da história dessas mulheres que foram importantes para a música, mas nunca tiveram seu legado enfatizado. O maior destaque ao trabalho é dado pela playlist de Spotify que Leah criou. São mais de 30 músicas de mulheres da década de 1950 e início de 1960. Queria mais, mas muitas das canções nunca chegaram ao streaming. Você pode ouvir aqui. 
Os perfis também são completos, com resumo de carreira e discografia. Separamos o de Ruth Brown, a principal pioneira do Rock - e que nunca conseguiu ganhar dinheiro, e teve que trabahar como motorista de ônibus após o sucesso. Leia a história de Ruth abaixo e as restantes aqui. 
Ruth Brown nasceu em Virginia e cresceu na Carolina do Norte, trabalhando na fazenda com sua avó, e saindo escondida para assistir shows de R&B e Jazz. Depois de um tempo, começou a fazer apresentações, sempre escondida da família. “Eu realmente queria falar do meu interesse de cantar como profissão, mas eu sabia que se fizesse, meu pai ia surtar”, contou em sua autobiografia. 
No final dos anos 1940, Ruth fugiu de casa com seu amado Jimmy Earle Brown (de quem herdou o nome), e começaram a se apresentar juntos. Depois, tocou com Lucky Millinder, mas foi demitida e deixada em Washington sem um tostão. Começou a apresentar-se em bares em troca de gorjetas, e chamou a atenção de olheiros da Atlantic Records. Fechou contrato em 1949. 

Ruth Brown, uma das pioneiras do Rhythm& Blues 

Na Atlantic, Ruth estourou - e durante um tempo a gravadora foi chamada de “a casa que Ruth construiu”. Lançou mais de 100 faixas, e conseguiu vários sucessos No1. Começou a fazer turnê pelos EUA, o que, para ela, garantiu visibilidade. “Um dos motivos da minha popularidade era que eu estava envolvida - era visível. Uma das poucas artistas mulheres que tocou no Sul (parte conservadora dos EUA). Em todo lugar que tinha um palco, eu estava”, contou. Mas ainda enfrentava dificuldades, como ter que alugar casas para dormir e ter que se trocar no carro por negarem camarins. 
No começo da década de 1970, Ruth sofreu um baque - ela não recebia dinheiro pelos seus sucessos. Começou a trabalhar no que podia - motorista de ônibus, ajudante de idosos, babá - “fazia de tudo para manter minha casa e meus dois filhos. Fiz com dignidade e não me envergonho”. Só voltou a fazer sucesso no final da década, quando voltou a investir em R&B. E passou boa parte de sua carreira lutando pelos direitos de músicos e das mulheres. Morreu em 2006, após receber um Tony Award e entrar para o Hall da Fama do Rock em 1993. 

Fonte 
Pioneiras do Rock: conheça as mulheres que ajudaram a criar o estilo nos anos 1950 
Leah Branstetter 

21. Dia 3 de fevereiro de 1959 - O Dia que a Música morreu 

Em 3 de fevereiro de 1959, os músicos de Rock and Roll americanos Buddy Holly, Ritchie Valens e "The Big Bopper" JP Richardson morreram em um acidente de avião perto de Clear Lake, Iowa, junto com o piloto Roger Peterson. O evento mais tarde ficou conhecido como "The Day the Music Died", depois que o cantor e compositor Don McLean se referiu a ele em sua canção de 1971 "American Pie". 


Na época, Holly e sua banda, formada por Waylon Jennings, Tommy Allsup e Carl Bunch, estavam tocando na turnê "Winter Dance Party" pelo Meio - Oeste. Artistas em ascensão Valens, Richardson e Dion e os Belmonts também se juntaram à turnê. As longas viagens entre os locais a bordo dos ônibus de turismo frios e desconfortáveis afetaram negativamente os artistas, com casos de gripe e até congelamento. 
Depois de parar em Clear Lake para se apresentar, e frustrada por tais condições, Holly escolheu alugar um avião para chegar ao próximo local em Moorhead, Minnesota. Richardson, sofrendo de gripe, trocou de lugar com Jennings, tomando seu assento no avião, enquanto Allsup perdeu seu assento para Valens em um cara ou coroa. Logo após a decolagem, tarde da noite e em péssimas condições climáticas de inverno, o piloto perdeu o controle da aeronave leve, um Beechcraft Bonanza, que posteriormente caiu em um milharal, matando os quatro a bordo. 
O evento já foi mencionado em várias canções e filmes. Vários monumentos foram erguidos no local do acidente e em Clear Lake, onde um concerto memorial anual também é realizado no Surf Ballroom, o local que hospedou as últimas apresentações dos artistas. 

a) Bastidores 

Buddy Holly encerrou sua associação com os Crickets em novembro de 1958. Para o início da turnê "Winter Dance Party", ele montou uma banda composta por Waylon Jennings (baixo), Tommy Allsup (guitarra) e Carl Bunch (bateria), com os vocais de abertura de Frankie Sardo. A turnê foi programada para cobrir 24 cidades do meio-Oeste em alguns dias. O novo artista de sucesso Ritchie Valens, "The Big Bopper" JP Richardson e Dion DiMucci (e sua banda The Belmonts) juntaram-se à turnê para promover suas gravações e obter um lucro extra. 


