domingo, 11 de outubro de 2020

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Capítulo 9 Parte 6

A História do Rock na Década de 50


18. A Primeira Onda do Rock And Roll 

Elvis e Bill Haley abriram caminho para o advento da Primeira Onda do Rock and Roll. Na sua esteira vieram verdadeiros ídolos juvenis, a primeira leva de Rockers da história. 
São eles: 

a) Chuck Berry 


Charles Edward Anderson Berry (St. Louis, 18 de outubro de 1926 – Wentzville, 18 de março de 2017), mais conhecido como Chuck Berry, foi um cantor e compositor estadunidense, um dos pioneiros do gênero rock and roll. Com canções como "Maybellene" (1955), "Roll Over Beethoven" (1956), "Rock and Roll Music" (1957) e "Johnny B. Goode" (1958), Berry refinou e desenvolveu o rhythm and blues nos principais elementos que tornaram o rock and roll distinto. Escrevendo letras focadas na vida adolescente e no consumismo, e desenvolvendo um estilo musical que incluía solos de guitarra e espetáculo, Berry tornou-se uma grande influência na música rock subsequente. 
Nascido em uma família afro-americana de classe média em St. Louis, Missouri, Berry tinha interesse em música desde cedo e fez sua primeira apresentação pública na Sumner High School. Enquanto ainda estudante do ensino médio, ele foi condenado por assalto à mão armada e foi enviado para um reformatório, onde ficou de 1944 a 1947. Após a sua libertação, Berry se casou e trabalhou em uma fábrica de montagem de automóveis. No início de 1953, influenciado pelos riffs de guitarra e técnicas de showman do músico de blues T-Bone Walker, Berry começou a se apresentar com o Johnnie Johnson Trio. Sua virada veio quando ele viajou para Chicago em maio de 1955 e conheceu Muddy Waters, que sugeriu que ele contatasse Leonard Chess, da Chess Records. Com Chess, ele gravou "Maybellene" – adaptação de Berry da música country "Ida Red" – que vendeu mais de um milhão de cópias, alcançando o número um na parada de rhythm and blues da revista Billboard. No final da década de 1950, Berry era uma estrela consagrada, com vários álbuns de sucesso e aparições em filmes e uma lucrativa carreira de turnê. Ele também estabeleceu sua própria boate em St. Louis, Berry's Club Bandstand. No entanto, foi condenado a três anos de prisão em janeiro de 1962 por delitos sob o Mann Act – ele havia transportado uma menina de catorze anos para o outro lado do estado. Após sua libertação em 1963, teve vários outros sucessos, incluindo "No Particular Place to Go", "You Never Can Tell" e "Nadine". Mas estes não alcançaram o mesmo sucesso, ou impacto duradouro, de suas canções de 1950, e na década de 1970 ele era mais procurado como um artista nostálgico, tocando seus sucessos passados com bandas de apoio locais de qualidade variável. No entanto, em 1972, ele alcançou um novo nível de popularidade quando uma versão de "My Ding-a-Ling" se tornou seu único registro no topo das paradas. Sua insistência em ser pago em dinheiro o levou, em 1979, a quatro meses de prisão e serviço comunitário, por sonegação de impostos. 

Chuck Berry & Keith Richards 

Berry foi um dos primeiros músicos a entrar no Rock and Roll Hall of Fame em sua estreia em 1986; ele foi citado por ter "lançado as bases para não apenas um som do rock and roll, mas para a postura rock and roll". Berry está incluído em várias das listas de "maiores de todos os tempos" da revista Rolling Stone; ele ficou em quinto lugar nas listas de 2004 e 2011 dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos. As 500 músicas do Rock and Roll Hall of Fame que deram forma ao Rock and Roll incluem três de Berry: "Johnny B. Goode", "Maybellene" e "Rock and Roll Music". "Johnny B. Goode", de Berry, é a única canção de rock and roll incluída no Voyager Golden Record. Ele foi apelidado pela National Broadcasting Company como o "Pai do Rock and Roll". 

Chuck Berry no Hall of Fame Induction Show

a.1. Primeiros anos 

Nascido em St. Louis, Missouri, Berry foi o quarto filho de uma família de seis pessoas. Ele cresceu no bairro norte de St. Louis conhecido como Ville, uma área onde muitas pessoas de classe média viviam. Seu pai, Henry William Berry (1895–1987), era contratado e diácono de uma igreja batista próxima; sua mãe, Martha Bell (Banks) (1894–1980), era uma diretora de escola pública certificada. A educação de Berry permitiu que ele continuasse seu interesse pela música desde cedo. Ele fez sua primeira apresentação pública em 1941, enquanto ainda estudante da Sumner High School; ainda era estudante em 1944, quando foi preso por assalto a mão armada depois de roubar três lojas em Kansas City, e roubar um carro com alguns amigos. O relato de Berry em sua autobiografia é que seu carro quebrou e ele roubou um carro que passava com uma arma de brinquedo. Ele foi condenado e enviado para o Reformatório Intermediário para Rapazes em Algoa, perto de Jefferson City, Missouri, onde ele formou um quarteto de canto e lutou boxe. O grupo de canto tornou-se competente o suficiente para que as autoridades permitissem que se apresentassem fora do centro de detenção. 
Em 28 de outubro de 1948, Berry se casou com Themetta "Toddy" Suggs, que deu à luz a Darlin Ingrid Berry em 3 de outubro de 1950. Berry ajudou sua família assumindo vários empregos em St. Louis, trabalhando brevemente como operário em duas fábricas de montagem de automóveis e como zelador no prédio onde ele e sua esposa moravam. Depois disso, ele se formou como esteticista no Poro College of Cosmetology, fundado por Annie Turnbo Malone. Ele estava indo bem o suficiente em 1950 para comprar uma "pequena casa de tijolos de três quartos com banheiro" na Whittier Street, que agora é listada como a Casa Chuck Berry no Registro Nacional de Lugares Históricos. 
No início dos anos 1950, Berry estava trabalhando com bandas locais em clubes em St. Louis como uma fonte extra de renda. Ele tocava blues desde a adolescência e se inspirava nos riffs de guitarra e técnicas de showmanship do músico de blues T-Bone Walker. Ele também teve aulas de guitarra de seu amigo Ira Harris, que lançou as bases para seu estilo como guitarrista. 
No início de 1953, Berry estava se apresentando com o trio Johnnie Johnson, iniciando uma colaboração de longa data com o pianista. A banda tocava principalmente blues e baladas, mas a música mais popular entre os brancos da região era country. Berry escreveu: "A curiosidade me provocou a colocar muitas das nossas “coisas country” em nossa audiência predominantemente negra e alguns de nossos fãs negros começaram a sussurrar 'quem é aquele caipira negro no Cosmo?' Depois que eles riram de mim algumas vezes eles começaram a pedir as coisas caipiras e gostaram de dançar." 
O desempenho calculado de Berry, junto com uma mistura de músicas country e músicas de R&B, cantadas no estilo de Nat King Cole, com a música de Muddy Waters, trouxe um público mais amplo, particularmente pessoas brancas ricas. 

a.2. Morte 

Em 18 de março de 2017, a polícia do Condado de Saint Charles, Missouri, foi chamada à casa de Berry, perto de Wentzville, onde ele foi encontrado inconsciente. Ele foi declarado morto no local, aos 90 anos, por seu médico pessoal. O TMZ publicou uma gravação de áudio em seu site na qual o operador do plantão policial pode ser ouvido respondendo a uma chamada de "parada cardíaca" na casa de Berry. 


O funeral de Berry foi realizado em 9 de abril de 2017, no The Pageant, na cidade natal de Berry, St. Louis, Missouri. Ele foi lembrado com uma cerimônia pública da família, amigos e fãs em The Pageant, um clube de música onde ele frequentemente se apresentava, com sua guitarra vermelho-cereja presa à tampa interna do caixão e com arranjos de flores que incluíam um enviado pelos Rolling Stones em forma de guitarra. Posteriormente, foi realizado um velório privado no clube, celebrando a vida e a carreira musical de Berry, com a família Berry convidando 300 membros para a cerimônia. Gene Simmons, da banda Kiss, fez um elogio improvisado e não divulgado durante a cerimônia, enquanto Little Richard estava programado para liderar a procissão fúnebre, mas não pôde comparecer devido ao seu estado de saúde. Na noite anterior, muitos bares da região de St. Louis realizaram um brinde em massa às 10 da noite, em homenagem a Berry. 
Um dos advogados de Berry estimou que seu patrimônio valeria 50 milhões de dólares, incluindo 17 milhões em direitos autorais. A publicação musical de Berry foi responsável por 13 milhões do valor do espólio. O espólio de Berry possuía aproximadamente metade de seus créditos de composição, enquanto a BMG Rights Management controlava a outra metade; A maioria das gravações de Berry são atualmente propriedade da Universal Music Group. Em setembro de 2017, o selo Dualtone, que lançou o último álbum de Berry, Chuck, concordou em publicar todas as suas composições nos Estados Unidos. 

a.3. Discografia 

Álbuns de estúdio 

Rock, Rock, Rock (com The Moonglows e The Flamingos) (1956) 
After School Session (1957) 
One Dozen Berrys (1958) 
Chuck Berry Is on Top (1959) 
Rockin' at the Hops (1960) 
New Juke-Box Hits (1961) 
Two Great Guitars - Bo Diddley & Chuck Berry (1964) 
St. Louis to Liverpool (1964) 
Chuck Berry in London (1965) 
Fresh Berry's (1965) 
Chuck Berry's Golden Hits (1967) 
Chuck Berry in Memphis (1967) 
From St. Louie to Frisco (1968) 
Concerto In B. Goode (1969) 
Back Home (1970) 
San Francisco Dues (1971) 
The London Chuck Berry Sessions (1972) 
Bio (1973) 
Chuck Berry (1975) 
Rock It (1979) 
Chuck (2017) 

Álbuns Ao vivo 

Chuck Berry on Stage (1963) 
Live at the Fillmore Auditorium (1967) 
The London Chuck Berry Sessions (1972) 
Chuck Berry Live in Concert (1978) 
Chuck Berry Live (1981) 
Toronto Rock 'n' Roll Revival 1969 Vol. II (1982) 
Toronto Rock 'n' Roll Revival 1969 Vol. III (1982) 
Hail! Hail! Rock 'n' Roll (1987) 
Live! (2000) 
Live on Stage (2000) 
Chuck Berry - In Concert (2002) 


Chuck Berry - Johnny B. Goode (Live 1958) 



Chuck Berry - Memphis Tennessee 



Chuck Berry, Eric Clapton, Keith Richards, Etta James - Rock 'n' Roll Music 



Hail! Hail! Rock 'N' Roll - Clapton and Berry Work Out A Song 



Chuck Berry Hail! Hail! Rock 'N' Roll (1987) 



Chuck Berry Hail! Hail! Rock 'N' Roll (1987) Chuck & Keith Rehearse 



Chuck Berry, Eric Clapton, Keith Richards Jam



Chuck Berry With Bruce Springsteen & The E Street Band - Johnny B. Goode 



Chuck Berry - Rest In Peace (1926-2017) (AVO Sessions Switzerland 2007) 



b) Buddy Holly 


Charles Hardin Holley (Lubbock, 7 de setembro de 1936 – Clear Lake, 3 de fevereiro de 1959), mais conhecido como Buddy Holly, foi um influente guitarrista, cantor e compositor estadunidense e pioneiro do rock and roll. 
Embora seu sucesso tenha durado apenas um ano e meio antes de sua morte, em um acidente aéreo em 1959, conhecido como O Dia em que a Música Morreu (The Day the Music Died), em que morreram também os cantores Ritchie Valens e J.P. Richardson, Holly é descrito pelos críticos como "a força criativa mais influente dos primórdios do rock".[2] Seus trabalhos e inovações inspiraram e influenciaram tanto seus contemporâneos quanto futuros músicos, notavelmente The Beatles, The Rolling Stones, Eric Clapton, Don McLean e Bob Dylan, exercendo uma contribuição significante na música pop. 

