quarta-feira, 6 de maio de 2020

The Rolling Stones - Bridges To Babylon

Um baita disco de uma das maiores bandas deste planeta

  
Bridges to Babylon é o vigésimo primeiro álbum de estúdio com músicas inéditas na Discografia britânica e o vigésimo terceiro na Discografia Americana da banda de Rock The Rolling Stones, lançado pela Virgin Records em 29 de setembro de 1997.
Foi o segundo é último álbum de inéditas dos Stones na Década de 1990, período em que suas turnês mundiais, inclusive a Bridges to Babylon Tour, apresentaram shows cada vez mais caros e impactantes, alcançando grande sucesso, públicos recordes, e faturamento milionário, com os membros surpreendendo e admirando com a vitalidade e boa forma demonstrada, especialmente Mick Jagger.



História

Depois do enorme sucesso da turnê mundial Voodoo Lounge Tour que terminou em 1994 e da gravação e lançamento de seu álbum acústico, Stripped em 1995, os Stones se deram férias por alguns meses. Durante o verão de 1996, Jagger e Richards, The Glimmer Twins, se reencontraram para compor novas músicas, vindo a produzir as primeiras gravações demo ao fim do ano. Um novo álbum de inéditas seria lançado, produzido novamente por Don Was, com o auxílio de alguns produtores adicionais. As músicas foram gravadas em um período de quatro meses entre a Primavera e o Verão de 1997, em um estúdio de Los Angeles, nos Estados Unidos. 

Bridges to Babylon Tour

A expectativa por parte de alguns, de que o baixista Darryl Jones seria efetivado como membro da banda, preenchendo a vaga deixada por Bill Wyman, acabou não se confirmando, tendo os membros remanescentes da banda decidido por continuar usando baixistas contratados. Para gravação deste álbum, dez músicos diferentes tocaram o Contra-baixo. 


Curioso foi quando Angela Richards, filha de Keith Richards, mostrou ao pai que a melodia no refrão de Anybody Seen my Baby? estava muito parecida com a melodia do sucesso Constant Craving de K. d. lang. Para evitar qualquer questionamento futuro na justiça, entraram em contato com os compositores K. D. Lang e Bem Mink, os quais foram colocados nos créditos do álbum, dividindo a autoria da música ao lado da eterna dupla Jagger/Richards. O álbum ainda apresentou o número recorde de três faixas cantadas por Keith.



Lançamento e Recepção

Lançado em 29 de setembro de 1997 o álbum recebeu críticas mistas da imprensa especializada. Porém vendeu muito, como de costume, chegando a ser o terceiro álbum mais vendido nos E.U.A., sexto mais vendido no Reino Unido, e segundo mais vendido na França, por exemplo. Seu principal hit foi Anybody Seen my Baby?, sendo que Saint of Me e Out of Control foram sucessos menores tocados nas rádios.
Na esteira do lançamento do álbum, os Rolling Stones deram início a mais uma turnê milionária mundial, Bridges to Babylon Tour, a qual rodou dezenas de países em vários continentes, totalizando 108 shows aclamados por crítica e fãs. Desta turnê surgiu o álbum ao vivo No Security.
Em 2009, Bridges to Babylon foi remasterizado e relançado pela Universal Records.


Anybody Seen My Baby?

"Anybosy Seen My Baby?" É uma música da banda de rock inglesa The Rolling Stones em seu álbum de 1997, Bridges to Babylon. Ela alcançou o número 22 na parada de singles do Reino Unido, tornando-se o 38º hit do Top-40 em seu país de origem. A música teve mais sucesso no exterior, liderando a parada de singles da RPM no Canadá e alcançando o top 20 em vários países europeus, incluindo Hungria e Espanha. Nos Estados Unidos, alcançou o número três na parada da Billboard Mainstream Rock.


Escrita por Mick Jagger e Keith Richards, a música também traz créditos de participação na letra para Kd Lang e Ben Mink. A música é conhecida por seu refrão, que soa muito parecido com o hit de 1992 de Lang, "Constant Craving". Jagger e Richards alegaram nunca ter ouvido a música antes, apenas tendo descoberto a semelhança antes do lançamento dos Stones. Como Richards relatou em sua autobiografia Life, "Minha filha Angela e uma amiga estavam no Redlands e eu estávamos tocando o disco e elas começaram a cantar essa música totalmente diferente por cima. 


Eles estavam ouvindo 'Constant Craving' de kd lang. Foi Angela e sua amiga que reconheceram." Os dois deram crédito a Lang, juntamente com seu co-escritor Mink. Lang disse que ficou "completamente honrado e lisonjeado" ao receber o crédito de compositor. 


Por coincidência, "Anybody Seen My Baby" é o título de uma música escrita e gravada por Brian Jones depois de deixar o Rolling Stones. "Anybody Seen My Baby?" seria a única faixa de Bridges to Babylon a aparecer na retrospectiva da carreira dos Stones em 2002, Quarenta Licks.
"Anybody Seen My Baby?" apresenta inspirações variadas, incluindo amostragem do artista de hip hop Biz Markie, tornando a única música do The Rolling Stones a incluir amostragens de artistas pláticos. Baixo e teclados da música são interpretados por Jamie Muhoberac. Waddy Wachtel toca violão e Jagger, Richards e Wachtel tocam guitarra. A música tem uma sensação distinta de R&B, impulsionada pelo baixo de Muhoberac.
O videoclipe official da música talvez seja mais lembrado por apresentar Angelina Jolie. Ela aparece como uma stripper que sai no meio da performance para passear pela cidade de Nova York.

Faixas (Todas as músicas por Mick Jagger e Keith Richards, exceto onde anotado)
 - Flip the Switch
- Anybody Seen My Baby? (Mick Jagger/Keith Richards/k.d. Lang/Ben Mink)
- Low Down
- Already Over Me
- Gunface
- You Don't Have to Mean It
- Out of Control
- Saint of Me
- Might as Well Get Juiced
- Always Suffering
- Too Tight
- Thief in the Night" (Mick Jagger/Keith Richards/Pierre de Beauport)
- How Can I Stop?

  



The Rolling Stones - Anybody Seen My Baby – Official Promo



The Rolling Stones - Anybody Seen My Baby (Bridges To Bremen)



Madicine - Anybody seen my baby



Zlatko Brodaric - Anybody Seen My Baby?