A turnê de 1959 começou em Milwaukee, Wisconsin, em 23 de janeiro e a apresentação em Clear Lake em 2 de fevereiro foi a décima primeira de 24 locações programadas. A quantidade de viagens logo se tornou um problema logístico. As distâncias entre os locais não foram devidamente consideradas quando as apresentações foram programadas; em vez de "circular" em torno do meio-Oeste para cada cidade, o passeio serpenteava erraticamente pela região, com distâncias entre as cidades de mais de 400 milhas (640 km). A General Artists Corporation, a organização que reservou a turnê, mais tarde recebeu críticas consideráveis por seu aparente desprezo total pelas condições que forçaram os músicos em turnê a suportar: 

Eles não se importaram. Era como se eles atirassem dardos em um mapa ... 
O passeio do inferno - foi assim que eles o chamaram - e não é um nome ruim. 
Historiador de Buddy Holly Bill Griggs 

Todos os músicos viajavam juntos em um ônibus, embora os ônibus usados para a turnê fossem totalmente inadequados, quebrando e sendo substituídos com frequência. Griggs estima que cinco ônibus separados foram usados nos primeiros onze dias da excursão - "ônibus escolares recondicionados, não bons o suficiente para crianças em idade escolar". Os próprios artistas eram responsáveis por carregar e descarregar o equipamento em cada parada, já que nenhuma equipe rodoviária os ajudava. Para piorar a situação, os ônibus não estavam equipados para o clima, que consistia em neve até a cintura em várias áreas e temperaturas variando de 20 ° F (−7 ° C) a tão baixas quanto −36 ° F (−38° C). O ônibus tinha um sistema de aquecimento que apresentou defeito logo após o início da turnê, em Appleton, Wisconsin. 

Cartaz do show no Old Pine Theatre 

Mais tarde, Richardson e Valens começaram a sentir sintomas semelhantes aos da gripe e o baterista Bunch foi hospitalizado por causa de pés congelados, depois que o ônibus da turnê quebrou no meio da rodovia em temperaturas abaixo de zero perto de Ironwood, Michigan. Os músicos substituíram aquele ônibus por outro escolar e continuaram viajando. Depois que Bunch foi hospitalizado, Carlo Mastrangelo dos Belmonts assumiu as funções de baterista. Quando Dion e The Belmonts estavam se apresentando, o assento da bateria foi ocupado por Valens ou Holly. Como o grupo de Holly foi a banda de apoio para todos os atos, Holly, Valens e DiMucci se revezaram tocando bateria um para o outro nas apresentações em Green Bay, Wisconsin, eClear Lake, Iowa. 
Na segunda-feira, 2 de fevereiro, a turnê chegou a Clear Lake, a oeste de Mason City, depois de percorrer 350 milhas (560 km) do show do dia anterior em Green Bay. A cidade no norte de Iowa não tinha sido uma parada programada; os promotores da turnê esperavam preencher a data de abertura e chamaram o gerente do Surf Ballroom local, CarRoll Anderson (1920–2006), e lhe ofereceram o show. Ele aceitou e eles prepararam o show para aquela noite. Quando Holly chegou ao local naquela noite, ele estava frustrado com os problemas contínuos com o ônibus. O próximo destino programado depois de Clear Lake foi Moorhead, Minnesota, uma viagem de 365 milhas (590 km) de norte a noroeste (e, refletindo o mau planejamento, uma jornada que os levaria diretamente de volta por duas cidades que eles já haviam tocado na semana passada), pois no dia seguinte, eles estavam programados para viajar de volta quase diretamente para o sul, para Sioux City, Iowa, uma viagem de 325 milhas (520 km). 

Ritchie Valens tocando no Winter Dance Party 

Holly fretou um avião para voar ele e sua banda para Fargo, Dakota do Norte, que fica ao lado de Moorhead. O resto do grupo o teria apanhado em Moorhead, poupando-lhe a viagem de ônibus e dando-lhe tempo para descansar um pouco. Eles estavam indo para Moorhead para uma performance de rádio na estação KFGO com o DJ Charlie Boone. 

b) Arranjos de Voo 

Anderson ligou para Hubert Jerry Dwyer (1930–2016), proprietário do Dwyer Flying Service em Mason City, para fretar o avião para voar para o Aeroporto Hector de Fargo, o mais próximo de Moorhead. Os preparativos para o vôo foram feitos com Roger Peterson, um piloto local de 21 anos descrito como um "jovem casado que construiu sua vida em torno do vôo." 

Buddy Holy no Winter Dance Party 

O serviço de vôo cobrava uma taxa de $ 36 por passageiro para o voo do Beechcraft 35 Bonanza monomotor de cauda em V 1947 (registro N3794N), que acomodava três passageiros mais o piloto. Um equívoco popular, originado da canção homônima de Don McLean sobre o acidente, era que o avião se chamava American Pie; nenhum registro existe de qualquer nome dado a N3794N. 