Buddy Holly and the Crickets 

O nome de Holly foi um dos primeiros a serem incluídos no Hall da Fama do Rock and Roll quando de sua fundação em 1986. Em 2004, ele foi listado pela revista Rolling Stone na 13ª colocação entre os "Maiores Artistas de Todos os Tempos". Foi considerado o 80º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. 
Em 7 de setembro de 2011, dia em que completaria 75 anos de idade, Buddy Holly finalmente ganha sua estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. 

b.1. Biografia 

Holly nasceu em Lubbock, Texas, Estados Unidos. Os Holleys eram uma família de músicos e cedo Buddy aprendeu a tocar violino, piano e guitarra. Ainda adolescente, já tocava como profissional num duo de música country. A sua grande oportunidade surgiu quando fez a abertura de um concerto de Bill Haley and The Comets num espectáculo local. Assinou contrato pela Decca Records para uma gravação a solo, mas o seu sucesso prematuro iludiu-o. 
De volta a Lubbock, Holly formou a sua própria banda, The Crickets, e começou a gravar discos no estúdio do produtor Norman Petty em Clovis, Novo México. Entre as músicas que gravou, encontrava-se "That'll Be The Day", no qual foi buscar o título em uma frase que o ator John Wayne repetia ao longo do filme The Searchers. Norman tinha conhecimentos da indústria musical, e como acreditava que "That'll Be The Day" seria um grande sucesso, fez contatos com editoras. A Coral Records, subsidiária da Decca na época, contratou Buddy e os Crickets, pondo-o na caricata situação de ter dois contratos ao mesmo tempo. 

Buddy Holly and the Crickets 

A música de Holly era sofisticada para seus dias, incluindo o uso de novos instrumentos (para o rock and roll). Holly era um bom guitarrista rítmico, notável em músicas como "Peggy Sue" e "Not Fade Away". Holly podia fazer músicas do tipo garoto-ama-garota como o melhor de seus contemporâneos, outras músicas tinham letras mais sofisticadas, harmonias e melodias muito bem trabalhadas e complexas, que nunca foram mostradas no gênero. 
Holly também conseguiu controlar algumas das "guerras" raciais que pontuavam o rock, conseguiu ganhar uma plateia quase toda de negros, quando acidentalmente tocou no Teatro Apollo em Nova York (Diferente do que aparece no filme de sua biografia, levou muitas performances para a audiência se convencer de seu talento). 
Depois do lançamento de muitas músicas de sucesso, em março de 1958, ele e os Crickets fizeram uma turnê pela Inglaterra. Na audiência, havia dois adolescentes que futuramente entrariam para a história do rock. Um deles era um jovem chamado Paul McCartney, que depois citou Holly como uma de suas principais influências (o nome da sua banda The Beatles, foi escolhida boa parte, em função do nome da banda de Holly, The Crickets). O outro era Mick Jagger que também recebeu forte influência musical de Holly, tanto que um dos primeiros sucessos de sua banda, os Rolling Stones, foi uma versão de "Not Fade Away", e até hoje eles a tocam em suas apresentações. O estilo pessoal de Holly, mais controlado e cerebral que Elvis Presley, e mais jovial e inovador que os astros western de sua época, teve uma influência na cultura jovem nos dois lados do atlântico por décadas, refletindo particularmente na música new wave, movimento de artistas como Elvis Costello e Marshall Crenshaw, e também em bandas anteriores, como The Byrds e The Turtles. 
Buddy Holly casou-se com Maria Elena Santiago em 15 de agosto de 1958, na casa da família de Holly, em Lubbock. 

b.2. Morte 

Em 1959, Holly saiu do The Crickets e começou uma carreira solo com outros artistas famosos, incluindo os cantores Ritchie Valens e The Big Bopper. 

Surf Balroom em Clear Lake Iowa 

Depois de uma performance no dia 2 de fevereiro no Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, o pequeno avião Beechcraft Bonanza, no qual viajava com mais 2 passageiros, caiu no milharal de Albet Juhl, algumas milhas depois, às 1:05 da manhã. A queda matou Holly, Valens, Richardson e o piloto Roger Peterson. Esse evento inspirou o cantor Don McLean a criar uma popular música de 1971, chamada "American Pie", e imortalizou o dia 3 de fevereiro como "o dia em que a música morreu". Serviços de funeral foram requisitados na Igreja Batista em Lubbock, Texas, e Buddy Holly foi enterrado no Cemitério de Lubbock, Lubbock, Texas nos Estados Unidos. Sua esposa, Maria Elena Santiago, não compareceu ao enterro de Buddy. 

b.3. Tributos 

Em 1988, Ken Paquette, um morador de Wisconsin e fã de rock dos anos 50, erigiu um monumento de aço que representava uma guitarra e um set de três discos pontuados pelos nomes dos três artistas mortos no acidente aéreo. Ele também criou um monumento similar perto de Riverside Ballroom, em Green Bay, Wisconsin. 
O enredo dramático da vida de Holly inspirou um filme de Hollywood, chamado The Buddy Holly Story, pelo qual o ator americano Gary Busey recebeu uma indicação ao Oscar de "Melhor Ator". O filme daria origem também a um musical da Broadway. 
Buddy Holly é considerado um dos fundadores do rock'n'roll e um de seus músicos mais influentes. Embora sua carreira tenha terminado tão cedo, o trabalho deixado por ele é considerado um dos melhores da história do rock e sua música influenciaria não apenas seus contemporâneos, mas também à direção futura que a música tomaria. 

Estátua de Buddy Holly em Lubbock 

Em 5 de setembro de 1980, em Lubbock, foi inaugurada uma estátua de Buddy Holly em bronze, construída pelo escultor americano Grant Speed, de Utah. A estátua tem 2 metros e 60 centímetros de altura e pesa pouco mais de 1 tonelada. 

b.4. Discografia 

Buddy Holly lançou apenas três álbuns durante sua vida. Entretanto, suas gravações foram tão prolíficas em quantidade, que a Coral Records foi capaz de lançar novos álbuns e singles do cantor pelos próximos 10 anos após sua morte. A qualidade técnica destas gravações que Buddy deixou compreende, em sua maioria, gravações de estúdio, sendo algumas de qualidade e outras simplesmente gravações caseiras. 

1957 The "Chirping" Crickets 
1958 Buddy Holly 
1958 That'll Be the Day 
2004 Chirping Crickets: 4 Bonus Tracks 
2004 Buddy Holly: 3 Bonus Tracks 


Buddy Holly & The Crickets - That'll Be The Day on The Ed Sullivan Show 



Buddy Holly - Peggy Sue Live 



Buddy Holly & The Crickets - Oh Boy 



Don McLean - Americn Pie



The Rolling Stones - Not Fade Away (TV 1964) 



Buddy Holly plane crash footage and photos sept 7th 1936- feb 3rd 1959 



The Day The Music Was Visited 



c) Bo Diddley 


Bo Diddley, nascido Ellas Otha Bates (McComb, Mississippi, 30 de dezembro de 1928 - Archer, Flórida, 2 de junho de 2008), foi um influente cantor, compositor e guitarrista de blues norte-americano. Foi considerado o 27º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. 

c.1. Biografia 

Batizado Ellas Otha Bates, mudaria seu nome mais tarde para Ellas McDaniel devido à sua mãe adotiva, Gussie McDaniel. Usou o nome artístico Bo Diddley, provavelmente um jargão dos negros do sul dos Estados Unidos que significa "nada por enquanto". Outra fonte diz que este era seu apelido quando de sua carreira como boxeador. 
Diddley ganhou a primeira guitarra de sua irmã ainda na juventude (na mesma época, frequentava aulas de violino). Sua principal influência para se tornar um artista de blues veio de John Lee Hooker. 
Ele é mais conhecido pela "batida Bo Diddley", uma batida “meio rumba” feita usando-se a clave. Esta batida seria usada por vários outros artistas, incluindo Johnny Otis e sua "Willie and the Hand Jive" e Buddy Holly em "Not Fade Away", assim como canções mais obscuras como "In Love Again", de Gene Vincent e "Callin' All Cows" dos Blues Rockers. 
O ritmo é tão importante na música de Bo Diddley que a harmonia é frequentemente reduzida a uma inclusão mínima. Suas canções (por exemplo, "Hey Bo Diddley" e "Who Do You Love?"), na maioria, não apresentam mudanças de acorde; isto é, elas não foram compostas com claves musicais, e o músico tem de cantar e tocar no mesmo acorde durante todo o tempo. 
Vários artistas gravariam suas versões das canções de Diddley através dos anos. Os Animals gravaram "The Story of Bo Diddley", os Yardbirds "I'm a Man" e tanto os Woolies quanto George Thorogood alcançaram sucesso com "Who Do You Love", também a favorita dos The Doors. 


Bo Diddley usa uma variedade de outros estilos, entretanto, do back beat ao pop, frequentemente com o uso das maracas de Jerome Green. Ele foi também um influente guitarrista, com vários efeitos especiais e outras inovações no tom e no ataque. Ele também toca violino e violoncelo; este último é o destaque de sua triste instrumental "The Clock Strikes Twelve". 
Embora Diddley tenha alcançado sucesso de público, ele raramente direcionava suas composições para o público adolescente. A exceção mais notável é provavelmente o álbum Bo Diddley's a Surfer, que apresentava a canção "Surfer's Love Call". Apesar de nunca ter subido numa prancha, Bo exerceu uma influência definitiva nos guitarristas de surf rock. 
Em complemento às várias músicas lançadas por ele, Diddley escreveu o pioneiro sucesso pop "Love is Strange" para a dupla Mickey Baker e Sylvia Vanderpool (sob um pseudônimo, para aumentar seus royalties). 

c.2. Doença e morte 

Em 17 de maio de 2007, foi anunciada a internação de Didley no Creighton University Medical Center em Omaha, Nebraska, depois de um derrame durante uma apresentação em Council Bluffs, Iowa, em 13 de maio. Ele já apresentava um histórico de hipertensão e diabetes, e exames indicaram que o derrame afetou o lado esquerdo de seu cérebro, comprometendo a fala e compreensão. 


Em agosto de 2007, Diddley sofreu um incidente cardíaco enquanto se submetia a um check-up médico e foi internado em um hospital da Flórida. 
Diddley veio a falecer em 2 de junho de 2008, aos 79 anos, em sua casa na Flórida, vítima de insuficiência cardíaca. Foi sepultado no Rosemary Hill Cemetery, Bronson, Flórida no Estados Unidos. 

c.3. Discografia 

Bo Diddley (1958) 
Go Bo Diddley (1959) 
Have Guitar Will Travel (1960) 
Bo Diddley in the Spotlight (1960) 
Bo Diddley Is a Gunslinger (1960) 
Bo Diddley Is a Lover (1961) 
Bo Diddley's a Twister (1962) 
Bo Diddley (1962) 
Bo Diddley & Company (1962) 
Surfin' with Bo Diddley (1963) 
Bo Diddley's Beach Party (1963) 
Bo Diddley's 16 All-Time Greatest Hits (1964) 
Two Great Guitars (com Chuck Berry) (1964) 
Hey Good Lookin' (1965) 
500% More Man (1965) 
The Originator (1966) 
Super Blues (com Muddy Waters & Little Walter) (1967) 
Super Super Blues Band (com Muddy Waters & Howlin' Wolf) (1967) 
The Black Gladiator (1970) 
Another Dimension (1971) 
Where It All Began (1972) 
Got My Own Bag of Tricks (1972) 
The London Bo Diddley Sessions (1973) 
Big Bad Bo (1974) 
20th Anniversary of Rock & Roll (1976) 
I'm a Man (1977) 
Ain't It Good To Be Free (1983) 
Bo Diddley & Co - Live (1985) 
Hey… Bo Diddley in Concert (1986) 
Breakin' Through the BS (1989) 
Living Legend (1989) 
Rare & Well Done (1991) 
Live at the Ritz (com Ronnie Wood) (1992) 
This Should Not Be (1993) 
Promises (1994) 
A Man Amongst Men (1996) 
Moochas Gracias (com Anna Moo) (2002) 


Bo Diddley 1965 



Bo Diddley Road Runner Live 



Chuck Berry & Bo Diddley Together Live 



Bo Diddley - A Celebration of Blues and Soul 



Ron Wood & Bo Diddley - Crackin' Up - 11/20/1987 - Ritz Official 



George Thorogood - Who Do You Love? - 7/5/1984 



The Doors - Who Do You Love 



d) Jerry Lee Lewis 


Jerry Lee Lewis (Ferriday, 29 de setembro de 1935) é um cantor, compositor e pianista norte-americano de rock and roll, considerado um dos pioneiros do gênero. Foi induzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 1986. Em 2004, a revista Rolling Stone colocou-o em vigésimo quarto lugar no seu ranking dos cem melhores artistas de todos os tempos. 

d.1. História 

Nascido em Ferriday, Luisiana, Jerry Lee Lewis tinha muito talento natural para o piano desde cedo. Apesar da pobreza, seus pais conseguiram um empréstimo para comprar um piano hipotecando a própria casa, e com um ano Jerry já desenvolvera seu próprio estilo de tocar. Assim como Elvis Presley, ele cresceu cantando música gospel nas igrejas pentecostais sulistas. Em 1950, ele entrou para o Southwestern Bible Institute em Texas, mas foi expulso por má-conduta (como por exemplo tocar versões rock and roll dos cânticos da igreja). 
Deixando a música religiosa para trás, ele tornou-se parte do recém-surgido movimento roll and rock, lançando sua primeira gravação em 1954.Lewis desenvolveu um som misto de rhythm and blues, boogie-woogie, gospel e country. Dois anos depois, no estúdio da Sun Records em Memphis, Tennessee, o produtor e engenheiro-de-som Jack Clement gravou com Lewis pelo selo enquanto seu dono, Sam Phillips, viajava para a Flórida. Como consequência, Lewis juntou-se a Elvis Presley, Roy Orbison, Carl Perkins e Johnny Cash na lista de astros que começaram sua carreira no Sun Studios na mesma época. 
A primeira gravação de Lewis nos estúdios da Sun foi de sua distinta versão da balada country “Crazy Arms”. Em 1957, seu piano e o puro som rock de “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On” renderam-no fama internacional. Logo viria “Great Balls Of Fire”, seu maior sucesso. Vendo e ouvindo Jerry Lee Lewis tocar, Elvis disse que, se conseguisse tocar piano daquele jeito, não cantava nunca mais. 