Flattus ft. Eva Burešová - Anybody Seen My Baby



The Rolling Stones - Flip The Switch (Studio)



The Rolling Stones - Flip The Switch Live St. Louis 1977



The Rolling Stones - Low Down



Gary Clark Jr. - Low Down Rolling Stone Live The Beacon Theater 2019



The Rolling Stones - Already Over Me (Studio)



Black Berry Band – Already Over Me Rolling Stones Tribute



The Rolling Stones - Out Of Control (Studio)



The Rolling Stones - Out of Control - Live 1997








domingo, 3 de maio de 2020

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Capítulo 1

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias
Capítulo 1
Uma Breve História dos EUA


A história dos Estados Unidos num livro que fala sobre Rock And Roll?
Pois é!
É que foi lá que tudo começou.
Então, o conhecimento de alguns fatos importantíssimos da história desse país, irão nos ajudar a entender muita coisa de como tudo se deu.
Então vamos lá.


A ocupação do território onde hoje estão os Estados Unidos, começa com a migração de humanos da Ásia, através do Estreito de Bering, num período indeterminado (estimativas variam de dez a quarenta mil anos atrás).
Diversas tribos nativos americanas viviam na região que atualmente constitui os Estados Unidos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Cada um destes grupos indígenas era composto por diversas tribos com culturas e idiomas semelhantes, que eram aliados ou neutros entre si. Entre os grupos indígenas dos Estados Unidos, destacam-se os Iroqueses, os Algonquinos, os Hurões, os Sioux, os Apaches, os Uto-astecas, os Havaianos e os Esquimós. Estas famílias indígenas estavam, por sua vez, divididas em várias tribos menores. Não se sabe ao certo o número total de nativos indígenas que viviam no atual Estados Unidos nos anos que precederam à chegada dos primeiros europeus. Estima-se este número entre um a quinze milhões de índios. Estes números também incluem astecas que viviam no Sul do atual Estados Unidos.
Os primeiros europeus chegaram ao longo do século XVI. Diferentes nações exploraram e reivindicaram diferentes partes dos Estados Unidos. Os espanhóis foram os primeiros a explorarem as atuais regiões de Flórida, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia.
Os franceses instalaram-se ao longo da região central do atual Estados Unidos, e holandeses e suecos no Nordeste. Durante a década de 1640 os holandeses expulsaram os suecos da região.
A Virgínia foi a primeira colônia britânica nas Américas. A colônia britânica de Virgínia foi fundada em 1606. 


Jamestown foi o primeiro assentamento britânico fundado no continente americano. Os colonos britânicos esperavam encontrar ouro ou outros metais preciosos, mas nada encontraram. Ao invés disso, a Virgínia eventualmente tornou-se uma colônia agrária, passando a exportar tabaco para o Reino Unido a partir de 1612. A Virgínia também se destaca por ter sido a primeira colônia a criar um sistema de governo, a Casa de Burgess, uma câmara legislativa.
Outras províncias coloniais britânicas logo foram fundadas pelo Reino Unido, ao longo do Oceano Atlântico. Massachusetts foi fundada em 1620, e Nova Hampshire, em 1623.
A colônia de Nova Iorque foi fundada em 1624. Esta última colônia duplicaria após os britânicos terem expulsado os holandeses do Nordeste do atual Estados Unidos. Os holandeses estavam instalados no que atualmente constitui o sul do Estado de Nova Iorque, em uma colônia chamada Novos Países Baixos, cuja capital era Nova Amsterdam. Os Novos Países Baixos foram capturados em 1664 pelos britânicos, e Nova Amsterdã foi renomeada como Nova Iorque.
Os atuais Estados Unidos da América nasceram da união de Treze Colônias britânicas estabelecidas na costa atlântica da América do Norte a partir do século XVII. Em 1776, uma revolta foi organizada pela classe dirigente dos colonos e seguiu-se a Revolução Americana de 1776, que foi uma guerra de independência contra a autoridade do rei do Reino Unido. Em 1789, o país adotou uma constituição e assumiu a forma de uma República Federal, concedendo grande autonomia aos Estados federados. Desde o reconhecimento da sua independência pelo Reino Unido em 1783, e até meados do século XX, novos territórios e Estados foram sendo incorporados, ampliando as fronteiras do país até ao Oceano Pacífico.
Desde tempos coloniais, os Estados Unidos enfrentaram a falta de mão-de-obra. À época, as diferenças socioeconômicas no país eram enormes, com um norte industrializado e um sul agrário. A falta de mão-de-obra incentivou a imigração europeia no Norte e o uso do trabalho escravo no Sul — que fazia uso extensivo de escravos comprados no continente africano. Os Estados industrializados do Norte eram contra a escravidão, enquanto o Sul achava que a escravidão era indispensável para o contínuo sucesso da agricultura sulista. Estas diferenças foram um dos muitos motivos de tensão política que gradualmente desencadearam a formação dos Estados Confederados da América, o que gerou a Guerra Civil Americana, da união, contra os sulistas — confederados — entre 1861 e 1865, uma guerra civil na qual o número de baixas americanas foi maior do que a soma de todas as baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua independência.
Dessa separação cultural, posteriormente, pôde-se observar o nascimento de estilos diferentes de Rock, em função da própria cultura local em cada uma dessas regiões.