Beechcraft 35 Bonanza 

A versão mais aceita dos eventos foi que Richardson contraiu gripe durante a turnê e pediu a Jennings seu assento no avião. Quando Holly soube que Jennings não voaria, ele disse de brincadeira: "Bem, espero que seu velho ônibus congele." Jennings respondeu: "Bem, espero que seu velho avião caia", uma resposta bem-humorada, mas malfadada, que o perseguiu pelo resto de sua vida. Valens, que já tinha um medo de voar, perguntou Allsup se ele queria pegar o seu assento no avião. Os dois concordaram em jogar uma moeda para decidir. Bob Hale, um disc-jóquei do KRIB-AM de Mason City, estava apresentando o concerto naquela noite e jogou a moeda na sala do palco ao lado do salão de baile, pouco antes de os músicos partirem para o aeroporto. Valens ganhou o sorteio para o assento no vôo. 
Em contradição com o testemunho de Allsup e Jennings, Dion disse desde então que Holly o abordou junto com Valens e Richardson para entrar no vôo, não os companheiros de banda de Holly. Em uma entrevista de 2009, Dion disse que Holly chamou ele, Valens e Richardson em um camarim vazio durante a apresentação de Sardo e disse "Eu aluguei um avião, somos os caras que estão ganhando dinheiro (devemos ser os que voam à frente) ... o único problema é que há apenas dois lugares disponíveis." De acordo com Dion, foi Valens, não Richardson, que adoeceu, então Valens e Dion jogaram uma moeda pelo assento. Em sua entrevista, nenhuma menção é feita de Jennings ou Allsup serem convidados para o avião. Dion disse que ganhou o sorteio, mas acabou decidindo que desde a tarifa de $ 36 (equivalente a $ 320 em 2019) igualava o aluguel mensal que seus pais pagavam pelo apartamento de sua infância, ele não poderia justificar a indulgência. 

c) Decolagem e Acidente 

Depois que o show terminou, Anderson dirigiu Holly, Valens e Richardson para o vizinho Aeroporto Municipal de Mason City, cuja elevação é de 1.214 pés (370 m) AMSL. O clima no momento da partida foi relatado como neve leve, teto de 3.000 pés (900 m) AMSL com céu obscurecido, visibilidade de 6 milhas (10 km) e ventos de 20 a 30 mph (32 a 48 km / h). Embora a deterioração do tempo tenha sido relatada ao longo da rota planejada, as informações meteorológicas que Peterson recebeu não transmitiram a informação. 

Parte dos destroços do Bonanza 

O avião decolou normalmente da pista 17 (pista de hoje 18) às 12h55 CST na terça-feira, 3 de fevereiro. Dwyer testemunhou a decolagem para o norte de uma plataforma fora da torre de controle. Ele foi capaz de ver claramente a luz traseira da aeronave durante a maior parte do breve vôo, que começou com uma curva inicial à esquerda para um rumo noroeste e uma subida para 800 pés (240 m) AGL. A luz da cauda foi então observada descendo gradualmente até desaparecer. Por volta da 1h, quando Peterson não conseguiu fazer o contato de rádio esperado, repetidas tentativas de estabelecer comunicação foram feitas, a pedido de Dwyer, pelo operador de rádio, mas sem sucesso. 

Outro ângulo dos destroços da aeronave 

Mais tarde naquela manhã, Dwyer, sem ouvir nenhuma palavra de Peterson desde sua partida, decolou em outro avião para refazer a rota planejada de Peterson. Em poucos minutos, por volta das 9h35, ele avistou os destroços a menos de 10 km a noroeste do aeroporto. O escritório do xerife, alertado por Dwyer, despachou o deputado Bill McGill, que dirigiu até o local do acidente, um milharal pertencente a Albert Juhl. 
O Bonanza havia impactado o terreno em alta velocidade, estimada em cerca de 170 mph (270 km / h), inclinado abruptamente para a direita e com o nariz para baixo. A ponta da asa direita atingiu o solo primeiro, fazendo a aeronave rodopiar pelo campo congelado por 540 pés (160 m), antes de parar contra uma cerca de arame na extremidade da propriedade de Juhl. Os corpos de Holly e Valens foram ejetados da fuselagem e estavam perto dos destroços do avião. O corpo de Richardson foi jogado por cima da cerca e no milharal do vizinho de Juhl, Oscar Moffett, enquanto o corpo de Peterson ficou preso nos destroços. Com o resto da comitiva a caminho de Minnesota, Anderson, que havia levado o grupo ao aeroporto e testemunhado a decolagem do avião, teve que identificar os corpos dos músicos. O legista do condado, Ralph Smiley, certificou que todas as quatro vítimas morreram instantaneamente, citando a causa da morte como " trauma grave no cérebro" para os três artistas e "dano cerebral" para o piloto. 


d) Rescaldo 

A esposa grávida de Holly, María Elena, soube de sua morte por meio de um noticiário de televisão. Viúva após apenas seis meses de casamento, ela sofreu um aborto espontâneo pouco depois, supostamente devido a um " trauma psicológico ". A mãe de Holly, ao ouvir a notícia no rádio em sua casa em Lubbock, Texas, gritou e desmaiou. 