Jerry Lee Lewis e sua famosa performance 

A turbulenta vida pessoal de Lewis era mantida em segredo do público até que, durante uma turnê britânica em 1958, a imprensa descobriu que a esposa do astro (então com 23 anos) era Myra Gale Brown, sua prima de segundo grau, de apenas 13 anos. A situação provocou um escândalo público e a turnê foi cancelada depois de apenas três shows. 
O escândalo seguiu Lewis para a casa na América e, como resultado, ele quase foi banido do cenário musical. Seu único sucesso durante a época foi uma versão de “What’d I Say”, de Ray Charles lançada em 1961. Sua popularidade ia se reerguendo aos poucos na Europa, especialmente no Reino Unido e na Alemanha. Um álbum ao vivo desta época, ‘’Live At The Star Club, Hamburg” (1964), gravado com o The Nashville Teens, é considerado como um dos melhores discos ao vivo de rock de todos os tempos. Entretanto, a fama se afastava dele cada vez mais nos Estados Unidos. Depois de mais de uma década tocando rock and roll, em 1968 Lewis começou a focar sua carreira na música country, obtendo sucesso considerável. Embora continuasse a tocar e viajar em turnê, ele nunca mais conseguiria alcançar o nível de sucesso que tinha antes do escândalo de 1958 (apesar do sucesso internacional do compacto “Chantilly Lace” (em 1973). 

Jerry Lee Lewis e Myra Gales 

Marcado por problemas com álcool e drogas depois de se separar de Myra em 1970, as tragédias continuariam quando seu filho Jerry Lee Lewis Jr., de 19 anos, morreu em um acidente automobilístico em 1973. No começo dos anos sessenta ele já havia perdido seu primeiro filho, Steve Allen Lewis, que se afogou em uma piscina. O próprio comportamento irresponsável de Lewis no final dos anos 70 o levou a ser internado depois de quase morrer de úlcera. Depois disso, sua quarta esposa morreu afogada em uma piscina, sob circunstâncias suspeitas. Pouco mais de um ano depois, sua quinta esposa seria encontrada morta de overdose de metadona. Também viciado em drogas, Jerry Lee Lewis decidiu se recuperar na Betty Ford Clinic. 
Enquanto celebrava seu quadragésimo-primeiro aniversário em 1976, Lewis baleou acidentalmente seu baixista Butch Owens na barriga. Pensando que a arma estava descarregada, ele a apontou para o colega de brincadeira e apertou o gatilho. Owens milagrosamente sobreviveu. Poucas semanas depois, em 23 de novembro, Lewis foi preso novamente por um incidente com armas, desta vez na mansão de Elvis Presley em Graceland. Lewis fora convidado por Presley, mas os seguranças não sabiam da visita. Quando questionado por eles o que fazia na frente do portão, Lewis mostrou uma arma e disse brincando que estava ali para matar Elvis. 
Apesar de seus problemas pessoais, seu talento musical nunca foi questionado. Apelidado The Killer (O Matador) por sua voz poderosa e sua técnica ao piano, ele foi descrito por seu colega Roy Orbison como o melhor artista cru da história da música rock. Em 1986 Jerry Lee Lewis foi incluído na primeira leva de artistas a serem homenageados no Hall da Fama do Rock and Roll. 
No mesmo ano ele voltou ao Sun Studios em Memphis para reunir-se com Orbison, Cash e Perkins e gravar o álbum Class of '55. Mas aquela não era a primeira vez que ele se juntava a Cash e Perkins no Sun Studios. Em 4 de dezembro de 1956 Elvis Presley apareceu para visitar Phillips. Na época Perkins estava no estúdio gravando algumas canções, com Lewis o cobrindo no piano. Os três então começaram uma jam sessiom, e Phillips deixou a fita gravando. Mais tarde ele telefonou para Cash e o trouxe para juntar-se aos outros. Essas gravações, a maioria de canções gospel, sobreviveriam e seriam lançadas anos depois em um CD sob o título de Million Dollar Quartet. Entre as faixas também estavam “Brow Eyed Handsome Man”, de Chuck Berry, “Don’t Forgive Me”, de Pat Boone e Elvis fazendo uma imitação de Jackie Wilson, que participava então do grupo Billy Ward and the Dominoes, cantando “Don’t Be Cruel”. 

Disco de Jerry Lee Lewis 

Em 1989 um longa-metragem baseado no começo da carreira de Lewis, intitulado Great Balls of Fire!, trouxe Jerry de volta aos holofotes. O filme foi baseado em um livro escrito por sua ex-esposa Myra, e no papel principal estava Dennis Quaid, com participações de Winona Ryder e Alec Baldwin. 
Em 1993 Lewis esteve no Brasil, onde se apresentou no programa de Jô Soares. Neste episódio, Jerry tocou uma canção no piano pertencente ao pianista do conjunto do programa. Ao final da música, Jerry em um movimento ousado de seus dedos "lascou" uma das teclas do piano, e logo atirou para cima, sob o olhar atônito do proprietário, que ficou visivelmente chateado com a situação. Neste passo, Jô Soares que percebeu o ocorrido, brincou com o seu pianista dizendo que ele não era para ficar bravo com o ocorrido, tendo em vista que quem teria "arruinado" o seu piano foi o legendário "The Killer". 


Lewis nunca deixou de fazer turnês, e os fãs que o viram se apresentar dizem que ele ainda consegue fazer um show único, sempre imprevisível, empolgante e pessoal. Depois de anos sem gravar nada, Lewis lançou um novo álbum em 2006 chamado "Last Man Standing" (último homem em pé). O álbum teve um grande sucesso de público e de crítica, sendo considerado por muitos como um dos melhores álbuns da carreira de Lewis. Em fevereiro de 2005, ele ganhou um “Prêmio Pelo Conjunto da Obra” da Record Academy, que também organiza o Grammy. Na premiação foi anunciado que seu novo álbum seria gravado com uma formação que inclui Eric Clapton, B. B. King, Bruce Springsteen, Mick Jagger e Keith Richards. 
Em setembro de 2009, Jerry Lee Lewis fez uma turnê no Brasil. 

d.2. Discografia 

Jerry Lee Lewis (1958) 
Jerry Lee's Greatest (1962) 
Live at the Star Club, Hamburg (1964) 
The Return of Rock (1965) 
Country Songs for City Folks/All Country (1965) 
Memphis Beat (1966) 
Soul My Way (1967) 
Another Place, Another Time (1968) 
She Still Comes Around (1969) 
Sings the Country Music Hall of Fame Hits, Vol. 1 (1969) 
Sings the Country Music Hall of Fame Hits, Vol. 2 (1969) 
The Golden Cream of the Country (1969) 
She Even Woke Me Up to Say Goodbye (1970) 
A Taste of Country (1970) 
There Must Be More to Love Than This (1971) 
Touching Home (1971) 
Would You Take Another Chance on Me? (1971) 
The Killer Rocks On (1972) 
Who's Gonna Play This Old Piano? (1972) 
The Session...Recorded in London with Great Artists (1973) 
Sometimes a Memory Ain't Enough (1973) 
Southern Roots: Back Home to Memphis (1973) 
I-40 Country (1974) 
Boogie Woogie Country Man (1975) 
Odd Man In (1975) 
Country Class (1976) 
Country Memories (1977) 
Jerry Lee Keeps Rockin' (1978) 
Jerry Lee Lewis (1979) 
When Two Worlds Collide (1980) 
Killer Country (1980) 
I Am What I Am (1984) 
Class of '55 (1986) 
Young Blood (1995) 
Last Man Standing (2006) 
Last Man Standing Live (2007) 
Mean Old Man (2010) 
Rock and Roll Time (2014) 


Jerry Lee Lewis - Whole Lotta Shakin' Goin' On (Steve Allen Show - 1957) 



Jerry Lee Lewis The Killer 



Jerry Lee Lewis - Breathless 



Tom Jones Jerry Lee Lewis - Rock n Roll Medley 1969 



Jerry Lee Lewis - Great Balls Of Fire (Jerry Lee Lewis And Friends) 



Jerry Lee Lewis - Tocando piano com os pés 



Jerry Lee Lewis - Whole Lotta Shakin' Goin' On (Berry Hill 2017) 



Jerry Lee Lewis On Stage at Viva Las Vegas 2018 



Jerry Lee Lewis - Whole Lot Of Shakin' Going On Live In São Paulo 1993




Até o próximo encontro!




domingo, 4 de outubro de 2020

ROCK - Suas HIstórias & Suas Magias - Capítulo 9 Parte 5

A História do Rock na Década de 50


16. Elvis Presley

Elvis Aaron Presley (Tupelo, 8 de janeiro de 1935 - Memphis, 16 de agosto de 1977), também conhecido mononimamente como Elvis, foi um cantor, músico e ator estadunidense. Tido como um dos mais significantes ícones culturais populares do século XX, ele é frequentemente chamado de o Rei do Rock, ou simplesmente "O Rei". Elvis fora ainda apelidado como Elvis, The Pelvis.
Presley nasceu em Tupelo, Mississippi, nos Estados Unidos, e mudou-se com sua família para o Memphis, no Tennessee, quando tinha 13 anos de idade. Sua carreira musical começou em 1954, gravando na Sun Records com o produtor Sam Phillips, que queria levar o som da música afro-americana para um público mais amplo. Presley, no violão de ritmo, e acompanhado pelo guitarrista Scotty Moore e pelo baixista Bill Black, foi um pioneiro do rockabilly, uma fusão de música country e rhythm and blues. Em 1955, o baterista D. J. Fontana juntou-se ao time e completou o quarteto clássico de Presley e a gravadora RCA Victor adquiriu seu contrato em um acordo arranjado pelo Coronel Tom Parker, que viria a empresariá-lo por mais de duas décadas. O primeiro single de Presley com a RCA, "Heartbreak Hotel", foi lançado em janeiro de 1956 e se tornou um sucesso número um nos Estados Unidos.


Em novembro de 1956, Presley fez sua estréia no cinema em Love Me Tender. Convocado para o serviço militar em 1958, Presley relançou sua carreira musical dois anos depois, com alguns de seus trabalhos mais bem-sucedidos comercialmente. No entanto, ele realizou poucos concertos, e orientado por Parker, dedicou grande parte da década de 1960 fazendo filmes e trilhas sonoras, a maioria dos quais foram zombados pela crítica. Em 1968, após uma pausa de sete anos sem se apresentar ao vivo, ele retornou ao palco no aclamado especial televisivo Elvis, o qual levou a uma estendida residência em Las Vegas, e uma série de turnês altamente lucrativas. Em 1973, Presley tornou-se o primeiro artista solo a ter um show transmitido ao redor do mundo, Aloha from Hawaii. Anos de abuso de drogas prescritas comprometeram gravemente sua saúde, e ele morreu repentinamente em 1977 em sua propriedade, Graceland, aos 42 anos de idade.
Com uma série de aparições bem-sucedidas na televisão, e sucessos no topo das paradas, ele se tornou a principal figura do novo som popular, o rock and roll. Suas interpretações energéticas das canções e seu estilo de performance sexualmente provocante, combinados com uma mistura singularmente potente de influências além da barreira da cor durante uma era transformadora nas relações raciais, fizeram-no enormemente popular—e controverso. Presley é o artista solo mais vendido na história da música. Ele obteve sucesso comercial em muitos gêneros, incluindo pop, country, blues e gospel. Presley ganhou três Grammys competitivos, recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award aos 36 anos de idade, e foi incluído em vários halls of fame.

a) Primeiros Anos
Elvis Aaron Presley nasceu na cidade de East Tupelo (agregada mais tarde à cidade de Tupelo), no estado do estadunidense de Mississippi, em 8 de janeiro de 1935. Sobrevivente ao parto de gêmeos univitelinos, onde o irmão Jessie Garon nascera morto. Nos primeiros anos de vida, cresceu em meio aos destroços de um furacão que devastou a cidade em abril de 1936. O estado do Mississipi era nessa época um centro do racismo americano, mas a tragédia propiciou uma união entre brancos e negros, que ignoraram, por algum tempo, o conflito racial, em prol da reconstrução da cidade.