A Música nos Estados Unidos

A música dos Estados Unidos reflete a população multiétnica, mas tem a sua base principalmente nos géneros afro-culturais através de diversos estilos. Rock and Roll, Blues, Country, Rhythm and Blues, Jazz, Pop, Tecno e Hip Hop estão entre os géneros musicais do país mais reconhecidos internacionalmente, algumas outras formas de música popular americana também têm ganhado audiência global.
Os povos nativos foram os primeiros habitantes dos Estados Unidos e tocaram as suas primeiras músicas. Começando no século XVII, imigrantes do Reino Unido, Irlanda, Espanha, Alemanha e França começaram a chegar em grande número, trazendo consigo novos estilos e instrumentos. Os escravos africanos trouxeram tradições musicais e cada leva de imigrantes contribuiu para a miscigenação.
Muito da moderna música popular tem suas raízes ligadas à música negra americana (com influência do blues) e ao crescimento da música gospel nos anos do século passado. A base afro-americana da música popular utilizou elementos vindos da música europeia e indígena. Os Estados Unidos tiveram também influência das tradições musicais e da produção musical na Ucrânia, Irlanda, Escócia, Polônia, América latina e nas comunidades judaicas, entre outras.
Muitas cidades americanas têm um cenário musical vibrante e, em cada uma, estilos regionais florescem. Juntamente com grandes centros musicais como Seattle, Nova Iorque, Minneapolis, Chicago, Nashville, Austin e Los Angeles, muitas cidades menores têm produzido destacados estilos musicais. O "Cajun", a música da Lousiana, a Música havaiana, o Bluegrass, a música antiga do Sudeste dos Estados Unidos são alguns exemplos da sua diversidade musical.
A música dos Estados Unidos pode ser caracterizada pelo uso de sincopação assimétrica e ritmos, melodias irregulares, que são reflexos da sua grande geografia e do sentimento de liberdade pessoal característica de vida americana. Alguns aspectos distintos da música americana, como o do tipo “chamada e resposta”, são derivados das técnicas e instrumentos africanos.
No desenvolvimento da história americana até os tempos modernos a relação entre a música americana e europeia tem sido um tema fartamente discutido.
Alguns estudiosos entendem que a música americana caminha para um estilo e técnica mais europeu, enquanto que outros entendem que a música americana caminha mais por estilos com sentimentos mais nacionalistas.
O estudioso de Música Clássica John Warthen Struble tem comparado os estilos americanos e europeus, concluindo que a música dos Estados Unidos é inerentemente distinta porque os Estados Unidos não tiveram muitos séculos de evolução musical como uma nação.
Ao invés disso a música dos Estados Unidos é resultado da integração de sons indígenas e de grupos de imigrantes, sendo que todas elas foram desenvolvidas em grande parte dentro de suas regiões até a eclosão da Guerra Civil Americana, quando pessoas de todas as partes foram reunidas em unidades do exército, em comércios, com isso houve a mistura de estilos musicais e técnicas.
Struble consideradas as baladas da Guerra Civil "a primeira música folclórica americana discernível com funcionalidades que podem ser considerados inéditos para a América: a primeira sonoridade americana musical, como um estilo regional distinto de qualquer derivado de outro país.
A Guerra Civil, e o período seguinte, viram um florescimento geral da arte americana, literatura e música. Conjuntos amadores musicais desta época são os responsáveis pelo nascimento da música popular americana. O autor musical David Ewen descreve estas primeiras bandas amadoras como feitas para combinar "a profundidade e o drama de clássicos com uma técnica não complicada, evitando complexidade em favor de expressão direta”.
De certa forma isso era parte de um todo que despertou a América depois da Guerra Civil, uma vez que, nessa época eclodiram incontáveis pintores, escritores e compositores americanos, abordando profundamente temas exclusivamente americanos. 


Durante este período, as raízes do Blues, Gospel, Jazz e Country tomaram forma; no século XX, estes se tornaram o núcleo da música popular americana, o que mais tarde evoluíram no sentido dos estilos e ritmos como o Blues, Rock and Roll e música Hip Hop.
A música se relaciona com vários aspectos sociais e culturais dos Estados Unidos: a estrutura social americana, aspectos étnicos e raciais, religiosos, linguísticos, de gênero, assim como aspectos sexuais. Porém, a relação entre a música e a raça talvez seja a mais determinante. O desenvolvimento da música negra nos Estados Unidos, independentemente da África e da Europa, tem sido um tema constante no estudo da história da música americana. Existem poucos registros da era colonial, quando estilos, canções e instrumentos da África ocidental se mesclaram no caldeirão da escravidão.
Por meados do século XIX, uma tradição folclórica distintamente afro-americana era bem conhecida e difundida, e técnicas musicais afro-americanas, instrumentos e as imagens se tornaram uma parte do mainstream americano através da música Spiritual, shows de menestréis e músicas de escravos. O estilo musical afro-americano tornou-se parte integrante da música americana popular através de Blues, Jazz, Rhythm and Blues, e então Rock and Roll, Soul e música Hip Hop, todos estes estilos foram consumidos pelos americanos de todas as raças, mas foram criados no estilo afro-americano e expressões idiomáticas antes de eventualmente se tornar comum no desempenho e consumo em profusão.
A situação econômica e social distingue a produção e o consumo da música americana, com as classes mais altas patrocinando a música clássica e a música rural e étnica geralmente ligada aos mais pobres. No entanto, essa divisão não é absoluta, sendo mais aparente do que real; a música country, por exemplo, é um gênero comercial destinado ao "apelo à identidade da classe trabalhadora, enquanto seus ouvintes podem ou não ser trabalhadores de fato".
A música country relaciona-se também com a identidade geográfica, sendo rural em sua origem e função; outros gêneros, como R&B e o hip hop são tidos como urbanos.
Na maior parte da história americana, fazer música era uma "atividade afeminada". No século XIX, piano e canto amador foram considerados adequados para as mulheres de classe média-alta, que foram, no entanto, muitas vezes barradas de orquestras e sinfônicas.
Mas as mulheres também foram importantes no começo do desenvolvimento da música popular, embora não tivessem tantas oportunidades quanto os homens.
A maioria dos gêneros da música popular dominados por homens inclui artistas e músicos do sexo feminino, muitas vezes em grande número em nichos atraentes principalmente para mulheres, tais como Gangsta Rap e Heavy Metal.



Os Estados Unidos são bem conhecidos por ser um "caldeirão" de músicas, com influência de várias partes do mundo e criando novos estilos culturais distintos dos outros. Embora os aspectos da música americana terem uma origem específicas, a origem de culturas particulares de músicas é problemática, devido à constante evolução da música americana de transplantar técnicas, instrumentos e gêneros. Elementos de Músicas estrangeiras chegaram aos Estados Unidos tanto pelos canais formais de patrocínio de eventos educacionais e de evangelismo por indivíduos e grupos, quanto por processos formais, como no incidente de transplante da música africana através da escravidão, e da música irlandesa, pela imigração. As músicas americanas mais distintas são resultado das misturas culturais e dos contatos mais próximos. A escravidão, por exemplo, misturou pessoas de inúmeras tribos nas zonas habitacionais resultando em uma tradição musical partilhada que foi enriquecida com elementos de músicas e técnicas indígenas, latinas e europeias. A ética, religião e raças diversificadas Americana produziram vários gêneros de Francês-Africano, como Louisiana Creoles; nativas, como as músicas europeias e mexicanas unidas, e outros estilos como as músicas havaianas.
O processo de transplante de música entre culturas não é isento de críticas. O renascimento do Folk nos meados do século XX, por exemplo, apropriou-se de músicas rurais de diversos povos, em parte para promover certas causas políticas, o que tem causado alguns a questionar se o processo provocou uma "comercialização de músicas de outros povos"… e a inevitável diluição da mídia na apropriação musical.
A questão da apropriação cultural também tem sido uma parte importante das relações raciais nos Estados Unidos. O uso de técnicas musicais afro-americanas, imagens e conceitos em música popular em grande parte por brancos e para os americanos tem sido difundida pelo menos desde meados do século XIX canções de Stephen Foster e com o aumento de trovador shows. A indústria fonográfica americana tentou ativamente popularizar executantes brancos de música afro-americana, porque eles são mais saborosos e mais fáceis de integrar a classe média americana. Este processo produziu várias estrelas como Benny Goodman, Eminem e Elvis Presley, bem como estilos populares como Blue Eyed Soul e o Rockabilly.