Maria Elena e Buddy Holy 

Apesar da tragédia, a turnê "Winter Dance Party" continuou. Bobby Vee, de quinze anos, recebeu a tarefa de substituir Holly na próxima apresentação agendada em Moorhead, em parte porque ele "sabia todas as letras de todas as canções". Jennings e Allsup continuaram por mais duas semanas, com Jennings tomando o lugar de Holly como vocalista. 
Enquanto isso, os funerais das vítimas foram realizados individualmente. Holly e Richardson foram enterrados no Texas, Valens na Califórnia e Peterson em Iowa. A viúva de Holly, María Elena, não compareceu ao funeral. Ela disse mais tarde em uma entrevista: "De certa forma, eu me culpo. Não estava me sentindo bem quando ele foi embora. Eu estava grávida de duas semanas e queria que Buddy ficasse comigo, mas ele tinha agendado essa turnê. Foi a única vez que não estive com ele. E me culpo porque sei que, se eu tivesse ido junto, Buddy nunca teria entrado naquele avião. " 

e) Investigação oficial 

A investigação oficial foi realizada pelo Civil Aeronautics Board (CAB, precursor do NTSB). Descobriu-se que Peterson tinha mais de quatro anos de experiência de voo, dos quais um foi na Dwyer Flying Service, e acumulou 711 horas de voo, das quais 128 foram em Bonanzas. Ele também havia registrado 52 horas de treinamento de vôo por instrumentos, embora tivesse passado apenas no exame escrito, e ainda não estava qualificado para operar em condições meteorológicas que exigiam o vôo apenas por referência a instrumentos. 

Bobby Vee 

Ele e a própria Dwyer Flying Service foram certificados para operar apenas de acordo com as regras de voo visual, que essencialmente requerem que o piloto seja capaz de ver para onde está indo. No entanto, na noite do acidente, o vôo visual teria sido virtualmente impossível devido às nuvens baixas, à falta de um horizonte visível e à ausência de luzes de solo sobre a área escassamente povoada. Além disso, Peterson, que falhou em uma verificação de instrumentos nove meses antes do acidente, recebeu seu treinamento de instrumentos em aviões equipados com um horizonte artificial convencional como fonte de informações de atitude da aeronave, enquanto o N3794N estava equipado com um Sperry de tipo mais antigo Giroscópio de atitude F3. Crucialmente, os dois tipos de instrumentos exibem a mesma atitude de inclinação da aeronave e informações de maneiras graficamente opostas. Outro fator que contribuiu foi o briefing meteorológico "seriamente inadequado" fornecido a Peterson, que "nem mesmo mencionou as condições adversas de vôo que deveriam ter sido destacadas." O CAB concluiu que a causa provável do acidente foi "a decisão imprudente do piloto" de tentar um vôo que exigia habilidades que ele não possuía. 

f) Investigações subsequentes 

Em 6 de março de 2007, em Beaumont, Texas, o corpo de Richardson foi exumado para novo sepultamento. Isso ocorreu devido ao Sinal Histórico do Estado do Texas ter sido concedido ao Big Bopper, e uma estátua de bronze foi posteriormente erguida em seu túmulo. O cemitério Forest Lawn não permitia monumentos acima do solo naquele local específico, e seu corpo foi transferido às custas do cemitério para outra área que fosse mais adequada. Como o corpo seria colocado em um novo caixão enquanto estava acima do solo, o filho do músico, Jay Perry Richardson, aproveitou a oportunidade para reexaminar o corpo de seu pai para verificar as descobertas do legista original e perguntou ao antropólogo forense William M. Basspara realizar o procedimento. Um rumor de longa data em torno do acidente, que este reexame procurou confirmar ou dissipar, afirmava que um disparo acidental de arma de fogo ocorreu a bordo da aeronave e causou o acidente. Outra teoria de longa data supôs que Richardson inicialmente sobreviveu ao acidente e posteriormente rastejou para fora dos destroços em busca de ajuda antes de sucumbir aos ferimentos, devido ao fato de que seu corpo foi encontrado mais longe do avião do que as outras vítimas. Bass e sua equipe tiraram várias radiografias do corpo de Richardson e finalmente concluíram que o músico havia realmente morrido instantaneamente de fraturas extensas e impossíveis de sobreviver em praticamente todos os ossos de seu corpo. Nenhum vestígio de chumbo foi encontrado ou qualquer bala, nem qualquer indicação de que ele havia sido baleado. O relatório original de 1959 do Coroner Smiley foi, portanto, confirmado como preciso. 
Em março de 2015, o National Transportation Safety Board (NTSB) recebeu um pedido para reabrir a investigação sobre o acidente. O pedido foi feito por LJ Coon, um piloto aposentado da Nova Inglaterra que sentiu que a conclusão da investigação de 1959 era imprecisa. Coon suspeitou de uma possível falha do ruddervator direito (Ruddervators são as superfícies de controle de um avião com uma configuração com cauda em “V”, o que é o caso do Bonanza 35) ou um problema com o sistema de combustível, bem como uma possível distribuição de peso inadequada. Coon também argumentou que Peterson pode ter tentado pousar o avião e que seus esforços deveriam ser reconhecidos. O NTSB recusou o pedido em abril de 2015, dizendo que as provas apresentadas por Coon eram insuficientes para merecer a reconsideração das conclusões originais. 

g) Legado 

g.1. Notificação das famílias das vítimas 

Após o aborto espontâneo sofrido pela esposa de Holly e as circunstâncias em que ela foi informada de sua morte, uma política foi posteriormente adotada pelas autoridades de não revelar os nomes das vítimas até que suas famílias fossem informadas. 

g.2. Memoriais 

Um serviço memorial para Peterson foi realizado na Igreja Luterana Redentor em Ventura, Iowa, em 5 de fevereiro. Um funeral foi realizado no dia seguinte na Igreja Luterana de São Paulo em sua cidade natal Alta; Peterson foi enterrado no Cemitério Buena Vista Memorial nas proximidades de Storm Lake. 

g.3. Filmes 

O acidente é mencionado no filme biográfico The Buddy Holly Story (1978). 
Os preparativos para o acidente e suas consequências também são retratados no filme biográfico de Ritchie Valens, La Bamba (1987). 