Elvis Foi educado independentemente de aspectos de qualquer ordem, quer étnicos, sexuais e sócio-económico-financeiros. Em parte da primeira infância, junto com a mãe Gladys, esteve privado da figura do pai, preso em 1937 devido a estelionato. Somando-se a isso, a família foi despejada de uma moradia, indo morar com os pais de Vernon (libertado em 1941). Em 1945, Elvis participou de um concurso de novos talentos na "Feira Mississippi-Alabama", onde conquistou o segundo lugar com a canção Old Shep, recebendo um prêmio em dinheiro e ingressos para todas as diversões. No mesmo ano, o pai presenteou-o com um violão, que virou sua companhia constante, inclusive na escola.
Em setembro de 1948, a família Presley mudou para Memphis, onde morou por bastante tempo em condições precárias. Entre 1948 e 1954, Elvis trabalhou em várias atividades: de lanterninha de cinema a motorista de caminhão. Em 1953, concluiu os estudos. Mas nas horas vagas, cantava e tocava seu violão e, eventualmente, arriscava alguns acordes ao piano. As suas influências musicais foram a pop da época, particularmente Dean Martin; a country; a música gospel, ouvida na primeira igreja Assembléia de Deus da sua cidade, apreciava o cantor J. D. Sumner; além de seu apreço pela música erudita, particularmente a ópera. Um de seus maiores ídolos era o tenor Mario Lanza.

b) Década de 1950

b.1. Início da Carreira Profissional
Em julho de 1953 e em, janeiro e junho de 1954, Elvis gravou algumas canções de forma experimental, no "Memphis Recording Service" (filial da Sun Records). Mas julho de 1954, efetivamente Elvis iniciou carreira profissional. Sendo também considerado o marco inicial do rock and roll. Elvis ensaiava algumas canções, até que, de forma improvisada, começou a cantar as músicas "That's All Right" (Arthur Crudup), provocando em Sam Phillips um grande entusiasmo. Surgia, então, o rockabilly, uma das primeiras formas do Rock and roll. "Take" realizado, nova canção, no gênero, foi concebida; dessa vez, "Blue Moon of Kentucky", um tema bluegrass que foi gravado com a mesma levada de "That's All Right". Ambas comporiam o último sucesso do seu primeiro disco, um "compacto simples". Participaram das sessões, além de Elvis e Sam, o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black.


Em julho do mesmo ano, as duas canções são executadas pela primeira vez numa rádio de Memphis, resultando em sucesso. Devido essa repercussão, Elvis é convidado a dar a primeira entrevista como cantor profissional. A canção "Blue Moon Of Kentucky" chega ao primeiro lugar na parada country da Billboard e, "That's All Right" atinge o quarto lugar da mesma parada. Em seguida, no mesmo mês realiza o primeiro espetáculo na cidade de Memphis, em outubro faz o primeiro espetáculo fora de Memphis, na capital do Country, a cidade de Nashville.
Em outubro, faz a primeira apresentação fora do estado do Tennessee, na cidade de Atlanta (Geórgia). Em seguida, no mesmo mês Elvis tem provavelmente o primeiro grande momento de sua carreira, quando realiza na cidade de Shreveport (Louisiana), um espetáculo fora transmitido ao vivo via rádio local "Louisiana Hayride". O ano de 1955 pode ser avaliado como a gênese do sucesso nacional de Elvis. Além das inúmeras polêmicas em torno das suas apresentações, somam-se a isso as suas performances em programas de rádio e algumas apresentações em programas locais de televisão, onde ele se destaca. As suas canções começam a fazer sucesso nacionalmente, "Mystery Train" chega ao 11.º lugar na parada nacional country da Billboard, "Baby, Let's Play House" atinge o 5.º posto na mesma parada, até culminar com a primeira canção "número um" nos charts nacionais, canção denominada "I Forgot To Remember To Forget". Neste mesmo ano ele conheceria o seu empresário Tom Parker, que agenciaria sua carreira ao longo de sua vida. Apesar dos múltiplos rumores, dos quais o próprio Elvis fora sabedor, apenas nos anos 80 revelou-se, publicamente, seu verdadeiro nome e nacionalidade. Parker recebera título-honorário, seu verdadeiro nome era Andreas Cornelius van Kuijk, oriundo da Holanda e nascido em 1909. A biografia de Parker é enormemente polêmica, controvertida e ambivalente, assim como sua função empresarial. Em novembro de 1955, após expressiva repercussão, seu contrato foi vendido para RCA Victor.

b.2. Fama
Em 1956, Elvis tornou-se uma sensação internacional. Com um som e estilo que, uníssonos, sintetizavam suas diversas influências, ameaçavam a sociedade conservadora e repressiva da época e desafiavam os preconceitos múltiplos daqueles idos, Elvis fundou uma nova era e estética em música e cultura populares, consideradas, hoje, "cults" e primordiais, mundialmente. Suas canções e álbuns transformam-se em enormes sucessos e alavancaram vendas recordes em todo o mundo. Elvis tornou-se o primeiro "mega star" da música popular, inclusive em termos de marketing. Muitos postulam que essa revolução chamada rock, da qual Elvis foi emblemático, teria sido a última grande revolução cultural do século XX; já que, as bandas, cantores e compositores que surgiram nas décadas seguintes - e fizeram muito sucesso, foram influenciados, de alguma maneira, direta ou indiretamente por Elvis, o que pode ser considerado verdade.
Muitos de seus admiradores postulam que somente o seu talento e perseverança o mantiveram "vivo" até os dias atuais e que a descrição de que ele só fez sucesso por possuir uma aparência de certa forma agradável, não é mais considerada como uma versão admissível pelos biógrafos sérios e historiadores daquela época e da música, sendo consideradas nos dias atuais como risíveis e recheadas de clichê. Mas Elvis superou as adversidades, ainda que a pecha da vulgaridade tenha permanecido no seio dos segmentos mais ostensivos às camadas mais populares. Tornou-se o "O Rei da Guitarra Elétrica"! - lembram os estudiosos de sua obra, com propriedade, o gênero que, curiosamente, menos interpretou quantitativamente; título outorgado primeiramente pela revista Variety.


Até os dias atuais, Elvis é lembrado como um dos maiores nomes da música de todos os tempos, ainda que sua importância maior talvez ainda esteja por ser estudada e compreendida, por epistemólogos da Sociologia e Psicanálise, principalmente. Suas apresentações televisivas quebraram todos os recordes de audiência, além das inevitáveis polêmicas geradas por suas performances explosivas. Podem ser citadas como exemplos, as interpretações de "Hound Dog" nos programas de Ed Sullivan e Milton Berle. Um fato bastante propalado e que evidencia esse momento são as famosas censuras em torno de suas apresentações televisivas, fato comprovado pelas apresentações onde ele foi filmado da cintura para cima, uma em 1956 no programa "The Steve Allen Show" e outra em 1957 no programa "The Ed Sullivan Show". Em 1 de abril de 1956 Elvis grava uma performance em cores da canção "Blue Suede Shoes", cena esta que fazia parte de um teste feito pela 20th Century Fox para o filme "Love Me Tender", sendo que a referida cena não foi transmitida na época, tendo permanecido nos arquivos da "FOX" até finais da década de 1980, essa talvez tenha sido sua primeira performance em cores, afinal, naquela época a transmissão em cores estava em seu início.

Cartaz do Filme Love Me Tender

Os filmes "Love Me Tender", "Loving You", "Jailhouse Rock" e "King Creole" foram um grande sucesso de público e, principalmente, os dois últimos, também tiveram seus méritos reconhecidos pela crítica especializada. No mês de outubro de 1956, Elvis realiza um espetáculo na cidade de Dallas no estádio "Cotton Bowl" para um público estimado de 27 mil pessoas, algo incomum para um artista solo naqueles idos.
Em janeiro de 1957, em sua última apresentação no programa de Ed Sullivan, Elvis provocou uma enorme celeuma, quando, contra a vontade do apresentador, cantou a música gospel preferida de sua mãe, "Peace In The Valley". A repercussão foi imediata e polêmica, levando-o à gravação de seu primeiro disco gospel, um EP (compacto duplo com quatro canções). 

Elvis Presley no exército

No final de 1957, um show realizado no Pan Pacific de Los Angeles foi considerado um dos maiores momentos da carreira de Elvis, por sua sensual e arrebatadora apresentação, considerada escandalosamente provocativa pelos puritanos da época. No mesmo ano de 1957, Elvis se apresentou no Canadá, os seus únicos shows fora dos Estados Unidos, em um total de cinco espetáculos que abalaram o país vizinho. Neste ano, Elvis adquiriu a mansão Graceland, sua eterna morada. Em 1959 conhece Priscilla Beaulieu (que tinha 14 anos na época), que viria a ser sua mulher alguns anos mais tarde.

Elvis Presley em sua Graceland

Em 1958, Elvis foi para o exército, uma convocação real, facilmente descartável, porém aproveitada comercialmente para expandir a faixa de público. Transferido, permaneceu na Alemanha no período de outubro de 1958 até março de 1960. Em agosto de 1958, a morte de sua mãe Gladys Presley transformar-se-ia no marco mais dramático de sua vida prejudicando a vida pessoal.

c) Década de 1960

c.1. O Retorno do Exército
Em março de 1960, Elvis retornou da Alemanha e surpreendeu o mundo ao aceitar o convite para participar do programa de Frank Sinatra chamado de "The Frank Sinatra Show" (The Timex Special), realizando uma de suas melhores performances televisivas. Selou, a partir de então, uma relação de cordialidade com seu anfitrião e com Sammy Davis, Jr - com quem, inclusive, ensaiou os números de orquestra -, que perduraria ao longo de sua vida. O programa bateu todos os recordes de audiência do ano, inserindo Elvis em uma nova faixa de público e apresentado pela "Rat Pack", naquele momento, contava com grande prestígio, razão pela qual o astuto empresário Tom Parker o garimpara. No cinema, Elvis Presley contou com a sensível direção do veterano Don Siegel no filme Flaming Star, um novo reconhecimento da crítica, virando um de seus mais bem-sucedidos filmes em qualidade, ainda que tenha, curiosamente, desapontado seu público, à época, exigente de películas apenas histriônicas. No mesmo ano de 1960, Elvis novamente surpreende e lança um álbum gospel, contrariando o empresário e os proprietários da gravadora, que não viam com bons olhos um trabalho nesse gênero musical, entretanto, seguindo seu instinto e de certa forma querendo homenagear sua mãe, ele participa de toda a parte de produção e no final do ano o álbum é lançado tornando-se um grande sucesso de público e crítica.
Em 1961, Elvis realizou shows em Memphis e no Havaí com grande sucesso de crítica e público. O show havaiano, beneficente, concordam seus seguidores mais iniciados e alguns críticos, tornou-se emblemático de apresentações clássicas, no gênero, no show-business. No mesmo ano, Elvis foi homenageado com o "Dia Elvis Presley", tanto na cidade de Memphis como no estado do Tennessee. Elvis provava que sua ida ao Exército e o fim da década de 50 não abalaria seu sucesso e que alguns de seus álbuns na década de 60 viriam a tornar-se clássicos, sendo avaliados como alguns dos melhores de sua carreira.

c.2. Hollywood
No período de 1960 a 1965, os seus filmes são um dos grandes sucessos de público no mundo inteiro. Alguns críticos mais generosos, ainda que implacáveis acerca da qualidade duvidosa das películas, clamavam por melhores oportunidades e personagens para Elvis Presley que, entretanto, envolvido em uma ciranda mercadológica, não se dispunha a aprender o ofício e frequentar Escolas de Artes Cênicas confiáveis, para aprimorar-se no ofício - a exemplo de Marlon Brando, e muitos outros. Ainda assim, sua versatilidade esteve presente e vários gêneros foram visitados, sendo elogiado por algumas de suas performances, mesmo os roteiros não sendo avaliados como satisfatórios, ou seja, ele fazia a sua parte com méritos, mesmo não possuindo material de qualidade - entre os gêneros apresentados em seus filmes podem ser destacados, "musical", "faroeste", "drama" e "comédia" - os maiores e melhores destaques nesse período foram, Flaming Star (1960), Wild In The Country (1961), Follow That Dream (1962), Kid Galahad (1962), Fun in Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Roustabout (1964).