Breve História do Blues

Para entender a origem do Blues, precisamos necessariamente voltar ao início do século XVIII, durante o Grande Despertar religioso norte-americano. Esse momento de maior união religiosa entre as raças é de fundamental importância histórica por finalmente oferecer à população negra um espaço de celebração religiosa em igrejas Católicas, mesmo segregadas. Nos cultos, os escravos negros tinham um espaço de dançar e cantar de um jeito que remetesse às formas de celebração africanas extirpadas deles no novo mundo. Essa prática deu origem ao Spiritual, estilo musical emotivo e introspectivo, que iria influenciar o Blues durante seu desenvolvimento.
Outra manifestação musical negra influente foram as Canções de Trabalho, músicas cantadas por negros durante o trabalho escravo, especialmente nas plantações de algodão do sul dos Estados Unidos. As Canções de Trabalho, sem nenhuma influência europeia, aparentemente tornavam o trabalho mandatório mais tolerável e produtivo. Em razão do ritmo da música ser o mesmo ritmo do trabalho sendo realizado (o ritmo de um martelo batendo recorrentemente em uma pedra, por exemplo), a Canção de Trabalho é organizada e repetitiva. Crucial nessa música é o seu elemento responsorial, comum tanto no Blues quanto no Jazz, onde um solista canta um trecho e os outros integrantes respondem ao que está sendo cantado. As Canções de Trabalho tinham como temas a união entre os membros e a superação de situações existenciais degradantes.
Outra influência fundamental para o desenvolvimento do Blues foram os Clamores de Roda, estilo musical que, como as Canções de Trabalho, têm como características o canto responsorial e a participação em conjunto dos membros. Os Clamores de Roda, contudo, não tinham controle rítmico rígido e não eram cantados durante o trabalho manual, sendo a expressão catártica dos participantes elemento central, que entravam em transe enquanto cantavam e dançavam em roda. Essa característica dos Clamores de Roda é também central na tradição do Blues e do Jazz, que abre espaço para manifestações singulares e emocionalmente carregadas, especialmente durante a improvisação musical.
A partir dessas influências musicais e com a popularização da música folclórica negra espalhada principalmente pelos Menestréis durante o final do século XIX, o Blues pôde finalmente emergir como linguagem musical autônoma. Este estilo musical, contudo, não foi uma simples colagem dos estilos musicais anteriores, mas uma verdadeira síntese entre a cultura africana remanescente na população negra norte-americana e a cultura musical adquirida nos Estados Unidos pelos próprios escravos.


Além de possibilitar a manifestação catártica dos seus intérpretes, do canto responsorial e da humanização do negro a partir da música, o Blues tem características próprias que a definem como estilo musical independente. De fundamental importância são os intervalos de terça menor e quinta diminuta encontrados na escala de Blues, que são executados melodicamente sob uma estrutura harmônica com tétrades maiores que se utilizam da sétima menor.
A escala de Blues, que provavelmente se desenvolveu da justaposição de uma escala pentatônica do leste da África com a escala diatônica ocidental, é a ferramenta musical que dá ao Blues a sua melodia cortante e visceral. Outra característica importante é a predominância da forma de doze compassos, repetida incessantemente até o final da execução da maioria das canções de Blues. A forma auxilia na apresentação responsorial da letra, que muitas vezes apresenta uma ideia melódica nos primeiros quatro compassos, repete a mesma frase nos quatro compassos seguintes, e responde com uma ideia complementar nos quatro últimos compassos, repetindo essa fórmula com a forma se reiniciando. As letras cantadas nas canções de Blues geralmente tratam de temas universais, como o amor não correspondido ou a dificuldade em lidar com o próprio destino em um mundo incerto.
O jazz se desenvolve a partir deste contexto cultural encontrado nos Estados Unidos no final do século XIX. Este estilo musical, contudo, tem outras influências importantes que a distinguem do Blues. Por ser uma manifestação musical urbana desenvolvida na cidade sulista de Nova Orleans, local de grande movimentação de grupos étnicos e culturais diferentes, principalmente durante o século XIX por ser uma cidade portuária de importância econômica fundamental para o país, o Jazz recebe influências diretas de culturas diversas, em especial vindos da região das antigas Índias Ocidentais e do Haiti. Além disso, a cidade mantém viva a sua tradição de bandas militares, que atuam na cidade na maioria das suas celebrações, desde funerais e casamentos até churrascos informais.
A instrumentação do Jazz terá influência direta destes grupos, enquanto que o Blues continuará fiel aos seus instrumentos originais (violão de aço, voz e gaita diatônica). Outra tradição musical importante que é eventualmente incorporada na linguagem jazzística é o Ragtime, estilo musical desenvolvido pelos Creoles Negros, que tem um ritmo alucinante, pelo menos para a época, além das influências claras da música europeia erudita.
Apesar dessas claras diferenças, a diferenciação definitiva entre as duas linguagens é estabelecida quando se consolida, na década de 1920, o estilo particular de solo sob cada um dos dois estilos musicais. O Jazz, que nessa época tem em Louis Armstrong seu representante mais influente, tende à ornamentação melódica e ao virtuosismo, enquanto que o Blues, que se incorpora na cantora Bessie Smith, continua tendo na expressão emotiva e na escala de blues seus mais poderosos pilares definidores. Outra diferença fundamental está no desenvolvimento do material harmônico, com o Jazz explorando, além dos 12 compassos do próprio Blues, outras formas, como canções populares norte-americanas da época. O Blues, contudo, pouco explora possibilidades harmônicas diferentes.
O Blues, que ao longo dos anos pouco se transformou se comparado ao Jazz, se manteve fiel à sua visão artística original de expressividade intensa, enquanto que o Jazz desenvolveu um temperamento mais volátil, abraçando as mudanças que se apresentaram musical e socialmente ao longo do seu percurso secular na história dos Estados Unidos. Essas duas linguagens musicais, contudo, nunca romperam uma com a outra completamente, apesar de, durante o século XX, os dois estilos terem tido histórias particulares e diferentes uma da outra. Para terminar, podemos ouvir o magnífico Louis Armstrong improvisando sobre uma estrutura de Blues no famoso “West End Blues”, composição que talvez esteja justamente na fronteira definidora entre essas duas linguagens musicais.
Mas, iremos ter um capítulo só com a história do Blues, deixemos aprofundamentos mais para a frente.