The Buddy Holly Story (1978) Original Trailer 



The Buddy Holly Story Full Movie HQ Columbia 



La Bamba - Official Trailer 1987 



g.4. Concertos memoriais 

Fãs de Holly, Valens e Richardson têm se reunido para concertos memoriais anuais no Surf Ballroom em Clear Lake desde 1979. O concerto de 50 anos ocorreu em 2 de fevereiro de 2009, com Delbert McClinton, Joe Ely, Wanda Jackson, Los Lobos, Chris Montez, Bobby Vee, Graham Nash, Peter e Gordon, Tommy Allsup e uma banda da casa com Chuck Leavell, James "Hutch" Hutchinson, Bobby Keys e Kenny Aronoff. Jay P. Richardson, o filho do Big Bopper, estava entre os artistas participantes, e Bob Hale era o mestre de cerimônias, assim como no concerto de 1959. 

g.5. Monumentos 

Em junho de 1988, um memorial de granito de 1,2 m de altura com os nomes de Peterson e os três artistas foi dedicado fora do Surf Ballroom com a viúva de Peterson, pais e irmã presentes; o evento marcou a primeira vez que as famílias de Holly, Richardson, Valens e Peterson se reuniram. 
Em 1989, Ken Paquette, um fã de Wisconsin da década de 1950, fez um monumento de aço inoxidável que mostra uma guitarra e um conjunto de três discos com os nomes dos três artistas mortos no acidente. O monumento está localizado em uma fazenda particular, cerca de 400 metros a oeste da interseção da 315th Street com a Gull Avenue, cinco milhas (8 km) ao norte de Clear Lake. Naquela interseção, um grande conjunto de aço cortado a plasma de óculos estilo Wayfarer, semelhantes aos que Holly usava, marca o ponto de acesso ao local do acidente. 
Paquette também criou um monumento de aço inoxidável semelhante para os três músicos localizados fora do Riverside Ballroom em Green Bay, Wisconsin, onde Holly, Richardson e Valens fizeram seu penúltimo show em 1º de fevereiro. Este segundo memorial foi inaugurado em 17 de julho de 2003. Em fevereiro de 2009, um outro memorial feito por Paquette para Peterson foi inaugurado no local do acidente. 

g.6. Estradas 

Uma estrada que se origina perto do Surf Ballroom, se estendendo ao norte e passando a oeste do local do acidente, agora é conhecida como Buddy Holly Place. 

g.7. Canções 

• Tommy Dee gravou " Three Stars " (1959), em homenagem aos músicos. 
• Em 1961, Mike Berry gravou " Tribute to Buddy Holly ", que descreve a noite do voo. Ele alcançou a posição 24 no UK Singles Chart e foi notoriamente banido pela BBC por ser "muito mórbido". 
• Dion gravou "Hug My Radiator", que faz referência ao "ônibus quebrado" e ao frio que os artistas experimentaram na turnê. A música não faz referência direta aos três performers que morreram, mas Dion disse, em entrevistas, que a música é uma memória da turnê e que ele também quase entrou no avião que caiu, mas era muito caro. 


Tommy Dee – Three Stars The Day The Music Died! 1959 



Mike Berry - A Tribute to Buddy Holly 



Hug My Radiator - Dion 



g.8. American Pie 

"American Pie" é uma canção de folk-Rock lançada pelo cantor e compositor Don McLean. 
Gravado para o álbum American Pie em 1971, este single alcançou o 1° lugar das paradas de sucesso dos EUA em 1972, permanecendo nesta posição por quatro semanas. Foi relançado em 1991, alcançando a 12ª colocação no Reino Unido. 


American Pie - Don McLean 



American Pie Don McLean Full Length 1989 Video from Original 1971 Song 



A canção relembra o "dia em que a música morreu" - o acidente aéreo ocorrido em 3 de fevereiro de 1959 que tirou as vidas de Buddy Holly, Ritchie Valens, The Big Bopper e do piloto Roger Peterson. 

g.8.1. Bastidores e Interpretações 

A canção é reconhecida por sua letra enigmática, sujeita desde seu lançamento a vários questionamentos e interpretações. Embora McLean tenha dedicado o álbum American Pie a Buddy Holly, nenhum dos músicos mortos no acidente de avião são identificados pelo nome na canção. 

Don McLean 

Quando perguntado qual era o significado de "American Pie", McLean respondeu, "Significa que nunca mais vou precisar trabalhar". Em outra ocasião, ele afirmou mais seriamente: 
“Você encontra muitas explicações sobre minhas letras, nenhuma delas feitas por mim... sinto deixar todos vocês assim no escuro, mas descobri há muito tempo que compositores devem se expressar e seguir em frente, mantendo um silêncio respeitoso”. 
McLean sempre evitou responder a perguntas específicas sobre o significado da letra ("Está além de qualquer análise. É poesia."), exceto para confirmar que ele ficou sabendo da morte de Buddy Holly enquanto trabalhava como entregador de jornais na manhã de 3 de fevereiro de 1959 (referenciado no verso "February made me shiver/with every paper I'd deliver" — "Fevereiro me dava calafrios / A cada jornal que eu entregava"). Ele também afirmou em um editorial publicado em 2009, no 50° aniversário do acidente, que compor o primeiro verso da canção exorcizou a tristeza que ele continuava a sentir pela morte de Holly. 