Cartaz do filme Flaming Star

A partir de 1965, seus filmes e trilhas-sonoras perderam qualidade drasticamente, configurando período de grande alienação e tédio pessoal para o artista. Durante as filmagens de "Viva Las Vegas", em 1963, os protagonistas, Elvis e Ann-Margret, sueca de beleza estonteante, apaixonaram-se intensamente; o que legou bons resultados ao produto final. E muita especulação na mídia. O filme "Viva Las Vegas" é considerado um de seus melhores momentos no cinema, sendo muito elogiado até os dias atuais.

c.3. Parceria com os Beatles
No dia 27 de agosto de 1965, Elvis e a banda inglesa The Beatles encontraram-se no âmbito doméstico, sem evidências, até agora, de qualquer produto áudio/visual relevante. A única imagem alusiva ao encontro de Elvis e Beatles é uma foto em que John Lennon aparece saindo da casa de Elvis. No documentário The Beatles Anthology, de 1996, os ex-beatles Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr confirmaram jamais terem tocado com Elvis, e que somente John Lennon o fizera. No mesmo documentário, Ringo, para os biógrafos confiáveis, a grande estrela da noite em simpatia e camaradagem geral, comentou ter jogado futebol com Elvis.

c.4. Virada na Carreira
Apesar da fase de pouca qualidade em seus filmes e respectivas trilhas-sonoras, o ano de 1967 será lembrado pelo lançamento do disco que seria considerado um "divisor de águas" na carreira de Elvis, o gospel How Great Thou Art; decorrente de radical mudança em sua produção musical. O álbum surpreendeu o mundo, gradativamente, transformou-se em um grande sucesso de crítica e público; sendo, posteriormente, agraciado com um honroso Grammy, o Oscar da música. De alguma forma, o fonograma - de grande qualidade - e seus resultados, aguçou e excitou musicistas, produtores, fãs e o grande público. Bem produzido e com peças esmeradas, Elvis Presley dera indícios de sua vitalidade e criatividade, ainda em franca ascensão e plena maturidade musical. Fundou-se, portanto, um tempo de bons arranjos e melhor seleção musical. 

Capa do disco How Great Thou Art

Ocorreram profundas mudanças em seus tons, na própria tessitura vocal e, consequentemente, em seus registros. Gradativamente, a própria extensão seria privilegiada, com comprometimento da afinação. No mesmo ano, Elvis Presley finalmente casou-se com Priscilla Beaulieu, já residente em Graceland, Memphis, desde meados da década, o matrimônio foi realizado na cidade de Las Vegas. Nesse período, entre 1967 e 1968, foram lançados alguns compactos muito elogiados; realmente, enormemente criativos e interessantes - goste-se ou não de Elvis Presley, reconhecerão seus ouvintes. Tudo devido às sessões de gravação ocorridas ainda em 1966, mais precisamente em maio e junho, onde o repertório foi sendo aprimorado qualitativamente, gerando além do álbum "How Great Thou Art", outras canções de bom nível como "Indescribably Blue", "I'll Remember You" e "If Every Day Was Like Christmas". O mesmo pode ser percebido em 1967 em canções como "Suppose", "Guitar Man", "Big Boss Man", "Singing Tree", "Mine", "You'll Never Walk Alone". No período de 66/67, Elvis realiza várias sessões caseiras, onde ele interpreta várias canções de vários estilos e épocas distintas, mostrando um talento intuitivo e natural, no entanto, essas gravações só caíram no conhecimento do público, em sua grande maioria, no final da década de 1990. Em 1 de fevereiro de 1968 nasce a sua primeira e única filha: Lisa Marie Presley.

c.5. NBC TV Special
Em 28 de junho de 1968 começou a gravação de um especial que seria lançado em dezembro de 1968, especialmente para o Natal, Presley gravaria por 3 dias seguidos, quatro shows, dois sentado com a antiga banda em 28 e em 29 gravaria mais dois shows, agora sem a sua banda, sozinho no palco. Dia 30, último dia de gravações, Presley cantou algumas canções atuando. Elvis Presley apresentou-se nacionalmente para a televisão estadunidense, o Elvis NBC TV Special; em um megaprograma que, a posteriori, seria considerado o primeiro acústico da história. Em performance considerada até os dias atuais como magistral, Presley foi aclamado pelo público e crítica especializada. Coronel Tom Parker, lendário empresário do artista, vislumbrara um programa piegas, tradicional e conservador, no entanto, devido à grande empatia estabelecida entre Presley e o então jovem produtor Steve Binder, realizou-se um espetáculo contundente e ousado; inclusive com cenas interditadas pela "Censura Federal" daqueles idos.


Neste especial, que foi ao ar poucos meses depois da morte de Martin Luther King, assassinado em abril na cidade de Memphis, e por isso mesmo no auge do racismo, Elvis apareceu ao lado do grupo vocal chamado "The Blossoms", grupo que era composto por três mulheres negras (Fanita James, Jean King, Darlene Love) no horário nobre, fato que causou uma grande polêmica. Um trabalho reconhecidamente antológico e pioneiro. Foram apresentados clássicos dos anos 50, algumas canções da década de 1960 e, ainda outras, inéditas. "Tiger Man" (lançada no disco Elvis Sings Flaming Star), "Baby, What You Want Me To Do", "Up Above My Head", "Nothingville", "If I Can Dream", "Memories" e "Saved", estiveram no roteiro, de um programa dividido em sets; entre "jam sessions" eletrizantes e performances clássicas em cenários monumentais e arranjos grandiosos - elaborados pela competente orquestra da NBC. Elvis Presley atingira maturidade artística.

c.6. A volta aos espetáculos
No ano de 1969, Elvis retornou aos palcos, após 8 anos de afastamento voluntário do contato direto com o público. O lugar escolhido foi Las Vegas, onde passou a realizar várias temporadas anuais regularmente; aclamadas pela crítica e público. Vegas, seria, em verdade, sua grande escola. Elvis não fora "crooner", não passara anos a fio cantando na noite e saíra do anonimato para o esplendor em muito pouco tempo. Nos anos 50, suas apresentações explosivas eram, em verdade, espontâneas e intuitivas; tão fascinantes como, de certa forma, ingênuas e amadoras. Pois, a partir deste 1969, Elvis Presley amadureceria sua performance e tornar-se-ia um cantor experiente e com domínio cênico, além de ser avaliado como fantástico pela crítica da época, além de profissional e exuberante. E excêntrico, com suas roupas ainda mais extravagantes e estilizadas. O ano de 1969 também seria marcado por sessões de gravação muito produtivas e pela escolha de um repertório e equipe musical de grande qualidade. A resposta foi imediata: "Suspicious Minds", "In the Ghetto" e "Don't Cry Daddy" tornam-se "big hits" em todo o mundo. Por razões contratuais, concluiu seus últimos filmes de ficção, que pouco interesse despertou na crítica e público, tampouco a um Elvis reinventado em criatividade, vigor e emoção de viver.

d) Década de Setenta

d.1. Na estrada
O ano de 1970 denotou um grande amadurecimento cênico e vocal de Elvis Presley, em relação ao anterior. Novas temporadas em Las Vegas ocorreram, com mudanças radicais em repertório - mais versátil e atualizado para aqueles dias - shows avaliados como eletrizantes, tanto pela crítica como pelo público, porém com roteiros mais elaborados. Muitas dessas apresentações foram gravadas e deram origem a discos como "On Stage".
Apesar do grande sucesso, segmentos da crítica e dos estudiosos do show-business temiam que a rotina de espetáculos em Vegas, terra de pouca inventividade, pudesse tornar Elvis alienado e desmotivado, o que definitivamente não ocorreu. No mesmo ano, após seu retorno às apresentações ao vivo, Parker e Presley iniciaram uma série de grandes espetáculos históricos e considerados magistrais, mesmo na época de sua realização; e inventaram, gradativamente, uma nova concepção de shows: as "mega-tours". Presley fez 6 shows no Astrodome, em Houston, onde quebrou todos os recordes de público, reunindo 43.000 pagantes na quarta apresentação. Um recorde impensável para aqueles idos.

Show no Astrodome em Houston

d.2. On Tour e Nova York
Entre 1970 e 1972, Elvis Presley realizou, com enorme êxito, várias turnês pelos Estados Unidos e, motivado pelo grande sucesso de "That's The Way It Is", um novo filme foi idealizado; desta feita, na tentativa de capturar a intimidade e o ritmo frenético do astro e seus fãs nestas empreitadas. Então, em 1972, concluiu-se o documentário Elvis on Tour, de concepção bastante moderna para a época, vencedor do Globo de Ouro daquele ano, em sua categoria. Também em 1972, Elvis apresentou quatro mega-espetáculos em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden. Novos recordes foram quebrados, de público e arrecadação. 


A imprensa local foi ao delírio com ótimas críticas, como as do "New York Times": "É lindo por que ele faz o que sabe fazer de melhor. Sexta feira a noite, no Madison Square Garden, foi assim. Ele ficou ali parado, no final, seus braços abertos, a grande capa dourada dando-lhe asas. Um campeão. Único em sua liga.", ou então, "Como um príncipe de outro Planeta". Insolitamente, suas únicas performances em palcos da cidade. Grandes celebridades do "show-business" estiveram presentes aos shows, amplamente noticiados em todo o mundo, inclusive no Brasil. Entre outros, Art Garfunkel, Eric Clapton, John Lennon e David Bowie - atrasado pelo grande congestionamento do trânsito -, mostraram-se encantados.

d.3. Divórcio
Nesta época, Elvis e Priscilla sofriam uma crise no casamento. Ela reclamava que ele estava muito distante dela por causa de seus shows, além de existirem casos de infidelidade. Tudo isso causou, em fevereiro de 1972, o fim de seu casamento, ainda de maneira informal, causando-lhe imenso impacto e progressivo transtorno pessoal. Em janeiro de 1973, ele pede o divórcio definitivo. Ironicamente, Elvis viveu um ano triunfal profissionalmente, retornando, glorificado, ao primeiro lugar das paradas mundiais de sucesso com a canção "Burning Love".

d.4. Aloha from Hawaii
Apesar de estar mergulhado em problemas pessoais e de saúde, mas no auge como artista, em 14 de janeiro de 1973, Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo, transmitido, ao vivo, para muitos países - inclusive o Brasil, pela Rede Tupi - e, posteriormente, para quase todo o planeta. O especial, Aloha from Hawaii, foi assistido por aproximadamente 1 bilhão de telespectadores em todo mundo. Nos Estados Unidos, sucesso estrondoso, foi ao ar em abril de 1973, tendo recebido o seguinte comentário no editorial do jornal The New York Times: "Elvis superou sua própria lenda!" No Brasil, foi ao ar novamente em abril do ano seguinte, 1974, com grande êxito. 


O álbum duplo, inaugural do sistema "quadrafônico", uma espécie de ancestral do "home theater", foi imediatamente colocado no mercado, atingindo rapidamente o marco de 1 milhão de cópias vendidas.

d.5. A volta a Memphis
Apesar do aumento dos problemas pessoais e uma piora crescente em sua saúde com o visível aumento de peso, Elvis consegue empolgar em muitos de seus shows a partir de 1974, seus espetáculos foram se transformando, onde era priorizado a qualidade e grandiosidade das canções e sua voz que atingia cada vez mais o seu auge. O ano de 1974, artisticamente, foi deveras criativo para Elvis Presley e poderia ter se tornado a pedra fundamental para uma nova grande guinada em sua carreira e vida pessoal, o que aconteceria em parte, especialmente em alguns espetáculos em Las Vegas, onde Elvis inovou em seu repertório, bem como em seus trajes, bastante distintos em relação aos usados na época. Após 13 anos ausente dos palcos de Memphis, sua residência, neste 1974 Elvis voltou a apresentar-se na cidade, triunfalmente. O show do dia 20 de março foi gravado, garantindo-lhe novo Grammy pela performance de "How Great Thou Art", um clássico do cancioneiro religioso. Até hoje, o feito expressivo é referenciado como de grande relevância em sua carreira, por fãs e interessados em música e sua história. Enormemente insatisfeito com os rumos dados à carreira por seu empresário Tom Parker - repertório, gravadora, Las Vegas, recusas de bons roteiros cinematográficos -, Elvis chegou a demiti-lo, mas, posteriormente, indiretamente desautorizado por familiares - desinteressados no rompimento -, voltou atrás; muito frustrado e insatisfeito.

d.6. Últimos anos
Ainda no ano de 1974, Elvis voltou a se apresentar no Astrodome, de Houston, estádio monumental, jamais contemplado com tal magnitude de um espetáculo de música popular. Novos recordes foram quebrados, superiores aos próprios, de 1970. Em um segundo show, 44.175 pagantes foram contabilizados; público até então inimaginável para um concerto de um único artista. Além de Houston, realizou shows históricos em Los Angeles, no mês de maio; prestigiado inclusive por artistas e bandas das novas gerações, então no auge, como um eufórico e entusiasmado Led Zeppelin. Uma única sessão de gravação foi realizada no ano seguinte, 1975, quando, no último dia do ano, Elvis Presley quebrou novo recorde de público para um artista solo até então, apresentando-se para 62 mil pessoas. Segmento de seus biógrafos afirmam que este seria seu último ano primoroso artisticamente. 