Até o próximo encontro!



ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Introdução

Introdução


Na grande década de 60, num período de Guerra Fria e a tomada do poder pelos Ditadores em grande parte das republiquetas subdesenvolvidas, surge um novo movimento cultural: O Rock And Roll.
Surgiu através de jovens que compunham uma classe social simples, humilde, mas antenada com os fatos que compunham a realidade do mundo daquela época. Surgiu para romper com a tradição e a hipnose moral que ditava o que era certo e errado. Criar um novo estilo de música e de vida, irreverente, jovem e estrondoso, para realmente abalar a sociedade, algo jamais visto antes. Esse movimento, criticava seriamente as guerras e a Ditadura, abordava temas obscuros e jamais usados na música, o que deixou assustado os mais conservadores.
O Rock tem como principal objetivo, desafiar o homem, provar a si mesmo que é livre, e não depende de nenhum controle cerebral da sociedade. A mídia constantemente enfia na nossa goela músicas sem personalidade e sem inteligência, para nos tornar mais manipuláveis. O Rock é o caminho para a Anti-Alienação, pois ele faz você pensar, criticar, e se tornar alguém livre das amarras da imprensa. É possível observar que pessoas que ouvem rock (qualquer tipo que seja) têm a tendência de ser mais críticos e mais inteligentes.
E mais do que isso, o Rock rompeu barreiras não só da música, mas do comportamento, da sociedade, e até mesmo da religião. Destruindo tabus morais, o Rock e todas as suas ramificações (Heavy Metal, Hard Rock, Thrash Metal, Alternative, etc.) tratou de vários temas, tais como Guerras, Liberdade, Sexo, Drogas, Satanismo, Sociedade, Racismo, Opressão, dentre outros temas.
O Rock é muito mais que um simples “estilo” musical; ele é um conjunto complexo de vários estilos de arte, os quais sempre estão juntos no sentido de um explicar ou complementar o outro. Portanto, se alguém quiser falar sobre Rock deverá entendê-lo como tal, senão estará divagando sobre solo falso.
Essa complexidade se estende até a apresentação no palco (auge do Rock), de um disco feito, e em toda a etapa de criação se tem a preocupação de seguir uma linha lógica que toma como base a idéia central dos temas desenvolvidos no disco, ou seja, toda criação representa e materializa as ideias e mensagens que o disco traz, em sua grande maioria. Isto atinge seu clímax no Rock Progressivo, onde se constituem verdadeiras histórias com personagens, fatos, lugares, etc.
Fora o Rock Progressivo, no final da década de 60 e no início dos anos 70, o The Who inovou lançando ao mundo as suas famosas Óperas Rock (Quadrophenia, Tommy, etc.), posteriormente Rick Wakeman também assim o fez, através da criação de álbuns conceituais ou com histórias (Journey To The Centre Of The Earth, Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table, The Six Wives Of Henry VIII, No Earthly Connection, etc.).
Abaixo explicamos melhor como é a sequência desse processo criativo:

  1.       Músicas
    a. Letra
    b. Melodia

  2. Álbum
    a. Sequência das músicas
    b. Criação das capas do disco
    c. Criação dos encartes
      c.1. Desenhos que constarão no encarte
      c.2. Fotos que constarão no encarte
    d. Criação do material promocional

  3. Material promocional do disco
    a. Criação de cartazes
    b. Criação de folders
    c. Teasers para a imprensa

  4. Criação das Turnês
    a. Criação dos cartazes dos shows
    b. Criação do palco
    c. Criação da iluminação
    d. Sonorização do evento

  5. Performance da Banda

Este trabalho irá comentar cada um dos passos acima, trazendo à tona o nome das pessoas envolvidas nesse Grande Trabalho e que possibilitam a que a banda de Rock chegue à Turnê.
Até o som no Rock é diferente: quem teve a Permissão Divina de assistir a um show do Pink Floyd, por exemplo, constata que algumas músicas são tocadas em quadrofonia, ou seja, ela é ouvida em um raio de 360º a partir do ouvinte, o que se torna necessário a fim de melhor representar a idéia da música. Aliás o Pink Floyd era tão perfeccionista em deixar suas música perfeitamente audível em campo aberto que sempre que iniciava um ano, iria trabalhar com 2 discos; um que seria lançado naquele ano, e outro que seria tocado nessa turnê, mas que seria usado para experimentações, a fim de refinar essa música em grandes ambientes, para que pudessem atingir com precisão a idéia que eles tinham da música, para em seguida serem lançado no ano seguinte ( junto com o próximo disco que seria “testado” junto a esse ).
Outro fator essencial é o entendimento de que o rock carrega em si uma carga emocional extraordinariamente grande, que vem de suas origens: do negro africano que ajudou no desenvolvimento da América do Norte.
Essa carga emocional, estocada pelo grito de revolta, de dor, de sofrimento, carreia no som do Rock toda essa energia que faz com que, muitas vezes, tenhamos que “ouvir” o Rock com a pele, em decorrência da enorme carga emocional que ela carrega e acaba nos banhando. Isso está perfeitamente descrito naquele que considero o melhor livro sobre a história do Rock de todos os que eu li (e tenham certeza: foram muitos), e que recomendo a sua leitura: Rock, o Grito e o Mito de Roberto Muggiati.
Minha “História Rockeira” vem desde 1974, quando, assistindo a uma propaganda na televisão, de uma rádio fantástica na época - Excelsior a Máquina do Som – na qual um “maluco cabeludo”  de fraque e cartola brancos saia de uma limusine, sem camisa e com um canivete enfiado na bainha da calça, cantava uma música que entrou direto pela minha pele, me deixando completamente embasbacado com aquele som ( a rádio utilizara aquele clip para veicular a sua programação que era dedicada ao público jovem ). Eu estava vendo o clipe de lançamento da música “Elected” do genial Alice Cooper. Naquela época, ele estava lançando o seu disco “Muscle Of Love” e se encontrava em visita a nossa cidade para um show no Anhembi. A partir dali, iniciei uma busca frenética por todo e qualquer material relativo ao Rock, para que eu pudesse entender aquilo que tinha havido comigo.
A estrada foi longa, e após coletar uma quantidade bastante razoável de livros, revistas, recortes de jornal e muita vivência pessoal e com amigos Rockeiros, entendi que havia acumulado um material ótimo que poderia servir de base para um livro; mas não um livro comum, mas um livro que pudesse transmitir aos outros, a maior parte do conhecimento e entendimento que eu acabei acumulando nesse tempo todo, a fim de que pudéssemos entender com maior clareza toda a significância do rock em toda a sua complexidade multifatorial ( música, poesia, artes plásticas, fotografia, etc.).
Este trabalho tem a intenção de mostrar, ou indicar, essa complexidade do Rock como um elemento constituído por múltiplos fatores, os quais devem estar sempre juntos para que a magia aconteça, e sejamos aliviados em nossas dores, pois como disse Oswaldo “Rock” Vecchione: Deus Salva ... O Rock Alivia!
Espero também, neste trabalho, fazer justiça a alguns homens e bandas do cenário do Rock Nacional que foram nossos verdadeiros heróis, mas que são simplesmente ignorados pela mídia comercial e sedenta de dinheiro e cada vez mais distante da cultura e do belo.
Boa leitura a todos, porque o bom Rock And Roll está por aí em infinitos lugares ... procure-o e entenda-o ... e sinta-se a pessoa mais feliz do Mundo!