Don McLean On The Meaning Of ‘American Pie’ | Studio 10 



g.8.2. Versões 

Diversas versões cover de "American Pie" foram lançadas ao longo dos anos. Um dos primeiros registros é uma versão em espanhol que apareceu no México em 1971, cantada pelo dublador Francisco Colmenero. A primeira versão em inglês só foi lançada no ano seguinte pelo grupo The Brady Bunch. Outra versão em espanhol foi gravada em 1984 pelo cantor nicaraguense Hernaldo Zúñiga, versão esta regravada por Eduardo Fonseca em 2000. 


The Brady Bunch - American Pie 



A banda de ska punk Catch 22 transformou-a numa melodia ska que se tornou um dos destaques de seus shows, enquanto a banda de Rock alternativo Killdozer lançava uma paródia em ritmo pesado em 1989. 


Catch 22 – American Pie 



Killdozer - American Pie (Club X - 1989) 



Outras versões foram lançadas pelos cantores Chris de Burgh e Leslie Cheung e pelo grupo vocal King's Singers, entre muitos outros. 


Chris de Burgh - American Pie Live with Band 



g.8.3. Recepção 

Lançada em março de 2000, a música foi um sucesso mundial, alcançando a primeira posição em muitos países, incluindo Reino Unido, Austrália, Islândia, Itália, Alemanha, Suíça, Áustria e Finlândia. A música foi o 19º single mais vendido de 2000 no Reino Unido e o nono single mais vendido de 2000 na Suécia. O single não foi lançado comercialmente nos Estados Unidos, mas alcançou o 29º lugar na Billboard Hot 100 devido ao forte airplay de rádio. 


The Plane Crash that Claimed Three Rock Legends 



What Really Happened the Day the Music Died 



A NME fez uma crítica negativa, dizendo que era "cotão de sub-karaokê" e que "é uma bênção que ela não se incomodou em gravar a coisa toda". Chuck Taylor, da Billboard, por outro lado, ficou impressionado com a gravação e comentou: "Aplausos a Madonna por não se interessar pelas tendências temporárias de hoje e por desafiar os programadores a ampliar suas listas de reprodução. No geral, uma boa prévia da trilha sonora futura de The Next Best Thing." O próprio Don McLean elogiou o cover, dizendo que era "um presente de uma deusa", e que sua versão é "mística e sensual". Ele também disse brincando: "Isso significa que, se eu não quiser, não precisarei trabalhar novamente. A Official Charts Company declarou que a música havia vendido 385,000 cópias no Reino Unido e foi o 16º single mais vendido até hoje no país. 


22. O Fim da Primeira Onda 

Depois de toda essa revolução cultural e midiática, representantes da sociedade americana começou a “mexer seus pauzinhos” para domar o monstro que se insurgiu contra eles. 1959 começava a marcar a derrocada da Primeira Onda. 
Veja os fatos mais marcantes: 

• Com a explosão do caso da Payola (algo como “jabá”), ou seja, suborno pago por Disc Jockeys para que o Rock fosse divulgado, Allan Freed, o homem que batizou o Rock foi uma das primeiras vítimas da reação do establishment. Após a inclusão de seu nome no rol dos que usavam a Payola, caiu em desgraça e veio a falecer vítima de alcoolismo em 1965 

• Elvis Presley foi ludibriado por seu empresário e se apresentou ao serviço militar americano, como “exemplo cívico aos jovens”. John Lennon, anos mais tarde comentou: “Elvis morreu quando entrou para o exército”. 

• No dia 3 de fevereiro desse fatídico ano, Buddy Holly, Ritchie Vallens e Big Bopper morreram num acidente de avião no evento conhecido como “O Dia em que a Música Morreu” (veja mais detalhes aqui). 

• Little Richard, após um pesadelo que teve, com uma visão de que devia se converter, abandonou os palcos e se tornou ministro cristão. 

• Chuck Berry foi preso ao se envolver, supostamente, com uma garota menor de idade e sentenciado a quatro anos de reclusão. 

• Surgiu uma geração mais maleável e contida de cantores jovens chamados Teen Idols. Eram eles: Fabian, Frankie Avalon, Connie Francis, Brenda Lee, Pat Boone, Neil Sedaka, Paul Anka, entre outros 

• O fim estratégico de algumas bandas como Bill Haley & The Comets. 

• O êxodo de artistas para a Inglaterra, como Eddie Cochran e Gene Vincent, onde àquela altura eram aclamados pelos jovens 

Se houve ou não alguma conspiração para que o Rock levasse um golpe tão cruel ninguém sabe, mas naquele momento, a sociedade quadrada venceu e comemorou. O Rock and Roll rebelde, como se conhecia, estava morto. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, na Terra da Rainha, estava sendo preparada sua “ressurreição” 