Elvis realiza shows históricos em sua carreira, sendo elogiado por todos, propiciando o seguinte comentário do jornal The New York Times: "Cada vez mais Presley melhora sua voz atingindo excelentes notas vocais. Ele ainda é o rei nos palcos.", referindo-se aos shows de "Uniondale" no condado de Nassau no estado de Nova Iorque. Muitos afirmam que os alguns dos melhores shows de Elvis em toda a carreira foram realizados em 1975. No mesmo período são lançados dois dos melhores álbuns de Elvis na década de 70, Elvis Today e Promised Land. Entretanto, pessoalmente, seus percalços se somavam gradativamente. Em 1976, ano em que realizou mais de 100 mega-espetáculos, Elvis voltou a apresentar-se no último dia do ano, na cidade de Pittsburgh; reconhecido pela crítica e público como um dos seus últimos grandes espetáculos de qualidade; para os fãs, antológico! Elvis Presley subiu aos palcos regularmente, de forma sofrível, ao longo dos seis primeiros meses de 1977, com a saúde visivelmente deteriorada. No mês de junho, teve espetáculos filmados pela rede de televisão CBS, vislumbrando um vindouro mega-especial, a ser levado ao ar em cadeia nacional oportunamente.


No dia 26 de junho de 1977 Elvis fez seu último show, em Indianápolis, chegando a cantar canções excepcionais para o período, como por exemplo "Bridge Over Troubled Water"; além de tocar "Unchained Melody" ao piano como havia feito nos shows de 19 e 21 de junho gravados pela CBS.

e) Morte

Na noite de 15 de agosto de 1977 Elvis vai ao dentista por volta das 11 horas da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas canções ao piano, indo dormir por volta das 4 ou 5 da madrugada do dia 16 de agosto. Por volta das 10 horas Elvis teria se levantado para ler no banheiro. O que aconteceu desse ponto até por volta das duas horas da tarde é um mistério. O desenlace ocorreu, possivelmente, no final da manhã, no banheiro de sua suíte, na mansão Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Os fatores predisponentes sistêmicos, os hábitos cotidianos e as circunstâncias que culminaram com a morte de Elvis Presley são dos pontos mais polêmicos e controvertidos entre seus biógrafos e fãs. Elvis só foi encontrado morto no horário das duas horas da tarde por sua namorada na época, Ginger Alden. Logo após, o seu corpo é levado ao hospital "Memorial Batista" e sua morte confirmada.


A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado a disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando comoção. Os fãs se aglomeraram em maior número em frente a mansão. 


As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. O velório aconteceu no dia 17. Alguns dos milhares de fãs puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas.


Por volta das 3 da tarde do dia 18 de agosto a cerimônia para familiares e amigos foi realizada, com canções gospel sendo cantadas pelos "Stamps" (Grupo vocal gospel) e por Kathy Westmoreland (cantora), que fizeram parte do grupo musical de Elvis na década de 1970. Após a cerimônia todos foram levados até o cemitério em limusines, e logo em seguida o corpo de Elvis é enterrado.


Dois meses após a morte do Rei do Rock, seu corpo e de sua mãe foram retirados da cripta do Cemitério de Forest Hill, em Memphis e levados para um túmulo novo, dentro dos limites da residência de Graceland.

f) Características artísticas

f.1. Influências
A primeira influência musical de Presley veio da música gospel. Sua mãe lembrou que, a partir dos dois anos de idade, na igreja da Assembleia de Deus em Tupelo, frequentada pela família, "ele escorregava do meu colo, entrava no corredor e subia até a plataforma. Lá ele ficava olhando o coro e tentando cantar com eles." Em Memphis, Presley frequentemente assistia a cantos do evangelho a noite inteira no Ellis Auditorium, onde grupos como o The Statesmen Quartet lideravam a música de um estilo que, sugere Guralnick, plantou as sementes do futuro de Presley.
Quando adolescente, os interesses musicais de Presley eram amplos e ele foi profundamente influenciado pelas expressões musicais brancas e afro-americanas. Embora ele nunca tenha recebido nenhum treinamento formal, ele foi abençoado com uma memória notável e seu conhecimento musical já era considerável quando fez suas primeiras gravações profissionais aos 19 anos em 1954. Quando Jerry Leiber e Mike Stoller o conheceram dois anos depois, eles ficaram surpresos com sua compreensão enciclopédica de blues e, como Stoller pontuou, "ele certamente sabia muito mais do que nós sobre música country e música gospel". Em uma conferência de imprensa no ano seguinte, ele orgulhosamente declarou: "Conheço praticamente todas as músicas religiosas que já foram escritas".

f.2. Musicalidade
Presley recebeu seu primeiro violão aos 11 anos de idade. Ele aprendeu a tocar e cantar, mas não teve treinamento musical formal, apesar de possuir um talento natural inato que o permitia captar músicas facilmente. Presley tocava violão, baixo e piano. Embora ele não pudesse ler ou compor músicas, ele era um músico natural e tocava tudo de ouvido. Presley frequentemente tocava um instrumento em suas gravações e produzia sua própria música. Presley tocou violão rítmico na maioria de suas gravações nos álbuns da Sun e da RCA nos anos 1950. Presley tocou baixo elétrico em uma de suas gravações chamada "(You're So Square) Baby I Don't Care" depois que seu baixista Bill Black teve problemas com o instrumento. Presley tocou piano em músicas como "Old Shep" e "First In Line" do seu álbum de 1956 chamado Elvis. Mais tarde, ele é creditado por tocar piano em alguns dos álbuns que gravou, como From Elvis in Memphis e "Moody Blue", que tocou piano em Unchained Melody, que foi uma das últimas músicas que ele gravou. Presley tocou guitarra em um de seus singles de sucesso chamado "One Night". Presley também tocou guitarra em um de seus singles de sucesso chamado "Are You Lonesome Tonight". No '68 Comeback Special, Elvis assumiu o comando da guitarra, a primeira vez que ele foi visto com o instrumento em público, e a tocou em músicas como " Baby What You Want Me to Do", "Lawdy Miss Clawdy" e outras. Elvis tocou a parte de trás de seu violão em alguns de seus hits, como "All Shook Up", "Don't Be Cruel", "(Let Me Be Your) Teddy Bear" e outros que fornecem uma percussão através de seu violão tocando em para criar uma batida. O álbum “Elvis Is Back!” traz Elvis tocando muito violão em músicas como "I Will Be Home Again", "Like a Baby" e outras.

f.3. Estilos e gêneros musicais
Presley foi uma figura central no desenvolvimento do rockabilly, segundo historiadores da música. "O rockabilly se cristalizou em um estilo reconhecível em 1954 com o primeiro lançamento de Elvis Presley, no selo da Sun", escreve Craig Morrison. Paul Friedlander descreve os elementos definidores do rockabilly, que ele também caracteriza como "essencialmente ... uma construção de Elvis Presley": "o estilo vocal cru, emotivo e arrastado e a ênfase no sentimento rítmico do blues com a banda de cordas e a guitarra rítmica dedilhada do country". Apesar de Katherine Charlton também chama Presley de "originador do rockabilly", Carl Perkins declarou explicitamente que "(Sam) Phillips, Elvis e eu não criamos o rockabilly" e, de acordo com Michael Campbell, "Bill Haley gravou o primeiro grande sucesso rockabilly". Na visão de Moore, também, "já estava lá há um bom tempo, na verdade. Carl Perkins estava basicamente fazendo o mesmo tipo de coisas em torno de Jackson e eu sei de fato que Jerry Lee Lewis toca esse tipo de música desde que ele tinha dez anos."
Na RCA, o som de rock and roll de Presley tornou-se distinto do rockabilly com vocais de grupo, guitarras mais fortemente amplificadas[44] e um estilo intenso. Embora ele fosse conhecido por pegar músicas de várias fontes e dar a elas um tratamento rockabilly/rock and roll, ele também gravou músicas em outros gêneros desde o início de sua carreira, desde o padrão pop "Blue Moon" no Sun até a balada country "How's the World Treating You?" em seu segundo LP ao blues de "PSanta Claus Is Back in Town". Em 1957, seu primeiro disco gospel foi lançado, o EP de quatro músicas, Peace in the Valley. Certificado como um milhão de vendedores, tornou-se o EP gospel mais vendido na história.
Após seu retorno do serviço militar em 1960, Presley continuou a tocar rock and roll, mas o estilo característico foi substancialmente atenuado. Seu primeiro single pós-exército, o hit número um "Stuck on You", é típico dessa mudança. Os materiais de publicidade da RCA se referiam à sua "batida do rock suave"; o discógrafo Ernst Jorgensen chama isso de "pop otimista". O número cinco "She's Not You" (1962) "integra os Jordanaires tão completamente que é praticamente doo-wop". O som moderno de blues/R&B capturado com sucesso em Elvis Is Back! foi essencialmente abandonado por seis anos, até gravações de 1966 a 1967 como "Down in the Alley" e "Hi-Heel Sneakers". A produção de Presley durante a maior parte da década de 1960 enfatizou a música pop, geralmente na forma de baladas como "Are You Lonesome Tonight?", número um em 1960. "It's Now or Never", que também liderou a parada naquele ano, foi uma variação do pop de influência clássica, baseada no napolitano "O sole mio" e concluindo com uma "cadência operática com voz total". Os dois eram números dramáticos, mas a maior parte do que Presley gravou em suas muitas trilhas sonoras de filmes era muito mais leve.
Enquanto Presley tocou várias de suas baladas clássicas para o '68 Comeback Special, o som do show foi dominado pelo rock and roll agressivo. Ele gravaria algumas músicas novas diretamente do rock and roll; como ele explicou, eles eram "difíceis de encontrar". Uma exceção significativa foi "Burning Love", seu último grande sucesso nas paradas pop. Como seu trabalho da década de 1950, as gravações subsequentes de Presley retrabalharam canções pop e country, mas em permutações marcadamente diferentes. Sua gama estilística agora começou a adotar um som de rock mais contemporâneo, além de soul e funk. Grande parte de Elvis em Memphis, assim como "Suspicious Minds", gravado nas mesmas sessões, refletia sua nova fusão de rock e soul. Em meados da década de 1970, muitos de seus singles encontraram uma casa nas rádios country, o campo em que ele se tornou uma estrela.