Walter LP Possibom

sexta-feira, 1 de maio de 2020

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Dedicatória

Dedicatória


Este trabalho é dedicado a todos os nossos heróis nacionais, que com sua dedicação, garra, força, e persistência, em muito aliviaram a nossa Alma, obrigado a Lucio Zaparolli, Oswaldo e Celso Vecchione, Tony Babalu, Franklin Paolillo, Octavio Bangla, Conélius Lucifer, Percy Weiss, Ziggy Mendonça, Rolando Castello Junior, Kim Khel, Carlinhos Machado, Luis Domingues, Pedro Baldanza, Sergio Hinds, César das Mercês, Sérgio Magrão, Flavio Venturini, Manito, Tico Terpins, Zé Rodrix, Billy Bond, Wagner Anarca, Oswaldo "Cokinho" Gennari, Sergio Santana, Dudu Chermont, Castro Jr., Alex Ac, Arnaldo e Sergio Batista, Rodrigo Hid, Marcelo Schevano, Mário Testoni, Mário Franco Thomaz, Áureo Alessandri, Álvaro Sobral, Edu Gonzalez, Amanda Bueno, Danilo Zânite, Augusto Marques, Marcos Kontis, Dalam Junior, Fabio Cezzar, Daniel Gerber, Paulão Thomas, Willian Kusdra, Rubens Gioia, Adilson Oliveira, Wander Taffo, Faisca, Mozart Melo, Tio Cosme (No Mundo do Rock), Antonio Pettersen, Renato Menez, Rogério Utrila, Gigi Jardim e Sandra Marques (Stay Rock Brazil), Barata Cichetto (AS Brazil), e tantos outros que estiveram na luta em manter a bandeira do Rock Nacional em seu lugar por todos esses anos.
É impossível aqui me recordar de todos, e à todos esses peço perdão pelo esquecimento, mas saibam que estão todos em meu coração.
Um agradecimento especial a Alice Cooper, se não fosse por sua música hoje eu não estaria publicando este trabalho.

Walter LP Possibom

ROCK - Suas Histórias & Suas Magias - Conteúdo

Conteúdo


Capítulo 1: Uma Breve História dos EUA

Capítulo 2: Uma Breve História do Blues
2. O Nascimento do Blues
3. A música dos negros durante a escravidão
4. Afirmação de uma cultura negra depois da emancipação
5. Transformações socioeconômicas do Sul

Capítulo 3: O Início de Tudo – O Blues
1. Considerações
2. Uma Breve História dos Caminhos do Blues
3. Roberto Johnson – A Lenda
4. Resumo dos Estilos de Blues
5. As Regiões do Blues
6. Os Bluesmen

Capítulo 4: O Início do Rock

Capítulo 5: O Rock na Década de 50
1. A Década do Nascimento
2. Alan Freed – A Popularização do Rock Pelo Disc Jóquei
3. Os Estilos da Década de 50
4. Os Principais Expoentes da Década de 50

Capítulo 6: O Rock na Década de 60
1. Comentários Iniciais
2. A Era das Revoluções e Mudanças Sociais: Hippie & Flower Power
3. Os Pólos Opostos da Década de 60: Beatles & Stones
4. O Sonho Acabou
5. Os Estilos da Década de 60

Capítulo 7: Os Grandes Festivais da Década de 60
1. A Era das Revoluções e dos Movimentos Libertários
2. Monterey Pop Festival
3. Woodstock
4. Isle Of Wight Festival
5. Festival de Altamont

Capítulo 8: Os Grandes Ícones do Rock da Década de 60
1. Jimi Hendrix
2. Janis Joplin
3. Jim Morrison
4. Bob Dylan

Capítulo 9: O Rock na Década de 70
1. A Era do Clímax e das Ramificações
2. Os Estilos da Década de 70
3. Os Principais Expoentes da Década de 70

Capítulo 10: Uma Breve História do Rock Progressivo
1. Definição de Rock Progressivo
2. A história do Rock Progressivo
3. Alguns elementos que caracterizam o Rock Progressivo:
4. Tipos de Rock Progressivo
5. Bandas que representam o Rock Progressivo

Capítulo 11: O Grande Boom do Rock Progressivo nas Terras da Escandinávia
1. Introdução
2. O Rock Progressivo
3. As Grandes Bandas

Capítulo 12: Uma Breve História do Heavy Metal
1. Considerações
2. Suas Origens
3. O Significativo da palavra Heavy Metal
4. Gêneros de Heavy Metal