23. Timeline do Rock nos Anos 50 

a) Gêneros 

Em abril de 1956, Elvis Presley liderou as paradas pop com seu primeiro single da RCA, "Heartbreak Hotel". No final do ano, ele seria o primeiro artista a ter nove singles no 

a.1. Rhythm & Blues 

Fats Domino, Little Richard, Professor Longhair, Johnny Otis, Hank Ballard, Ruth Brown, Big Joe Turner, The Clovers, The Platters, Bo Diddley, Chuck Berry, Ray Charles, Lloyd Price, The Dominoes, Bill Black, Johnny Ace, BB King, The Drifters 

a.2. Pré-Rock / Pop 

Doris Day, Mitch Miller, Percy Faith, Nat King Cole, Frankie Laine, Rosemary Clooney, Frank Sinatra, Tony Bennett, Perry Como, Johnny Mathis, Eddie Fisher, The Four Aces, Patti Page, Rosemary Clooney, Jo Stafford, Kay Starr, Dean Martin, Pat Boone 

a.3. Folk Revival 

Pete Seeger, The Weavers, The Kingston Trio, Guy Mitchell, Odetta, Harry Belafonte, The Brothers Four, Chad Mitchell Trio 

a.4. Doo Wop 

The Orioles, The Charms, The Clovers, The Penguins, The Crows, The Five Satins, The Moonlows, The Del-Vikings, The Diamonds, Frankie Lymon & The Teenagers 

a.5. Rock & Roll / Rockabilly 

Elvis Presley, Gene Vincent, Carl Perkins, Eddie Cochran, Bill Haley & His Comets, Buddy Holly, The Everly Brothers, Jerry Lee Lewis, Johnny Burnette e The Rock n 'Roll Trio, Wanda Jackson, Ritchie Valens , Johnny Cash 

b) Os 100 singles mais vendidos no mundo nos Anos 50 

1 Bill Haley & his Comets - Rock Around the Clock - 1955 
2 Elvis Presley - Jailhouse Rock - 1957 
3 Jo Stafford - You Belong to Me - 1952 
4 Doris Day - Whatever will be will be - 1956 
5 Rocco Granata - Marina - 1959 
6 The Kingston Trio - Tom Dooley - 1958 
7 Anton Karas - Third Man Theme - 1950 
8 Bobby Darin - Mack the Knife - 1959 
9 Al Martino - Here in My Heart - 1952 
10 Nat King Cole - Mona Lisa - 1950 
11 Teresa Brewer - (Put Another Nickel In) Music! Music! Music! - 1950 
12 Patti Page - Tennessee Waltz - 1950 
13 Les Paul & Mary Ford - Vaya Con Dios (may God Be With You) - 1953 
14 Fats Domino - Blueberry Hill - 1956 
15 Jerry Lee Lewis - Great Balls of Fire - 1957 
16 The Chordettes - Mister Sandman - 1954 
17 Nat King Cole - Too Young - 1951 
18 Vera Lynn - Auf Wiederseh'n Sweetheart - 1952 
19 Doris Day - Secret Love - 1954 
20 Elvis Presley - Hound Dog - 1956 
21 Tennessee Ernie Ford - Sixteen Tons - 1955 
22 Nat King Cole - Unforgettable - 1951 
23 The Crew-Cuts - Sh-Boom (Life Could Be a Dream) - 1954 
24 The Platters - Only You (And You Alone) - 1955 
25 Paul Anka - Diana - 1957 
26 Tony Bennett - Stranger in Paradise - 1953 
27 The Platters - Smoke Gets in Your Eyes - 1959 
28 Elvis Presley - Heartbreak Hotel - 1956 
29 Johnnie Ray - Cry - 1951 
30 Perez Prado - Cherry Pink & Apple Blossom White - 1955 
31 Perry Como - Don't Let the Stars Get in Your Eyes - 1953 
32 Harry Belafonte - Banana Boat Song - 1957 
33 Elvis Presley - Don't Be Cruel - 1956 
34 Domenico Modugno - Volare - 1958 
35 Elvis Presley - All Shook Up - 1957 
36 Kitty Kallen - Little Things Mean a Lot - 1954 
37 Pat Boone - Love Letters in the Sand - 1957 
38 Dean Martin - Memories Are Made of This - 1956 
39 The Kalin Twins - When - 1958 
40 Frankie Avalon - Venus - 1959 
41 The Platters - The Great Pretender - 1956 
42 Doris Day - Bewitched (bothered & bewildered) - 1950 
43 Phil Harris - The Thing - 1950 
44 Four Aces - Love is a Many Splendoured Thing - 1955 
45 Rosemary Clooney - Hey There - 1954 
46 The Diamonds - Little Darlin' - 1957 
47 Patti Page - How Much is That Doggy in the Window? - 1953 
48 Eddie Fisher - I'm Walking Behind You - 1953 
49 Guy Mitchell - Singing The Blues - 1956 
50 Elvis Presley - (Now & then There's) A Fool Such As I - 1959 
51 The Everly Brothers - Bird Dog - 1958 
52 Dean Martin - That's Amore - 1953 
53 Perez Prado - Patricia - 1958 
54 Don Cornell - Hold My Hand - 1954 
55 Les Paul & Mary Ford - How High the Moon - 1951 
56 The Crickets - That'll Be the Day - 1957 
57 Rosemary Clooney - Mambo Italiano - 1954 
58 Percy Faith - The Song From Moulin Rouge (Where Is Your Heart) 
59 Frankie Laine - I Believe - 1953 
60 Gordon Jenkins & The Weavers - Goodnight, Irene - 1950 
61 Les Paul & Mary Ford - Mockin' Bird Hill - 1951 
62 Champs - Tequila - 1958 
63 Chuck Berry - Johnny B Goode - 1958 
64 Jimmy Boyd - I Saw Mommy Kissing Santa Claus - 1952 
65 Percy Faith - Delicado - 1952 
66 Johnnie Ray - Just Walkin' in the Rain - 1956 
67 Four Aces - Three Coins in the Fountain - 1954 
68 Al Hibbler - Unchained Melody - 1955 
69 Perry Como - Wanted - 1954 
70 The Everly Brothers - All I Have to Do is Dream - 1958 
71 Tony Bennett - Because of You - 1951 
72 Conway Twitty - It's Only Make Believe - 1958 
73 Eddie Fisher - I Need You Now - 1954 
74 Eddie Fisher - Oh My Papa (O Mein Papa) - 1954 
75 Kay Starr - Wheel of Fortune - 1952 
76 The Platters - My Prayer - 1956 
77 Mario Lanza - Be My Love - 1951 
78 Debbie Reynolds - Tammy - 1957 
79 Cliff Richard - Living Doll - 1959 
80 Tony Bennett - Rags to Riches - 1953 
81 Johnny Horton - Battle of New Orleans - 1959 
82 Paul Anka - Lonely Boy - 1959 
83 Rosemary Clooney - Half As Much - 1952 
84 The Andrews Sisters - I Can Dream, Can't I? - 1950 
85 Perry Como - If (They Made Me a King) - 1951 
86 Elvis Presley - Love Me Tender - 1956 
87 Billy Eckstine - My Foolish Heart - 1950 
88 Little Richard - Long Tall Sally - 1956 
89 Jerry Lee Lewis - Whole Lotta Shakin' Goin' On - 1957 
90 Billy Vaughn - Sail Along Silvery Moon - 1958 
91 The Everly Brothers - Bye Bye Love - 1957 
92 Neil Sedaka - Oh Carol - 1959 
93 Nat King Cole - Pretend - 1953 
94 Four Aces - Mister Sandman - 1955 
95 Tony Bennett - Cold, Cold Heart - 1951 
96 Tommy Edwards - It's All in the Game - 1958 
97 Rosemary Clooney - This Ole House - 1954 
98 Frankie Lymon & The Teenagers - Why Do Fools Fall in Love? - 1956 
99 Elvis Presley - (Let Me Be Your) Teddy Bear - 1957 
100 Mel Blanc - I Taut I Taw A Puddy Tat - 1951 