f.4. Estilo Vocal
O desenvolvimento da voz de Presley, conforme descrito pelo crítico Dave Marsh, vai de "alto e emocionado nos primeiros dias, a mais baixo e perplexo nos meses finais". Marsh credita a Presley a introdução do "gagueira vocal" em "Baby Let's Play House" de 1955. Quando em "Don't Be Cruel", Presley "desliza para um 'mmmmm' que marca a transição entre os dois primeiros versos", ele mostra "quão magistral é seu estilo descontraído". Marsh descreve a performance vocal em "Can't Help Falling in Love" como uma das "gentil insistência e delicadeza do fraseado".
Jorgensen chama a gravação de 1966 de "How Great Thou Art", "uma realização extraordinária de suas ambições vocais", enquanto Presley "elaborou para si um arranjo ad-hoc em que ele assumiu todas as partes do vocal de quatro partes, da introdução do baixo às alturas crescentes do clímax operático da música", tornando-se "uma espécie de quarteto de um homem só". Guralnick encontra "Stand By Me" nas mesmas sessões do gospel em "uma performance lindamente articulada, quase nua", mas, por outro lado, sente que Presley ultrapassa seus poderes em "Where Ninguém Stands Alone", recorrendo "a uma espécie de deselegante gritando para emitir um som" que Jake Hess do Statesmen Quartet tinha em seu comando. O próprio Hess pensou que, embora outros possam ter vozes iguais às de Presley, "ele tinha aquela coisa que todo mundo procura durante toda a vida". Guralnick tenta identificar essa coisa: "O calor de sua voz, seu uso controlado da técnica do vibrato e do alcance natural do falsete, a sutileza e a profunda convicção de seu canto eram todas qualidades reconhecidamente pertencentes ao seu talento, mas igualmente reconhecíveis que não devem ser alcançadas sem dedicação e esforço sustentados."
Marsh elogia sua leitura de 1968 de "US Male", "exibindo as letras dos durões, não as elevando ou exagerando, mas jogando-as ao redor com aquela garantia surpreendentemente dura e gentil que ele trouxe para suas gravações da Sun". A performance de "In the Ghetto" é, segundo Jorgensen, "desprovida de qualquer um de seus truques ou maneirismos vocais característicos", ao invés disso, conta com a excepcional "clareza e sensibilidade de sua voz". Guralnick descreve a apresentação da música como "eloqüência quase translúcida ... tão silenciosamente confiante em sua simplicidade". Em "Suspicious Minds", Guralnick ouve essencialmente a mesma "notável mistura de ternura e equilíbrio", mas complementada com "uma qualidade expressiva em algum lugar entre estoicismo (com suspeita infidelidade) e angústia (perda iminente)". O crítico musical Henry Pleasants observa que "Presley foi descrito de várias formas, desde barítono a tenor. Uma bússola extraordinária ... e uma gama muito ampla de cores vocais têm algo a ver com essa divergência de opinião".

g) Legado

Eu sei que ele inventou o rock and roll, de certa maneira, mas ... não é por isso que ele é adorado como um deus hoje. Hoje ele é adorado como um deus porque, além de inventar o rock and roll, ele era o maior cantor de baladas ao lado de Frank Sinatra...
Robert Christgau
December 24, 1985

A ascensão de Presley à atenção nacional em 1956 transformou o campo da música popular e teve um enorme efeito no escopo mais amplo da cultura popular. Como catalisador da revolução cultural que foi o rock and roll, ele foi central não apenas para defini-lo como um gênero musical, mas também para torná-lo um marco da cultura jovem e da atitude rebelde. Com suas origens racialmente misturadas - afirmadas repetidamente por Presley - a ocupação do rock and roll de uma posição central na cultura estadunidense dominante facilitou uma nova aceitação e apreciação da cultura afro-americana. A esse respeito, Little Richard disse sobre Presley: "Ele era um integrador. Elvis era uma bênção. Eles não deixavam a música negra passar. Ele abriu a porta para a música negra". Al Green concordou: "Ele quebrou o gelo para todos nós." O presidente Jimmy Carter comentou seu legado em 1977: "Sua música e sua personalidade, fundindo os estilos do país branco e o rhythm and blues dos negros, mudaram permanentemente a face da cultura popular americana. Ele era um símbolo para as pessoas de todo o mundo da vitalidade, rebeldia e bom humor de seu país." Presley também anunciou o alcance amplamente expandido das celebridades na era da comunicação de massa: aos 21 anos, dentro de um ano de sua primeira aparição na rede estadunidense de televisão, ele já era considerado uma das pessoas mais famosas do mundo.
O nome, a imagem e a voz de Presley são reconhecidos em todo o mundo. Ele inspirou uma legião de imitadores. Em pesquisas e pesquisas, ele é reconhecido como um dos mais importantes e influentes artistas da música popular estadunidense. "Elvis Presley é a maior força cultural do século XX", disse o compositor e maestro Leonard Bernstein. "Ele introduziu a batida em tudo e mudou tudo - música, linguagem, roupas. É uma revolução social totalmente nova - os anos sessenta vieram dele." John Lennon disse que "nada realmente me afetou até Elvis." Bob Dylan descreveu a sensação de ouvir Presley pela primeira vez como "como sair da prisão".
No 25º aniversário da morte de Presley, o The New York Times afirmou: "Todos os imitadores sem talento e terríveis pinturas de veludo preto em exibição podem fazê-lo parecer pouco mais que uma memória perversa e distante. Mas antes de Elvis se tornar um ícone popular, ele era o contrário: uma força cultural genuína ... Os avanços de Elvis são subestimados porque nesta era do rock and roll, sua música hard rock e seu estilo sensual triunfaram tão completamente." Não apenas as realizações de Presley, mas também suas falhas, são vistos por alguns observadores culturais como um acréscimo ao poder de seu legado.

h) Discografia

Elvis Presley (1956)
Elvis (1956)
Elvis' Christmas Album (1957)
Elvis is Back! (1960)
His Hand in Mine (1960)
Something for Everybody (1961)
Pot Luck (1962)
Elvis For Everyone (1965)
How Great Thou Art (1967)
From Elvis in Memphis (1969)
From Memphis to Vegas / From Vegas to Memphis (1969)
That's The Way It Is (1970)
Elvis Country (I'm 10,000 Years Old) (1971)
Love Letters from Elvis (1971)
Elvis Sings the Wonderful World of Christmas (1971)
Elvis Now (1972)
He Touched Me (1972)
Elvis (1973)
Raised on Rock (1973)
Good Times (1974)
Promised Land (1975)
Today (1975)
The Sun Sessions (1976)
From Elvis Presley Boulevard, Memphis, Tennessee (1976)
Moody Blue (1977)

i) Filmografia

Love Me Tender (1956)
Loving You (1957)
Jailhouse Rock(1957)
King Creole (1958)
G.I. Blues (1960)
Flaming Star (1960)
Wild in the Country (1961)
Blue Hawaii (1961)
Follow That Dream (1962)
Kid Galahad (1962)
Girls! Girls! Girls! (1962)
It Happened at the World's Fair (1963)
Fun in Acapulco(1963)
Kissin' Cousins(1964)
Viva Las Vegas(1964)
Roustabout (1964)
Girl Happy (1965)
Tickle Me (1965)
Harum Scarum (1965)
Frankie and Johnny (1966)
Paradise, Hawaiian Style (1966)
Spinout (1966)
Easy Come, Easy Go (1967)
Double Trouble (1967)
Clambake (1967)
Stay Away, Joe (1968)
Speedway (1968)
Live a Little, Love a Little (1968)
Charro! (1969)
The Trouble with Girls (1969)
Change of Habit (1969)
Elvis: That's the Way It Is (1970)
Elvis on Tour (1972)

j) Especiais na Televisão

Elvis (1968)
Aloha from Hawaii: Via Satellite (1973)
Elvis in Concert (1977)


Elvis Presley - Blue Suede Shoes 1956 



Elvis Presley - Jailhouse Rock (Music Video)



Elvis Presley - Hound dog (60 year)



Elvis Presley - Don't Be Cruel (September 9, 1956) on The Ed Sullivan Show



Elvis Presley - Medley: Heartbreak Hotel / Hound Dog / All Shook Up



Elvis Presley - Suspicious Minds Live in Las Vegas



Elvis Presley - My Way (Aloha From Hawaii, Live in Honolulu, 1973)



Elvis Presley - Johnny B. Goode (Aloha From Hawaii, Live in Honolulu, 1973)



Elvis Presley - Love Me Tender (Live 1970)



Elvis Presley with The Royal Philharmonic Orchestra: Always On My Mind (HD)



Elvis Presley Funeral



17. Bill Halley


William John Clifton Haley (06 julho de 1925 - 9 de fevereiro de 1981) foi um americano pioneiro do rock and roll músico. Muitos acreditam que ele popularizou essa forma de música no início dos anos 1950 com seu grupo Bill Haley & His Comets e vendeu milhões de sucessos como "Rock Around the Clock", "See You Later, Alligator", "Shake, Rattle and Roll","Rocket 88","Skinny Minnie" e "Razzle Dazzle". Suas gravações venderam mais de 60 milhões de discos em todo o mundo.

a) Biografia

a.1. Juventude e carreira
Bill Haley nasceu em 6 de julho de 1925 em Highland Park, Michigan, como William John Clifton Haley. Em 1929, Haley, de quatro anos, foi submetido a uma operação na mastoide do ouvido interno que cortou acidentalmente um nervo óptico, deixando-o cego do olho esquerdo para o resto da vida. Diz-se que ele adotou sua marca registrada do beijo curvo sobre o olho direito para chamar a atenção do esquerdo, mas também se tornou seu "truque" e aumentou sua popularidade. Como resultado dos efeitos da Grande Depressão na área de Detroit, seu pai mudou-se com a família para Bethel, Pensilvânia, quando Bill tinha sete anos. 


O pai de Haley, William Albert Haley, era de Kentuckye tocava banjo e bandolim, e sua mãe, Maude Green, que era originalmente de Ulverston em Lancashire , Inglaterra , era uma tecladista tecnicamente talentosa com formação clássica. Haley contou a história que quando ele fez uma simulação de guitarra de papelão, seus pais compraram para ele uma de verdade. 
Uma de suas primeiras aparições foi em 1938 para um evento de entretenimento do time de beisebol Bethel Junior, tocando violão e canções quando ele tinha 13 anos.
As notas anônimas que acompanham o álbum da Decca de 1956, Rock Around the Clock, descrevem o início da vida e da carreira de Haley: "Quando Bill Haley tinha quinze anos [c. 1940], ele saiu de casa com sua guitarra e muito pouco mais e partiu no difícil caminho para a fama e fortuna. Os anos seguintes, continuando esta história como um conto de fadas, foram duros e assolados pela pobreza, mas repletos de experiências úteis. 

Bill Haley And The Comets

Além de aprender a viver com uma refeição por dia e outros exercícios artísticos, ele trabalhou em um show ao ar livre no parque, cantou e cantou com qualquer banda que quisesse e trabalhou com um programa de medicina itinerante. Eventualmente, ele conseguiu um emprego com um grupo popular conhecido como "Down Homers" enquanto eles estavam em Hartford, Connecticut. Logo depois disso, ele decidiu, como todas as pessoas bem-sucedidas devem decidir em algum momento ou outro, ser seu próprio patrão novamente - e tem sido assim desde então. Essas notas falham em explicar sua primeira banda, conhecida como Four Aces of Western Swing. Durante a década de 1940, Haley foi considerado um dos maiores caubóis yodelers da América como "Silver Yodeling Bill Haley". Uma fonte afirma que Hayley começou sua carreira como "The Rambling Yodeler" em uma banda country, The Saddlemen. 
As notas da manga concluem: "Por seis anos, Bill Haley foi diretor musical da Radio Station WPWA em Chester , Pensilvânia, e liderou sua própria banda durante todo esse período. Era então conhecido como Bill Haley's Saddlemen, indicando sua inclinação definitiva para o difícil Estilo ocidental. Eles continuaram tocando em clubes, bem como no rádio na Filadélfia, e em 1951 fizeram suas primeiras gravações na Keystone Records de Ed Wilson, na Filadélfia. " O grupo posteriormente assinou com Dave Miller Holiday Records e, em 14 de junho de 1951, os Saddlemen gravaram um cover do Delta Cats " Rocket 88 ".

a.2. Bill Haley and The Comets
Durante o fim de semana do Dia do Trabalho em 1952, os Saddlemen foram renomeados como Bill Haley com Haley's Comets (inspirado na pronúncia supostamente oficial do Halley's Comet , um nome sugerido pelo diretor do programa da estação de rádio WPWA, Bob Johnson, onde Bill Haley tinha um programa de rádio ao vivo de meio-dia às 13h), e em 1953, a gravação de Haley de " Crazy Man, Crazy " (co-escrita por ele e seu baixista, Marshall Lytle , embora Lytle não recebesse crédito até 2001) se tornou a primeira música de rock and roll a atingiu as paradas americanas, chegando ao número 15 na Billboard e número 11 na Cash Box . Logo depois, o nome da banda foi revisado para "Bill Haley & His Comets".
Em 1954, Haley gravou " Rock Around the Clock ". Inicialmente, foi relativamente bem-sucedido, chegando ao 23º lugar na parada de singles pop da Billboard e permanecendo nas paradas por algumas semanas. No relançamento, o recorde alcançou a posição # 1 em 9 de julho de 1955.