Capítulo 13: Uma Breve História do Punk
1. Introdução
2. A história
3. O Punk nos Anos 80
4. O Punk na Década de 90

Capítulo 14: O Rock na Década de 80
1. A Década da Música Eletrônica
2. Os Estilos da Década de 80
3. Os Principais Expoentes da Década de 80

Capítulo 15: O Rock na Década de 90
1. A Época do Pop
2. Os Estilos da Década de 90
3. Os Principais Expoentes da Década de 90

Capítulo 16: O Rock no Brasil
1. Breves Comentários
2. A História do rock Brasileiro nas Décadas de 50 a 90
3. A História do Heavy Metal no Brasil
4. A História do Punk Brasileiro

Capítulo 17: O Rock nos Outros Países
1. Introdução
2. O Rock na Inglaterra
3. O Rock na França
4. O Rock na Itália
5. O Rock no Leste Europeu
6. O Rock na China
7. O Rock no Japão
8. O Rock na Austrália
9. O Rock Argentino
10. O Rock Holandês
11. O Rock nos Países Pequenos
12. O Rock em Portugal
13. O Rock na Alemanha

Capítulo 18: Os Pontos de Encontro dos Rockeiros em São Paulo nos Idos de 70 e 80
1. Introdução
2. O Espaço Mambembe
3. O Black Jack Rock Bar
4. O Carbono 14
5. A Woodstock Discos
6. A Wop Bop Discos
7. A Baratos Afins
8. A Bruno Blois
9. A Galeria do Rock
10. Outros Pontos Memoráveis

Capítulo 19: A Mídia do Rock Aqui no Brasil nos Idos de 70 e 80
1. Considerações Iniciais
2. Os Principais Personagens da Imprensa Rock
3. A Mídia Radiofônica
4. A Mídia Televisiva
5. A Mídia Escrita

Capítulo 20: Os Grandes Templos do Rock
1. Rock and Roll Hall of Fame
2. Hammersmith Odeon
3. Whisky a Go Go
4. Hard Rock Café

Capítulo 21: Obituário do Rock e Blues

Capítulo 22: Os Maiores Sucessos do Rock – Os Top Hits
1. Anos 50
2. Anos 60
3. Anos 70
4. Anos 80
5. Anos 90

Capítulo 23: Timeline do Rock

Capítulo 24: Os Nomes Verdadeiros de Alguns Rock Stars

Capítulo 25: Filmografia Básica do Rock
1. Breve Cronologia do Rock no Cinema
2. Relação Alfabética dos Filmes

Capítulo 26: A História dos Grandes Instrumentos do Rock
1. A Guitarra
2. O Contrabaixo
3. A Bateria
4. Os Teclados
5. O Amplificador

Capítulo 27: As Artes do Rock
1. As Artes das Capas e dos Selos de Discos
2. Os Fotógrafos do Rock
3. A Arte dos Cartazes e dos Posters
4. A Arte do Design dos Palcos
5. A Arte na Iluminação dos Palcos

Capítulo 28: Bandas e Músicos Que Revolucionaram

Capítulo 29: O Significado do Nome de Algumas Bandas & Músicos

Capítulo 30: Algumas Citações de Rockeiros Famosos

Capítulo 31: Rock & Satanismo
1. O Rock e o Satanismo
2. As Causas da Associação entre o Rock e o Satanismo
3. Correntes Satânicas Que Influenciaram o Rock
2. Ocultismo em Letras de Rock
3. Incitações ao Suicídio em Letras de Rock
4. Crimes e Suicídios Relacionados ao Rock
5. Outros Fatos Relacionados a Ocultismo no Rock

Capítulo 32: Aniversariantes do Rock

Capítulo 33: Curiosidades no Mundo do Rock

Capítulo 34: As Diversas Tribos Contemporâneas do Rock
1. Os Jovens na Vanguarda
2. Década de 50 - Os Beats
3. Década de 60 - Os Hippies
4. Década de 70 - Os Andróginos
5. Década de 80 - Os Punks
6. Década de 90 - Os Hackers

Capítulo 35: Os Autores que se Destacaram Por Década e Por Estilo

Capítulo 36: As Mulheres no Rock

Capítulo 37: Os Diversos Estilos de Rock & Blues
1. Os Estilos de Rock Por Década
2. Os Estilos de Rock Por Ordem Alfabética
3. Os Estilos de Blues por Década

Capítulo 38: Pessoas Importantes no Rock
1. Andy Warhol
2. Malcolm Mclaren
3. Coronel Tom Parker
4. Brian Epstein
5. Alan Parson
6. Bob Ezrin

Capítulo 39: Glossário

Fontes de Pesquisa Utilizadas Neste Trabalho
A – Publicações de minha propriedade
01. Rock - A música do século XX – Rio Gráfica Editora – Brasil
02. Rock O Grito e o Mito – Roberto Mugiatti – Editora Vozes – Brasil
03. Rock - De Elvis à beatlemania (1954-1966) – Roberto Muggiati – Editora Brasiliense
04. Rock - Da utopia à incerteza (1967-1984) – Roberto Muggiati – Editora Brasiliensel
05. Rock - Do sonho ao pesadelo – Roberto Muggiati – L&PM Editores – Brasil
06. O que é Rock – Paulo Chacon – Editora Brasiliense – Brasil
07. Rock Progressivo – Valdir Montanari – Papirus Editora – Brasil
08. Rock - Nos passos da moda – Tupã Gomes Corrêa – Brasil
09. Rock No cinema Volumes 1 e 2 – Editora Três – Brasil
10. Enciclopédia do Rock – Volumes 1,2 e 3 – Editora Três – Brasil
11. ABZ do Rock brasileiro – Marcelo Dolabela – Estrela do Sul Editora – Brasil
12. Rock a história e a glória – 25 volumes – Maracatu Editora – Brasil
13. Revista Mix – vários números – Diagrama Editora – Brasil
14. Revista Metal – vários números – Diagrama Editora – Brasil
15. Revista Bizz – vários números – Editora Abril – Brasil
16. Revista Pipoca Moderna – vários números – Publicações Castro – Brasil
17. Revista Geração Pop – vários números – Brasil
18. Revista Roll – vários números – Diagrama Editora – Brasil
19. Revista Metal Mania – vários números – Editora Três – Brasil
20. Revista Rock Show – vários números – Imprima Comunicação Editorial – Brasil
21. Revista Rock Espetacular – vários números – Rio Gráfica Editora – Brasil
22. Revista Mixtura Moderna – vários números – Sigla Editora - Brasil
23. Revista Rock Passion – vários números – Editora Promocional – Brasil
24. Revista Rock Brigade – vários números – Editora Rock Brigade – Brasil
25. Revista Guitar World – vários números – Harris Publications – EUA
26. El mundo de la musica Pop – Rolf-Ulrich Kaiser – Barral Editores – Espanha
27. The Rolling Stone Record Guide – Virgin Books – EUA
28. New Illustrated Rock Handbook – Mike Clifford – Salamander Edition – EUA
29. The Rock Yearbook – Virgin Books – EUA
30. Rock O Ritmo do Século – Mike Bygrave & Linda Nash – Editora Verbo – Portugal
31. New Musical Express – Who’s who in Rock & Roll – John Tobler – Hamlyn Edition 
32. The Encyclopedia of Rock – Michael Heatley – Virgin Books – EUA
33. Recortes do Jornal O Estado de São Paulo – Brasil
34. Recortes do Jornal Folha de São Paulo – Brasil
35. Fanzines diversos de Fãs Clubes Brasileiros