c) Os principais artistas dos Anos 50 

1 Elvis Presley 
2 Frank Sinatra 
3 Nat King Cole 
4 Miles Davis 
5 Perry Como 
6 Harry Belafonte 
7 Bill Haley e seus cometas 
8 Johnny Mathis 
9 Monge Thelonious 
10 Frankie Laine 
11 Doris Day 
12 Pat Boone 
13 Fats Domino 
14 Eddie Fisher 
15 Ella Fitzgerald 
16 Patti Page 
17 Louis Armstrong 
18 The Platters 
19 Dean Martin 
20 Dave Brubeck 
21 Tony Bennett 
22 The Kingston Trio 
23 Quatro Ases 
24 Little Richard 
25 Chuck Berry 
26 Sonny Rollins 
27 Art Blakey 
28 Johnnie Ray 
29 Duke Ellington 
30 Sarah Vaughan 
31 Mitch Miller 
32 Hank Williams 
33 Mantovani 
34 Bing Crosby 
35 Rosemary Clooney 
36 Mario Lanza 
37 The Everly Brothers 
38 Guy Mitchell 
39 Charles Mingus 
40 Chet Baker 
41 Paul Anka 
42 Les Paul e Mary Ford 
43 Buddy Holly 
44 Jo Stafford 
45 Jackie Gleason 
46 Ray Charles 
47 Ricky Nelson 
48 Tennessee Ernie Ford 
49 Claudio Villa 
50 Kay Starr 


24. Os Hits da Década de 50 


50s Rockabilly Stompers #1 



50s Rockabilly Stompers#2 



50s Rockabilly Stompers#3 



50s Rockabilly Stompers #4 



50's Rockabilly # 5 



50's Rockabilly # 6 



50's Rockabilly Stompers #7 



50's Rockabilly Stompers #8 



1950s Rockabilly #9 



1950s Rockabilly #10 



1950s Rockabilly #11 



1950's Rockabilly #12 



1950s Rockabilly #13 



1950s Rockabilly #14 



1950s Rockabilly#15 



1950s Rural Rockabilly Music Mix 



1950s Rock'n'Roll Allstars 



Real 1950s Rock Roll, Rockabilly dance from lindy hop! 



Chubby Checker & California Jubilee - Let's Twist Again 



55 Best Hits of 1950s - Rockabilly, Rock 'n' Roll, Rhythm & Blues 



Insane 1954 Slap Bass Rockabilly Psyco Act "The Goofers" 



The Original Stroll - February 1958 



Chubby Checker – The Twist 



Hooked On Swing Dancing 



Top 10 Rock and Roll Pioneers 



History of Rock & Roll - The 1950s (Special Edition) 



Rock & Roll Dance 1957 (American Bandstand) 



Elvis Presley with The Royal Philharmonic Orchestra - Always On My Mind 



Tina Turner & Chuck Berry - Rock n roll music 






Obrigado a todos os nossos heróis da Década de 50 que com muito suor, sangue e amor levaram adiante o Rock And Roll! 
Vocês jamais serão esquecidos por nós, seus fãs, nós manteremos viva a memória de todos vocês para a posteridade.
Obrigado por aliviarem tanto as nossas almas. 



Até o próximo encontro!