Haley logo teve outro sucesso mundial com " Shake, Rattle and Roll ", outro cover de rhythm and blues neste caso de Big Joe Turner, que vendeu um milhão de cópias e foi a primeira música rock 'n' roll a entrar nos britânicos paradas de singles em dezembro de 1954, tornando-se um disco de ouro. Ele reteve elementos do original (que era blues lento), mas acelerou alguns aspectos da música country na música (especificamente, swing ocidental) e mudou a letra. Haley e sua banda foram importantes no lançamento da música conhecida como "Rock and Roll" para um público mais amplo, após um período em que foi considerada um gênero underground.
Quando "Rock Around the Clock" apareceu como música tema do filme Blackboard Jungle, estrelado por Glenn Ford, de 1955, subiu ao topo da parada americana da Billboard por oito semanas. O single é comumente usado como uma linha conveniente de demarcação entre a "era do rock" e a indústria musical que a precedeu. A Billboard separou suas tabulações estatísticas em 1890–1954 e 1955 – presente. Depois que o disco alcançou o primeiro lugar, Haley se tornou amplamente popular entre aqueles que haviam abraçado o novo estilo de música. Com o sucesso da canção, a era do rock começou da noite para o dia e acabou com o domínio dos padrões de jazz e pop interpretados por Frank Sinatra, Jo Stafford, Perry Como, Bing Crosby, Eddie Fisher, Patti Page e outros. No entanto, no Reino Unido, Haley foi apoiado pelo ex-vocalista do Dankworth Seven, Frank Holder, entre outros.


"Rock Around the Clock" foi o primeiro disco a vender mais de um milhão de cópias na Grã-Bretanha e na Alemanha. Mais tarde, em 1957, Haley se tornou a primeira grande cantora de rock americana a fazer uma turnê pela Europa. Haley continuou a marcar sucessos ao longo dos anos 1950, como " See You Later, Alligator " e estrelou os primeiros filmes musicais de rock and roll Rock Around the Clock e Don't Knock the Rock, ambos em 1956. Haley já tinha 30 anos, e ele logo foi eclipsado nos Estados Unidos pelo jovem e mais sexy Elvis Presley, mas continuou a gozar de grande popularidade na América Latina, Europa e Austrália durante os anos 1960. Bill Haley e os Cometas cantaram "Rock Around the Clock" no Texaco Star Theatre apresentado por Milton Berle na terça-feira, 31 de maio de 1955, na NBC em umaversão a cappella e dublada. Berle previu que a música alcançaria o primeiro lugar: "Um grupo de artistas que está indo direto para o topo". Berle também cantou e dançou a música que foi interpretada por todo o elenco do show. Esta foi uma das primeiras apresentações de uma banda de rock and roll transmitida nacionalmente pela televisão e proporcionou ao novo gênero musical um público muito mais amplo.
Bill Haley e os Cometas foram o primeiro show de rock and roll a aparecer na icônica série musical americana Ed Sullivan Show no domingo, 7 de agosto de 1955, na CBS em uma transmissão que se originou do Shakespeare Festival Theatre em Hartford, Connecticut. Eles realizaram uma versão ao vivo de "Rock Around the Clock" com Franny Beecher na guitarra e Dick Richards na bateria. A banda fez sua segunda aparição no show no domingo, 28 de abril de 1957, apresentando as músicas " Rudy's Rock " e "Forty Cups of Coffee".

Bill Haley And The Comets Live Birmingham

Bill Haley and the Comets apareceu no American Bandstand apresentado por Dick Clark na ABC duas vezes em 1957, no programa do horário nobre de 28 de outubro de 1957 e no programa diurno regular em 27 de novembro de 1957. A banda também apareceu no Saturday Night de Dick Clark Beechnut Show, também conhecido como The Dick Clark Show, uma série de TV em horário nobre de Nova York em 22 de março de 1958, durante a primeira temporada e em 20 de fevereiro de 1960, apresentando "Rock Around the Clock", "Shake, Rattle and Roll" e "Tamiami". Em 2017, Haley foi introduzido no National Rhythm & Blues Hall of Fame.

b) Vida pessoal

b.1. Casamentos
Bill Haley foi casado três vezes:
• Dorothy Crowe (11 de dezembro de 1946 - 14 de novembro de 1952) (divorciada) (dois filhos)
• Barbara Joan Cupchak (18 de novembro de 1952 - 1960) (divorciada) (cinco filhos)
• Martha Velasco (1963 - 9 de fevereiro de 1981; sua morte) (três filhos)
Bill Haley teve pelo menos dez filhos. John W. Haley, seu filho mais velho, escreveu Sound and Glory, uma biografia de Haley. Sua filha mais nova, Gina Haley , é uma musicista profissional residente no Texas. Scott Haley é um atleta. Seu filho mais novo, Pedro, também é músico. 
Ele também tinha uma filha, Martha Maria, de seu último casamento com Martha Velasco. 
Bill Haley Jr., o segundo filho de Haley e primeiro com Joan Barbara "Cuppy" Haley-Hahn, publica uma revista de negócios regional. Em fevereiro de 2011, ele formou uma banda de tributo, apresentando a música de seu pai e contando as histórias por trás das canções.

c) Últimos anos

Um alcoólatra admitido, Haley travou uma batalha contra o álcool na década de 1970. No entanto, ele e sua banda continuaram a ser um ato de turnê popular, beneficiando-se de um movimento de nostalgia dos anos 1950 que começou no final dos anos 1960 e da assinatura de um lucrativo contrato de gravação com o selo europeu Sonet. Depois de se apresentar para a Rainha Elizabeth II no Royal Variety Performance em 10 de novembro de 1979, Haley fez suas últimas apresentações na África do Sul em maio e junho de 1980. Antes da turnê sul-africana, ele foi diagnosticado com um tumor no cérebro e uma turnê planejada para a Alemanha no outono de 1980 foi cancelada.
A edição de 25 de outubro de 1980 do tablóide alemão Bild relatou que Haley tinha um tumor no cérebro, citando o empresário britânico Patrick Malynn dizendo que Haley "teve um ataque e não reconheceu mais ninguém" depois de ser levado para sua casa em Beverly Hills, além do jornal citando um médico, que o tumor era inoperável. O Berliner Zeitung relatou alguns dias depois que Haley desmaiou após uma apresentação no Texas e foi levado ao hospital em sua cidade natal, Harlingen, Texas.


Seu problema com a bebida estava piorando. Nessa época, Bill e Martha brigavam o tempo todo e ela disse a ele para parar de beber ou se mudar. Ele então se mudou para um quarto na casa da piscina. Martha ainda cuidava dele e às vezes ele entrava em casa para comer, mas ele comia muito pouco. "Houve dias em que nunca o vimos", disse a filha Martha Maria. Além dos problemas com a bebida de Haley, ele também tinha sérios problemas mentais. Martha Maria disse: "Era como se às vezes ele ficasse bêbado mesmo quando não estava bebendo". Depois de ser preso pela Polícia Harlingen, Martha fez com que o juiz colocasse Haley no hospital, onde ele foi examinado por um psiquiatra, que disse que o cérebro de Bill estava produzindo em excesso uma substância química, como adrenalina. 


O médico prescreveu um medicamento para interromper a superprodução, mas disse que Bill teria que parar de beber. Martha disse: "Isso é inútil." Ela o levou para casa, no entanto, alimentou-o e deu-lhe a primeira dose. Assim que se sentiu melhor, voltou para seu quarto na casa da piscina e a espiral descendente continuou até sua morte. Haley fez uma sucessão de telefonemas bizarros, principalmente monólogos, tarde da noite para amigos e parentes no final de sua vida, nos quais ele era semicoerente, sua primeira esposa teria dito: "Ele ligava para você e ficava divagando, morando no passado ...". 

d) Morte

Haley morreu em 9 de fevereiro de 1981, aos 55 anos, em sua casa em Harlingen, no Texas. Seu corpo foi cremado; o destino de suas cinzas é desconhecido publicamente. Seu atestado de óbito indicou 'causas naturais, provavelmente um ataque cardíaco ' como sendo a causa. 

e) Homenagens e Legado

Haley foi introduzido postumamente no Rock and Roll Hall of Fame em 1987. Seu filho Pedro o representou na cerimônia. Ele recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 6350 Hollywood Boulevard em 8 de fevereiro de 1960, por suas contribuições para a indústria musical. Os Cometas foram introduzidos separadamente no Hall da Fama como grupo em 2012, após uma mudança de regra permitiu a indução de grupos de apoio.
Os compositores Tom Russell e Dave Alvin abordaram a morte de Haley em termos musicais com "Haley's Comet" no álbum Blue Blvd de Alvin, de 1991. Dwight Yoakam deu apoio à homenagem.

Selo com foto de Bill Haley

Os membros sobreviventes do contingente de 1954-1955 dos Cometas Haley se reuniram no final dos anos 1980 e continuaram a se apresentar por muitos anos em todo o mundo. Eles lançaram um show em DVD em 2004 pela Hydra Records, tocaram no Viper Room em West Hollywood em 2005 e se apresentaram no American Bandstand Theatre de Dick Clark em Branson, Missouri, começando em 2006-07. Em 2014, apenas dois membros desse contingente em particular ainda estavam vivos (Joey Ambrose e Dick Richards), mas eles continuaram a se apresentar em Branson e na Europa. No verão de 2019, Dick Richards, o baterista do Comets, faleceu aos 95 anos. Pelo menos dois outros grupos também continuam a se apresentar na América do Norte sob o nome de Comets a partir de 2014.
Em março de 2007, os Cometas Originais abriram o Museu Bill Haley em Munique, Alemanha. Em 27 de outubro de 2007, o ex-guitarrista do Comets, Bill Turner, abriu o Museu Bill Haley para o público.

f) Asteróide

Em fevereiro de 2006, a União Astronômica Internacional anunciou o nome do asteróide 79896 Billhaley para marcar o 25º aniversário da morte de Bill Haley.

g) Prêmios

Em 1982, "Rock Around the Clock" de Haley foi incluído no Grammy Hall of Fame , um prêmio Grammy especial criado em 1973 para homenagear gravações de pelo menos 25 anos e com "significado qualitativo ou histórico".
Em dezembro de 2017, Haley foi introduzido no Rhythm and Blues Hall Of Fame .

h) Discografia

1956 - Rock 'n' Roll Stage Show (Decca 8345)
1957 - Rockin' the Oldies (Decca 8569)
1958 - Rockin' Around the World (Decca 8692)
1959 - Bill Haley's Chicks (Decca 8821)
1959 - Strictly Instrumental (Decca 8964)
1960 - Bill Haley and His Comets (Warner Bros. 1378)
1960 - Haley's Juke Box (Warner Bros. 1391)
1961 - Twist (Dimsa 8255)
1961 - Bikini Twist (Dimsa 8259)
1962 - Twist Vol. 2 (Dimsa 8275)
1962 - Twist en Mexico (Dimsa 8290)
1963 - Madison (Orfeon 12339)
1963 - Carnaval de Ritmos Modernos (Orfeon 12340)
1964 - Rock Around the Clock King (Guest Star 1454)
1964 - Surf Surf Surf (Orfeon 12354)
1966 - Whisky a Go-Go (Orfeon 12478) - studio album with simulated "live" audience overdubbed
1966 - Bill Haley a Go-Go (Dimsa 8381) - studio album with simulated "live" audience overdubbed
1968 - Biggest Hits (re-recordings plus new tracks) (Sonet 9945); issued in England as Rock Around the Clock (Hallmark SHM 668) and in North America as Rockin' (Pickwick SPC 3256)
1971 - Rock Around the Country (Sonet 623); issued in North America by GNP-Crescendo (LP 2097) and as Travelin' Band on Janus (JLS 3035)
1973 - Just Rock 'n' Roll Music (Sonet 645); issued in North America by GNP-Crescendo (LP 2077) as Rock 'n' Roll
1976 - R-O-C-K (re-recordings) (Sonet 710); issued in North America by Sun International Records (Sun 143) in 1979
1978 - Golden Country Origins (previously unissued pre-Comets recordings from c.1948-1951) (Grassroots Records)
1979 - Everyone Can Rock and Roll (Sonet 808)


Bill Haley and His Comets - Rock Around The Clock/Shake Rattle Roll 1969



Bill Haley and His Comets - See you later alligator



Bill Haley and His Comets - Shake Rattle & Roll



Bill Haley - Rocket 88



Bill Haley and His Comets - Skinny Minnie 1958



Bill Haley and His Comets - Razzle Dazzle



Bill Haley and His Comets - Lets Rip it up



Bill Haley and His Comets - Tequila live in Belgium 1958



Bill Haley & His Comets - Vive Le Rock'n Roll



Pimeira Visita de Bill Halley ao Brasil em 1958



Bill Haley and His Comets (Mini Documentary)





Até o próximo encontro!