B - Sites da Internet (muitos dos quais já não existem mais)
01. http://woodstock69.com/
02. http://www.agallery.com/photographers.html
03. http://heavymetal.about.com/mbody.htm?once=true&
04. http://www.allmusic.com/mus_Styles.html
05. http://www.br.geocities.com/rebelancer3/frame_vida.html
06. http://www.geocities.com/SunsetStrip/Alley/
07. http://www.bobgruen.com/
08. http://www.sites.uol.com.br/alzeheimer/
09. http://www.cdcovers.cc/
10. http://www.orbita.starmedia.com/cheirandocola/
11. http://www.classicbands.com/
12. http://www.classicrock.about.com/cs/historyofrock/index.htm
13. http://www.eldar.cz/rock/main.htm
14. http://www.mankowitz.com/nonflash.htm
15. http://www.grandfunkrailroad.com/2001.htm
16. http://www.gtrock.hpg.ig.com.br/index.htm
17. http://www.hardradio.com/
18. http://www.metalflame.tripod.com/index2.htm
19. http://www.users.senet.com.au/~tortoise/index.html
20. http://www.rockarchive.com/
21. http://www.music.zodchiy.com/B/
22. http://www.draftweb.com.br/rockeblues/
23. http://www.lightsound.cz/EN/navigator.htm
24. http://www.stufish.com/index.html
25. http://www.marshallphoto.com/mp.v1/content/Marshall_Bio.html
26. http://www.geocities.com/charlesrj2001/roqueiros.html
27. http://www.hotshotdigital.com/WellAlwaysRemember
28. http://www.geocities.com/SunsetStrip/alley/4795/hpl0297.htm
29. http://www.orbita.starmedia.com/~oldies_classic_rock/
30. http://www.mestresdometal.hpg.ig.com.br/rock.htm
31. http://www.ourworld.compuserve.com/homepages
32. http://www.floydart.cjb.net/
33. http://www.posterplanet.com/index.htm
34. http://www.progressive.com.br/
35. http://www.recollections.co.uk/index.html
36. http://www.rockhall.com/home/default.asp
37. http://www.classicrockpage.com/rrheaven/intro.htm
38. http://www.rockhistory.com/
39. http://www.rnb.hpg.ig.com.br/index.htm
40. http://www.uol.com.br/rockonline/
41. http://www.vermontreview.tripod.com/essays/progressif1.htm
42. http://www.pbs.org/wgbh/pages/rocknroll
43. http://www.ldb.org/rock.htm
44. http://www.rockdrummer.hpg.ig.com.br/home.htm
45. http://www.rocknworld.com/legends/jimi/index.shtml
46. http://www.rocksbackpages.com/index.html
47. http://www.rogerdean.com/
48. http://www.stagetechbooks.com/index.htm
49. http://www.geocities.com/SunsetStrip/8678/
50. http://www.blueflamecafe.com/
51. http://www.geocities.com/SunsetStrip
52. http://www.users.efortress.com/doc-rock/links.html
53. http://www.geocities.com/~music-festival/monterey.htm
54. http://www.utopia.knoware.nl/users/ptr/pfloyd/index.html
55. http://www.lynyrdskynyrd.com/
56. http://www.geocities.com/trhcentral/
57. http://www.rocknrollvault.com/timeline.htm
58. http://www.visualgallery.com/index1.html
59. http://www.geocities.com/beatlefreak1/
60. http://www.music.indiana.edu/music_resources/
61. http://www.bacamarte.com.br/
62. http://www.brazilmetal.cjb.net/
63. http://www.missodamissa.vilabol.uol.com.br/
64. http://www.orbita.starmedia.com/~martintj/index.html
65. http://www.madeinbrazilrock.com.br/
66. http://www.members.xoom.com
67. http://www.patrulharock.hpg.com.br/
68. http://www.gepr.net/
69. http://www.progrock.net/
70. http://www.whiplash.net/
71. http://www.black-sabbath.com/
72. http://www.deep-purple.com/
73. http://www.pinkfloyddirect.com/comingsoon.asp
74. http://www.uol.com.br/rockonline/
75. http://www.wheelies.com/
76. http://www.repriserec.com/
77. http://www.zztop.com
78. http://www.alice.vincent.net
79. http://www.reality.sgi.com
80. http://www.alicecoopershow.com/
81. http://www.home.gci.net
82. http://www.fortunecity.com
83. http://www.perso.wanadoo.fr
84. http://www.rockmagic.net
85. http://www.geocities.com
86. http://www.alicecooper.co.uk
87. http://www.users.wineasy.se
88. http://www.ourworld-top.cs.com
99. http://www.mule.net/
90. http://www.nh.ultranet.com
91. http://www.mulezone.com
92. http://www.guitarsite.com
93. http://www.graveseagudos.com
94. http://www.guitarnotes.com
95. http://www.eskimo.com
96. http://www.musiciansfriend.com
97. http://www.guitarsite.com
98. http://www.mulheresnorock.rg3.net
99. http://www.acervodorockroll.blogspot.com
100. http://www.acervodorockroll.blogspot.com
101. http://www.apocalypseband.com
102. http://www.netflash.com.br
103. http://www.whiplash.net
104. http://www.stayrockandroll.blogspot.com
105. http://www.drumchannelbrasil.com.br
106. http://www.guitarra-arte.blogspot.com